quinta-feira, 25 de junho de 2009 - por Thiago

Dia do Quebec - um dia cheio

A maior festa daqui do Quebec rolou ontem, dia de São João Batista. A festa leva o nome do santo (La fête de St. Jean Baptiste), mas como aqui no Quebec o povo deixou de ser católico faz tempo, a festa fica mais conhecida como La Fête du Québec, ou O Dia do Québec. Esse dia é o dia de mostrar o orgulho de pertencer ao Quebec, com todo o patriotismo e nacionalismo que isso traz consigo.

A festa pra gente começou bem cedo, pois tínhamos que deixar a casa aceitavelmente arrumada para receber os amigos que viriam tomar um lanche com a gente. Depois de duas horas, missão cumprida e ainda deu tempo pra tomar um sol no parque. Vale dizer que ontem a temperatura estava na casa dos 32ºC (com sensação de 37ºC), ou seja, o Sol tava forte mesmo, e a Mirian conseguiu as suas habituais queimaduras pelo corpo. Tadinha... :-(

Muito bem. O pessoal veio, comemos cachorro-quente paulixxxxxta (com muito purê de batata) até dizer chega, tomamos sorvete e fomos para o parque ver o show. Até então eu estava achando que já era o show de fato, porque a música ao vivo já estava rolando e a galera já tava toda pulando com as músicas, mas fui perceber umas duas horas e meia depois que aquilo era só o ensaio para o show que começaria às 21h. Marinheiro de primeira viagem é assim né?

Voltando para casa (para descansar para o show da noite) de repente ouvimos alguém falar: "Vocês não são aqueles brasileiros que tem um blog? Eu sou fã de vocês!!". E foi com muito prazer que conhemos a Paula, esposa do Vinicius e editora do Montreal Carioca, que é simpatissíssima e escreve muito bem (sem puxar o saco nem nada). Conversamos um pouco e ficamos muito felizes orgulhosos em saber que a gente está ficando famoso por aí, com gente legal reconhecendo a gente na rua e tudo o mais. É sempre muito bom fazer novos amigos, ainda mais de maneira surpresística como essa, não acham?

Voltamos para o show a noite e não é que esse povo daqui sabe fazer uma festinha de vez em quando? A estrutura do show estava de tirar o chapéu e grandes nomes da música do Quebec (Eric Lapointe, Marie Mai, Porn Flakes, Zebulon, Ariane Moffatt e outros) estavam presentes animando o show. Eu, Mirian e mais alguns amigos (Gaby Yano e Thiago Spalato) dançamos e cantamos até tarde da noite. Bem legal!

A parte ruim do dia começou no outro dia, por assim dizer. Voltamos para casa e fomos nos deitar, já pra lá de meia-noite. Um tempo depois eu acordo assustado com um barulho no meu balcão na minha sacada e vocês não vão acreditar se eu disser que era um cara roubando a minha bicicleta, né? Então não vou dizer, mas foi. E o pior é que ele fez tudo muito rápido e agora a nossa segunda bicicleta entrou para a estatística das bicicletas roubadas do Quebec, assim como a primeira.

Resultado final do dia:
muita festa, muitos amigos (antigos e novos), muita música, muita dança e a certeza de que aqui no Quebec, não se pode duvidar dos ladrões de galinha. Eu sou sempre muito otimista e diria que o saldo, apesar de tudo, foi positivo. Vamos aprendendo a cada dia para termos uma Fête du Québec cada vez melhor.

Salut!

terça-feira, 16 de junho de 2009 - por Mirian

CSQ na mão!

É isso mesmo, cheguei ontem da rua toda molhada depois de tomar aquela chuva, distraída e ocupada e quando olho pra cima da minha mesa, lá está meu CSQ todo lindo me esperando. O Thiago abriu a caixinha do correio e lá estava ele. Que beleza, né? Não estava esperando que fosse ser tão rápido assim, mas agora de qualquer maneira preciso esperar a continuação do processo pelo Canadá até receber de fato a residência. Amanhã vou à RAMQ e volto com informações sobre a possibilidade de já dar entrada na carteirinha do convênio médico.

Faz tempo que não escrevo pois andava muito ocupada com pé torcido, gripe, formulários de pedido do reembolso para o convênio, documentação para pedido de equivalência de disciplina e diploma etc. Outro dia até sonhei que por mais que eu pedisse os documentos necessários para alguém eles nunca iam me dar o que eu realmente precisava. De fato foi mais ou menos assim ao requisitar papéis que a clínica tinha que me fornecer para que eu enviasse ao convênio e ao pedir documentos da UdeM para a USP. Que parto! Por mais que eu tenha explicado acabei não conseguindo o que eu queria, mas enviei a papelada mesmo assim com fé de que tudo vai dar certo. Não aguento mais papéis, correio, ansiedade, mas sei que não dá pra fugir.

Agora mudando para um assunto mais leve, fomos no sábado à noite ver a abertura do campeonato de fogos de artifício do La Ronde, ou L'International des Feux Loto-Québec. Todo sábado à noite, até dia 22 de agosto você pode ver os fogos de cada país participante. O primeiro e o último não competem. Nós fomos até à estação Papineau e ficamos perto da beira do rio, mas a vista de cima da ponte Jacques-Cartier também é boa e pode-se chegar lá pela estação Jean-Drapeau, mas pra pegar um lugar bom tem que chegar cedo porque fica lotado mesmo. A galera leva até cadeirinha, churrasqueira, rádio, esteira, é uma farofa só, mas ao contrário dos brasileiros eles assitem aos fogos em silêncio, dá pra acreditar? Se você for um pouco mais exigente em conforto, pode assistir de dentro do parque pagando $25 com cadeira, show de música e acesso aos brinquedos inclusos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009 - por Thiago

Ovo

Mirian e eu fomos ontem ao Cirque de Soleil assistir a mais nova programação da trupe, chamada Ovo. E vocês acham que Ovo é a tradução do nome original da peça? Estão muuuuuito enganados! Tudo bem que a imigração brasileira para o Quebec é massiva, mas a enxurrada de Brasil que a gente recebeu nessa apresentação vai muito além do nome.

Samba, forró, xote, bossa-nova e até funk carioca estão presentes nas coreografias de dança e acrobacia. Toda as canções e músicas de fundo do espetáculo são ao vivo, e além da cantora que é absolutamente brasileira, temos quase certeza que mais da metade dos músicos trabalhando lá são também brasileiros, com acordeons, violões, atabaques e compania. A produtora, Deborah Colker, é brasileiríssima também e fez um bom trabalho conseguindo passar essa brasilidade tanto para os artistas no palco como para o público que recebeu a apresentação. Dizem por aí que ela deu um trabalho danado para a diretoria do circo com exigências mil... eu não duvido... heheheh

O show em si é um espetáculo quase inacreditável, e não é difícil entender como esses caras são tão famosos e reconhecidos depois de assistir ao show do início ao fim. Em alguns momentos eu até queria que o pessoal terminasse a apresentação antes que alguém se machucasse gravemente. Mirian, por outro lado, em um momento da apresentação me perguntou se aquilo que ela estava vendo estava realmente acontecendo. Eu só confirmei porque estava lá vendo tudo também, estupefato.


Resumo da Ópera: Cirque de Soleil é um espetáculo espetacular, em todos os sentidos. Quem ainda não foi, faça planos de ir, ainda mais nesse show essencialmente brasileiro. Mas a má notícia para vocês aí do Brasil é que a previsão de chegada do Ovo por aí é só em 2014. Foi mal galera, mas eu já vi.

Salut!

terça-feira, 2 de junho de 2009 - por Mirian

Parte de QC enviada

Como já postado aqui, estávamos ansiosos pela carta do CIC no nome do Thiago. A minha chegou e nada de vir a dele. Ligamos lá, pediram pra aguardarmos 3 semanas, aguardamos e ligamos de novo pra saber o que estava acontecendo, afinal as duas foram emitidas no mesmo dia e deveriam chegar juntas. Ao conversar com a pessoa do CIC o Thiago descobriu que na verdade a carta havia sido enviada para um outro endereço, pra casa onde ele ficou quando chegou sozinho no ano passado, era a casa onde morava minha irmã e onde íamos morar, mas depois mudamos de idéia. Nunca ia ter pensado nisso, afinal, em todos os formulários que preenchemos colocamos o endereço novo e se estamos processando o apadrinhamento como casal é porque moramos juntos, né? Mas creio que em primeiro lugar o que conta é o endereço dado da primeira vez. Logo, atenção ao endereço registrado no CIC que na maioria dos casos é temporário.

Pra quem está no mesmo barco com curiosidade de saber o que está escrito na carta, ela está aí ao lado. Esta é a carta que o MICC pede, em nome da pessoa que está apadrinhando e a outra, que já postei aqui, vem em nome da pessoa apadrinhada. Hoje já enviamos os documentos ao MICC, deu até vontade de entregar pessoalmente de tão pertinho, mas colocamos no correio. Segundo o site, se o processo for aprovado, o MICC enviará meu CSQ à pessoa que me apadrinha e a resposta para a continuação do processo federal é comunicada diretamente ao CIC.

Agora é só esperar, mais um pouco.

quarta-feira, 27 de maio de 2009 - por Mirian

Mais um aniversário

Vou relatar agora sobre mais um aniversário, o meu! Completei 25 anos no dia 25, não é poético, isso? Além de só acontecer uma vez na vida! A comemoração começou na sexta-feira quando minha irmã me acordou às 7:30 da manhã com uma caixa de doughnuts cheios de velinhas. Eu ia viajar à noite e ela no dia seguinte e não íamos nos ver no dia 25, foi surpresa mesmo!

Passamos o fim de semana em Toronto por causa de um evento da igreja adventista de língua portuguesa. Nosso coral cantou e ficamos lá o dia todo conhecendo vários brasileiros, portugueses e outros. O pessoal foi muito legal, todos nos acolheram muito bem. Infelizmente a viagem foi muito corrida, apenas vimos a CN Tower e Niagara Falls, mas não pudemos subir na torre, nem fazer o tour das cataratas. Uma pena. Estamos considerando como se não tivéssemos ido lá, vamos ter que ver tudo de novo. De qualquer maneira, mesmo tendo tido uma visão bem superficial da cidade, ainda acho Montreal bem mais charmosinha, bem mais bonita.

No sábado levei um tombão na escada da igreja o que zuou muito meu pé. De volta em Montreal decidi ir ao médico ver direito o que tinha acontecido, pois a enfermeira do disque-saúde me disse que eu precisava de uma radiografia pra ter certeza da gravidade. Pois bem, nunca vi coisa mais complicada. Tudo bem, ainda não tenho assurance maladie, sabia que talvez teria que pagar para pedir reembolso depois, mas as coisas poderiam ter sido bem mais simples. Como se já não bastasse ir ao médico no dia do aniversário, tive que ir no dia seguinte também. Fui à clínica da UdeM, passei na consulta, aluguei as bengalas e peguei uma guia para fazer o raio X, em outro lugar pois lá não tinha. Como dependia de carona, tive que voltar no dia seguinte à clínica de radiografia pra ter certeza que meu pé não estava quebrado, confiando apenas no que o radiologista veio me falar, pois se eu quisesse uma cópia do exame teria que pagar mais ainda. Voltei à clínica da UdeM onde a fisioterapeuta enfaixou meu pé confiando que não estava quebrado, sem ver nenhum papel, que coisa mais estranha, né? É isso, pé enfaixado no mínimo até sexta-feira, tentando andar de muletas, mas dói demais no sovaco, ou suvaco, ou melhor, nas axilas. Até agora gastei quase $100, mas o Desjardins me garantiu reembolso, menos mal.

Quando de fato pude comemorar meu aniversário já era de tardezinha, agradeço pelas lindas presenças e lindos presentes. Um deles foi o jogo Twister, mas nem vou colocar foto aqui senão o pessoal vai ficar bravo de mostrar o cofrinho e outras posições desconfortáveis. Infelizmente meu pé não me deixou brincar, mas espero em breve poder me divertir com ele, mesmo depois de ficar mais velhinha.

sexta-feira, 22 de maio de 2009 - por Thiago

1 ano

Esse lanche do Tim Hortons aí ao lado foi comprado (e comido) há exatamente um ano, no dia que eu cheguei aqui em Montreal, na condição de residente permanente do Canadá, AKA imigrante. É isso mesmo que vocês estão deduzindo, caros amigos. Hoje completo um ano da nova vida aqui.

É verdade que essa data é disputada entre mim e Mirian, pois chegamos juntos aqui só em 15 de agosto, com casa alugada e tudo o mais, mas para mim a data de 22 de maio de 2008 foi de extrema importância para mim, pois neste mesmo dia já tirei meus documentos, comecei a procurar por um emprego e todas as coisas que uma pessoa normal e com todos os direitos precisa fazer para se manter em algum lugar. Há um ano, a mudança completa da minha vida estava dando seu primeiro passo concreto.

De um ano pra cá, muita coisa aconteceu: dormi de favor, fiquei sem ter onde dormir, fiquei sem a chave de casa, fiquei completamente desesperado nas primeiras entrevistas de emprego por telefone, fui pra entrevista de emprego sem relógio e não sabia que hora entrar, comprei [mais] um notebook, troquei o notebook por outro novo depois de duas semanas, visitei amigos antigos, conheci novos [e grandes] amigos, me desfiz de alguns que achei que eram amigos, desmarquei meu retorno para o Brasil por conta de um emprego quase certo, remarquei meu retorno ao Brasil pois o emprego não deu certo, me casei no Brasil, voltei pra cá com a Mirian, mudamos para nosso apartamento alugado, mobiliamos a casa, arrumei meu primeiro emprego, conheci a neve, aprendi a esquiar, chorei de saudades da família, fui mandado embora do emprego por conta da crise, recebi seguro-desemprego, arrumei outro emprego (muito melhor que o primeiro) e mais um montão de outras coisas que aconteceram entre estas, que não tem como lembrar neste post, mas que vão ficar impressas no coração pra sempre.

Valeu a pena tudo isso, até agora? Não tenho a menor sombra de dúvidas que sim! Eu sempre soube para onde estava vindo e o que eu encontraria pela frente, e acho que essa é a maior dica que eu posso dar a todos que estão querendo dar esse passo: estude, junte informação, se informe em detalhes. Quanto mais você souber, menos vai sofrer e achar que veio parar em um barco furado. Nem tudo são flores quando se imigra, e ter essa consciência é o primeiro grande passo para o sucesso.

De resto, tudo é festa! Eu sou apaixonado por esse lugar aqui e só posso agradecer a Deus pela oportunidade que Ele me deu de estar aqui hoje, com todas as metas alcançadas para o primeiro ano. Que venham muitos mais.

Mas o tempo passa rápido viu... estou ficando velho...

Salut!

quinta-feira, 21 de maio de 2009 - por Thiago

Trip pra New York - III (Final)

Acordamos no último dia com uma missão: gastar dinheiro. Não porque a gente tenha muito dinheiro pra gastar, muito pelo contrário, mas ir para New York e não aproveitar os great deals que encontramos lá é quase um pecado. Logo de manhã fomos passear no Queens mesmo e a Mirian fez as devidas compras na loja da Victoria's Secret, tanto pra ela quanto pra enviar ao Brasil pra fazer uma graninha (não pra ela, infelizmente), e depois comprou algumas coisas para amigos da Universidade. Passamos em uma loja de baratezas e eu comprei algumas roupas e um chinelo (que ficou pequeno, de novo).

Saindo do Queens, indo para Manhattan, rumamos diretamente para o paraíso das compras: Canal St, Chinatown. Lá encontramos a versão novaiorquina da 25 de março, com todo o tipo de bugigangas a baixíssimo preço. Não teve jeito, compramos roupas, bolsas, acessórios... uma loucura só, e isso porque eu nem quis ficar olhando para os eletrônicos, pois eu precisaria deixar todo o meu salário por lá.

Compras devidamente feitas, fomos para a Strand Bookstore, que é nada mais, nada menos, que o maior sebo do mundo. Tem noção da loucura que é lá? Pra gente com apetite por livros como eu e Mirian, dá pra ficar olhando livro lá os três dias de viagem, mas fiquem calmos que não fizemos isso. Saindo de lá passamos pela Max Brenner, Chocolate by the Bald Man, um restaurante especializado em chocolate. Não ficamos muito lá pois a minha esposa estava prestes a ter um treco com aquele cheiro invadindo nossas mentes.

Mirian estava doida para conhecer o Conservatory Garden, que fica na parte norte do Central Park, então fomos pra lá. Para minha agradabilíssima surpresa, o parque fica na altura do Harlem, o primeiro dos bairros negros de New York. Tenho que admitir que é a primeira vez que me sinto desagradavelmente em perigo aqui no hemisfério Norte. Parecia outro planeta, com todo mundo olhando de cara feia pra você...que medo. Mas chegamos ao parque, e ele é bem interessante, mas seria ainda mais se as flores estivessem melhor cuidadas. Tiramos várias fotos e fomos embora, pois a fome já estava apertando (além da dor nos calcanhares). Pegamos uma linha do metrô que passa por baixo do Central Park e descemos novamente na 42nd St, mas dessa vez rumamos para a 46th St e 9th Ave, pois lá era o nosso último destino: o restaurante vegetariano Zen Palate. Comemos um super sandubão vegeta e fomos embora pra casa, arrumar as coisas e partir.

A volta foi bem mais tranquila, mas não menos cansativa. Paradas, fronteiras e sobe-e-desce de ônibus a noite toda, mas nada disso foi suficientemente forte para me impedir de trabalhar logo de manhã, duas horas depois de chegar em casa. Fazer o que né? Vida de imigrante é isso aí: quer passear? Tem que ralar!

Aguardem porque este verão ainda tem mais trips programadas pra gente, e vocês vão ficar sabendo de tudo.



Salut!

quarta-feira, 20 de maio de 2009 - por Thiago

Trip pra New York - II

O segundo dia de viagem foi bem mais tranquilo, mas não tinha como ser diferente. Meus pés, mais precisamente os calcanhares, estavam doendo demais por conta da caminhada do dia anterior, mas não tinha como ficar em casa e deixar o feriado passar voando pela nossa frente, então lá fomos nós andar denovo.

Mas antes da peregrinação, fomos tomar um super-ultra-mega brunch na casa da Carol e do Diego, que são amigos da Mirian de longa data, e agora amigos meus também. Esse casal colombiano é muito gente boa e preparou um café da manhã colombiano pra gente. Eu vou ser sincero com vocês: acho que foi o melhor café da manhã aqui na América do Norte até agora, e não pela quantidade de comida, mas sim pela qualidade. Além de tudo, o papo foi muito agradável e posso dizer que agora tenho mais novos amigos. Muito bom.

Logo após o lanchinho, fomos pra Manhattan (novidade né?), mais especificamente no M&M's World na Times Square. É impressionante a quantidade de coisas que se consegue inventar em cima de uma bolinha de chocolate, e os caras aproveitaram cada oportunidade para criar produtos e mais produtos. Saindo de lá fomos comprar moletons de frio, porque o dia não estava lá essas coisas e também queríamos aquela blusa clássica do I Love NY. Pesquisando o preço das blusas nas lojas, acabamos comprando na barraquinha na rua que era quase a metade do preço. Claro né?

Antes de sair da Times Square ainda passamos na loja da Toys R Us, que é a maior loja de brinquedos do mundo. Tem até um T-Rex lá dentro que bota medo em muito marmanjo (eu incluído). Saindo de lá, fomos então para a 34th street ver preços de roupas mas elas estavam bem caras para o nosso humilde bolso de imigrante canadense, o que nos levou a sair de lá rapidinho, mesmo porque eu quase já não conseguia caminhar. A Mirian tentava arrumar um lugar pra gente sentar, mas isso só fazia a gente andar mais ainda, mas como nada nessa vida é só fracasso, essa caminhada me fez conhecer uma escada rolante de madeira, na Macy's, além do Madison Square Garden. Muuuuito interessante, hehehe.

Enfim rumamos de volta para a Times Square para tomar um lanchinho na Pax, que é uma lanchonete saudável onde a Mirian já trabalhou quando morou lá. Eita comida gostosa aquela viu? Saindo de lá demos outra passada rápida na loja da M&M's pois eu estava na dúvida se ia comprar alguma coisa de lá ou não. No final, o mão-de-vaca aqui não levou nada :)

Para finalizar o dia, antes de ter as pernas quase quebradas, fomos andando pela quinta avenida, passando pelo Rockefeller Center, pela loja de bonecas American Girl até a loja da Apple, que é parada obrigatória para infomaníacos como eu. E se alguém aí está achando que a crise econômica está freando esse pessoal, devia ver como aquela loja estava abarrotada de gente procurando iPods, iPhones e iMacs.

Voltamos para casa e descansamos um pouco, mas lá pelas 11 da noite fomos até East Village tomar Bubble Tea, mas tivemos que levar para viagem porque a lanchonete estava quase fechando, mas sem problemas, pegamos nossa encomenda e voltamos pra casa. Já estava na hora de sossegar um pouco antes de ser obrigado a ir para um hospital amputar as duas pernas. Ainda tínhamos a segunda-feira para dar uma passada final no que faltou.



(continua...)

Salut!

terça-feira, 19 de maio de 2009 - por Thiago

Trip pra New York - I

New York City é uma cidade sensacional! Mas em alguns momentos chego a pensar que ela é sensacional demais para se viver. A coisa lá não pára nunca. Este final-de-semana foi feriado do dia dos patriotas aqui no Canadá e aproveitamos para dar um pulo nessa essa loucura em forma de cidade por três dias.

Essa foi a primeira vez que não fui absolutamente bem tratado na entrada da fronteira americana. O agente fez perguntas do tipo "você já foi preso?" e coisas do tipo. Pow! Só porque eu entrei no posto aduaneiro todo descabelado de dormir no ônibus? Sacanagem hehehehe. Passamos sem maiores dificuldades, e é isso que importa.

Chegamos às 5:30 da manhã e às 10:30 já estávamos batendo perna na rua. Fomos andar na Brooklyn Bridge, no Pier 17 (South Street Seaport), no Ground-Zero, no Bowling Green, no Battery Park, no sul da Broadway, no Soho, na Greenwitch Village e finalmente no Hudson River Park. Acreditem quando eu digo que isso é muita coisa para se fazer andando em um dia só, mas todo turista maluco que se preze tem que fazer exatamente assim, sofrendo a cada passo.

Voltamos para casa do meu sogro (no Queens) e ele nos convidou para jantar em um restaurante brasileiro muito do gostoso. O lugar se chama Copacabana e oferece comida no mesmo esquema self-service por quilo do Brasil (que praticamente não existe aqui na América do Norte), e por incrível que pareça, a comida tem o mesmo gosto da nossa comidinha brasileira. Para um imigrante como eu, isso é simplesmente genial.

Logo após o jantar, dá-lhe caminhada. Fomos andando até Roosevelt Island para tirar fotos com a skyline de Manhattan. As fotos não deram muito certo, mas pelo menos eu consegui andar no Roosevelt Island Tramway, um bondinho que nos deixou em Manhattan. De lá fomos ainda dar uma voltinha na Times Square, mas que acabou ficando curta porque eu não aguentava mais ficar em cima das pernas, e também porque começou a chover. Pra onde aquele mundo de gente que passa na Times Square 24 horas por dia se enfia quando começa a chover, eu ainda não entendi.

Voltamos pra casa devidamente mortos de cansado. Ainda tínhamos dois dias pela frente.




(continua...)


sexta-feira, 15 de maio de 2009 - por Mirian

Detalhes sobre a continuação do processo

Estava eu super feliz e contente lendo os guias do MICC para continuar meu processo de imigração junto ao Quebec, quando vejo que na verdade preciso ter uma carta no nome da pessoa que está me apadrinhando, ou seja, o Thiago. Fiquei super jururu porque a carta que recebi da parte do Canadá veio no meu nome. Como ultimamente o correio está nos entregando cartas separadas que deveriam ter chegado juntas, vou esperar mais alguns dias pois talvez a dele já esteja a caminho.

Encucada e desesperada como só eu, liguei para o MICC porque a minha carta diz que ele deve continuar o processo A.S.A.P. A pessoa que me atendeu disse que eu posso usar a minha carta e explicar que não recebi a carta no nome dele e que não tem problema...não vão cancelar meu processo, nem me deportar, nem me enviar pra prisão, nem nada parecido. Achei a resposta boa demais e estou desconfiada pois o checklist é claríssimo em dizer que a carta deve ser dele e não minha.

Tentei falar com o CIC, mas a ligação não completa. E eu só querendo saber da cartinha no nome dele. De qualquer maneira vou fazendo agora o que não fiz na primeira parte do processo, preencher os formulários e deixar tudo pronto para quando a carta chegar.

Bom, além dessa notícia confirmei outras informações importantes que desmistificam algumas coisas que a gente ouve por aí. Pra começo de conversa, quem apadrinha cônjuge NÃO precisa provar salário se o processo for em Quebec. Além disso, não preciso esperar a residência para dar entrada na assurance maladie, assim que receber o CSQ já posso fazer isso enquanto o processo continua na parte federal. Tem também a possibilidade de fazer cursos de francês, mas deve ser num esquema diferente da francisação, ainda não sei.

Recomendo a quem pode, de ir lendo os guias e preenchendo os formulários com bastante antecedência para ganhar tempo. Se eu pudesse ter feito isso, teria ganhado uns bons meses do meu processo. Todas as informações importantes para pessoas no nosso caso estão nestes links separadamente da parte do Canadá e da parte de Quebec.

Pelo que entendi por experiência, a primeira parte começa no federal, o Canadá envia uma carta de autorização para fazer a parte de Quebec, a província envia o CSQ e depois a parte federal continua até que eu receba a residência. Não preciso sair e entrar no país para validar a residência, mas não é aconselhado sair e querer voltar antes do processo acabar se não tiver um visto, pois sem visto e sem residência corro o risco de ser negada na fronteira e aí sim o processo pode ser anulado.

Por enquanto, muita ansiedade, mas muita alegria de saber que meu envelope não está mais esperando tanto assim na fila.

quinta-feira, 14 de maio de 2009 - por Thiago

Curso e restituição

  1. Hoje fiz meu primeiro curso pela SGF. O curso foi de Introdução ao SharePoint, em francês ("Mieux comprendre le SharePoint"), e ministrado na empresa Technologia, aqui em Montreal. instrutor (do qual não vou mencionar no nome por que da última vez que fiz isso tive que apagar) é muito interativo e manja muito da plataforma. Daqui duas semanas vou fazer mais três dias de curso com ele, e conto as novidades (e quem sabe mando uma foto...)

  2. Minhas restituições do imposto de renda chegaram.

    - Mas Thiaguinho, como assim DUAS restituições?

    É isso mesmo. Aqui no Quebec você paga impostos para o Canadá e para a província, e isso leva a uma declaração dupla de imposto de renda, que leva a uma restituição dupla do imposto de renda. Quem sabe a palavra DUPLA dê a entender que fazemos tudo dobrado, e não é bem assim. Na verdade você declara separadamente o que pagou para o Canada e para o Quebec, e cada um deles devolve a parte que lhe cabe para o contribuinte. Minha restituição foi alta, porque eu cheguei aqui em agosto, e portanto trabalhei menos de um ano completo, tenho a Mirian de dependente e mais um monte de outras deduções como, no meu caso:

    • Gastos com transporte público;
    • Gastos extras com saúde (se houver);
    • Gastos com pagamento de aluguel;
    • Gastos com estudos (a Mirian tem direito mesmo não tendo pago nada na universidade);
    • Doações para entidades filantrópicas (minha doações para a minha igreja, que é um orgão cadastrado no governo, contam) e;
    • Restituição do imposto pago para o governo federal sobre a estimativa de TODAS AS COMPRAS realizadas no ano, e quando eu falo TODAS, eu quero dizer TODAS mesmo. Essa é pra quem ganhou menos de 25.000 dólares no ano passado, e eu entro nessa categoria porque ano passado ganhei menos que isso.

    Já sei que ano que vem não vai vir a mesma bolada que recebemos esse ano, mas agora ainda estou aproveitando o depósitos dos chequinhos que recebi pelo correio :)
Bom gente, hoje sem fotos, porque estou com pressa. Ainda tenho muitas coisas para arrumar pois o final-de-semana vai se agitado. Mais novidades em breve.

Salut!

quarta-feira, 13 de maio de 2009 - por Mirian

Primeira resposta sobre o apadrinhamento

Eba! Eba! Eba! Estava abrindo a caixinha do correio todos os dias desde 23 de fevereiro esperando por uma resposta sobre a imigração.

Este processo não tem realmente nada a ver com o de trabalhador qualificado, no qual todo mundo recebe milhões de cartas super rápido. Eu só não estava tão ansiosa porque uma colega tinha me falado que ela demorou uns seis meses pra receber a primeira resposta. Até que não demorou muito, foram menos de três meses para a minha primeira carta.

Agora o próximo passo é o Thiago preencher os formulários da parte de Quebec para depois o Canadá continuar o processo. Estou muuuuuuuuuito feliz!

domingo, 10 de maio de 2009 - por Thiago

Organograma da busca por empregos

Tem Blog de imigrante muito bom por aí, e eu felizmente encontrei o blog do Rogério e da Luciane, que mandam muito bem no quesito informação e utilidades públicas para os imigrantes no Quebec.

Neste post, o Rogério montou um organograma em forma de texto para a busca padrão de emprego. Procurar emprego aqui no Quebec (e na America do Norte em geral) não é como procurar emprego no Brasil, e o imigrante sofre menos se aprende como o esquema funciona logo. Eu achei tão legal e tão útil que pedi para ele autorização para transformar o esquema em um fluxograma visual, e ele autorizou.


Como vocês podem perceber, é muito fácil deixar sua candidatura ir parar no arquivo morto, então todo cuidado é pouco. Existem muitas oportunidades aqui no Quebec (e em Montreal), mas você precisa dançar conforme a música, e para nós, a música é absurdamente agitada. Boa sorte nas buscas!

Salut!

obs - FELIZ DIA DAS MÃES MAMMYS!! Te amo!!

terça-feira, 5 de maio de 2009 - por Mirian

Passeio em Ottawa

Fomos para a terra da Alanis Morissette no último domigo com a Wonder Travel. Em questão de preço não tem pra ninguém, só os chineses pra conseguirem cobrar $16 nessa viagem.

É uma época popular de se visitar a cidade devido ao festival de tulipas, vimos apenas 30% das flores, mas o guia disse que na semana que vem vai estar bombando, vai ter 12 ônibus de galera indo pra Ottawa.

A primeira parada foi no Parlamento, ficamos apenas uma hora lá e foi meio corrido porque era super grande. Tinha uma torre onde não subimos porque só cabia sete pessoas no elevador, que coisa estranha, né? Além de tudo o Thiago demorou meia hora pra conseguir achar um banheiro e enquanto isso fomos passeando sem ele, eu, Gaby e Kátia.

Enquanto esperávamos pelo Thiago, um velhinho se aproximou, se ofereceu para nos explicar sobre a comemoração que estava havendo ali e aproveitamos pra tirar uma foto com ele. Ele se aproveitou pra me apertar na hora da foto, que safadinho! Depois deu até o email dele pra mandarmos uma cópia da foto, vê se pode!

A próxima parada foi na lojinha da casa da moeda, como não queríamos comprar nada, aproveitamos para tirar foto com a Maman, uma pequena aranha cuidando de seus pequenos ovos. O guia do ônibus insistia em repetir que não sabia o motivo do nome, mas finalmente deduziu quando viu os ovos.

Depois corremos pra alcançar nosso grupo na casa da moeda, mas realmente não tinha nada além de barras de ouro pra ver.Paramos também na casa da governadora. Não tinha muito o que ver lá porque o jardim ainda não estava tão bonito e não tivemos tempo de fazer o tour, mas foi legal.

Após o almoço num self-service chinês fomos ver as tulipas que estavam L-I-N-D-A-S!!! O Thiago não estava muito a fim de ver flores, mas fizemos ele tirar milhões de fotos, coitado.

A última parada foi no Canadian Museum of Civilization, encontramos até o Cascão por lá, dá uma olhada.

Como toda viagem de excursão, essa foi super corrida, mas tive uma impressão melhor da empresa do que quando fui pra Québec com eles porque voltamos cedo demais, mas dessa vez creio que foi ideal.

Queremos voltar lá pra ver tudo com mais calma e o guia disse que no outono é lindo de ver, mas enfim, por agora já foi legal.

Mudando de oito pra biscoito em agradecimento aos que se preocuparam com nosso teto: Valeu Ricardo, pela dica do blog do nosso colega que também passou poucas e boas em seu apartamento. Valeu Érika, pelas dicas. Tati, o zelador já sabia que era um problema nos vizinhos de cima, mas demorou pra descobrir que era no segundo e não no terceiro andar. Cada uma, né? Luiz e Anna, vi que tem gente no mesmo barco e isso é muito triste. Sei que meu teto não foi o pior caso que conheci, mas de qualquer maneira, apesar da data do post, a goteira começou dia 11 de abril, bem antes de eu escrever. Graças a Deus o teto já está fechado, mas o banheiro ainda não está pronto, cada dia eles vêm aqui colocar mais massa corrida e ainda têm a cara de pau de dizer que não são especialistas. Sério mesmo??? Achei que fossem! Mas tudo bem, o que importa é que o sol é lindo e está cada vez menos tímido!

quarta-feira, 29 de abril de 2009 - por Mirian

O sol está brilhando

Hoje está geladinho, mas o sol está lindão lá fora. Sábado e segunda-feira foram os dias de mais calor por aqui, bom sinal, né? Foi tão gostoso que tivemos até direito a churrasco e a tomar sol na minha super esteira da Dollarama. Achei que tinha passado bastante protetor, mas quem é branco como eu nunca passa o suficiente. Minhas costas ainda estão ardendo. Aiiiii...

Olhem que gracinha as árvores brotando de novo, os bulbos aparecendo, a cidade ficando verde novamente. Não é lindo?

Mas lindas mesmo foram as compras de ontem. Digamos que eu estava com sorte. Fui pagar uma blusinha de $10 que o código leu como $5. Eba! Logo depois, no mercado, fui pagar um pacote de "coisas de menina" anunciado por $12,99 que passou no caixa como $13 e pouquinho, fiz minha choradeira básica de sempre com a qual a Gaby, que estava junto, já se acostumou. Tive que ir pra fila do atendimento ao consumidor, morrendo de raiva e com vergonha de estar atrasando as meninas que estavam comigo. A Keilinha até disse: "Paga logo o preço que ela deu e vamos embora." Mas eu, teimosa como sou, fiquei e reclamei. Levei bronca por ter tirado o preço do lugar, indignada porque foi uma funcionária que me mandou fazer isso, mas acabei levando o pacote por menos de $5. Nem estava lembrando, mas a lei diz que se o preço está errado e a mercadoria custa mais de $10 eu tenho $10 de desconto e se custa menos de $10 eu levo de graça!!! Legal, né? Atenção consumidores de Québec, não se deixem levar pela vergonha ou pressa! Exijam seus direitos!

E por falar em direitos, continuo agora a história do teto do nosso banheiro.
Que chegou a ficar assim como vocês podem ver na foto.

Depois de conversar sobre isso com quem já tinha passado por algo parecido, resolvemos usar o Avis de dépôt de loyer. Preenchemos explicando o problema e dizendo que o propretário teria 10 dias para consertar tudo, senão, depositaríamos o aluguel na Régie du logement e ele teria que pegar o dinheiro lá depois de terminar a obra, pelo que eu entendi.

Primeiramente demos o papel para o próprio zelador assinar. Ele se negou a assinar dizendo que ele não representava o proprietário oficialmente e que de nada valeria a assinatura dele. Então, enviamos para o endereço que tínhamos com o nome de alguém que se diz "gerente", nem sabemos quem é de fato o proprietário. Enviamos por correio registrado, com direito a número para rastreagem e assinatura na recepção. A assinatura não foi da pessoa para quem enviamos, mas sinceramente esperamos que isso não dê problema, afinal temos o registro do correio.

Tive que me estressar, ligar para o zelador à noite, falar brava com ele e gastar uma graninha chata no correio pra ele finalmente se mexer e começar a obra. Primeiramente as goteiras pararam, o que já foi um alívio, depois ele fechou o buraco que ficou assim, todo desnivelado, lógico, mas pelo menos o cheiro de madeira molhada sumiu e pudemos usar o banheiro.


Depois de alguns dias, ele passou massa corrida e agora deve estar esperando até poder pintar. Destaque para o fato de que está rachando e com cara de que quer cair de novo, mas espero estar errada.

Agora precisamos de uma reunião familiar para decidir se vamos mesmo depositar o aluguel na Régie, porque eu creio que em dois dias ele não vai ter terminado a pintura. Dá pra conviver, mas ainda está uma feiura e um pó branco pra todo lado.

Vamos ver no que dá.

segunda-feira, 27 de abril de 2009 - por Thiago

O nome mais dificil do mundo

Thiago. Pelo menos aqui no Quebec, ninguém consegue acertar de primeira, nem muito menos lembrar nas 125 próximas vezes antes que você tenha que repetir a cada nova tentativa.

Meu nome é uma variação quase única do raíz Jacó (Jacob), do aramaico antigo, que no inglês ficou James, no francês ficou Jacques, no italiano ficou Giacomo, no alemão alemão ficou Jakob, e por aí vai. Só no português (Tiago) e no espanhol (Santiago) é que a coisa mudou, e não me pergunte o por quê disso pois não tenho a menor idéia.

Os anglófonos de Montreal se saem sensivelmente melhor nas tentativas de pronunciar meu nome, deixando algo como [tsiagow], o que é bem aceitável. Já os francófonos, na melhor das tentativas, pronunciam [tsiagô], mas nas primeiras tentativas eu ouço [dziagô], [diegô], [tsiegô], [chiagô] e alguns até abusurdos como [amigo] ou [roberto]. Dá pra acreditar nisso? E tudo isso porque eu já desisti de explicar o que o H do meu nome está fazendo lá. O que eu menos preciso nesses momentos é de complicadores para o processo de aprendizagem dos nativos.

A dificuldade sempre existiu, mas agora que estou trabalhando em uma empresa quase 100% francófona, essa dificuldade ficou evidente, já que tem gente chamando o meu nome o dia inteiro. Pelo menos meu chefe já aprendeu, pois já teve que me chamar mais de 125 vezes.

A parte boa disso tudo é que, aqui no Quebec, eu sou único, enquanto no Brasil eu encontro Thiagos e Tiagos em cada esquina. Viva a autenticidade!

Salut!

terça-feira, 21 de abril de 2009 - por Thiago

Emprego novo e [muito] sorvete

Eu comecei no trabalho ontem, mas eu esperei até hoje para postar porque eu precisava colocar fotos. Não que eu queira me gabar, nem nada disso, mas a coisa é tão impressionante que se eu só contasse, vocês iam achar que eu estava mentindo.

Resumindo, como vocês podem ver nas fotos ao lado e no final do post, eu tenho uma sala só pra mim. Pára e pensa direitinho no que eu acabei de escrever e no que você acabou de ler. Eu tenho uma sala, muito da bonita e arrumada, só para mim, com cadeiras para as pessoas virem falar comigo e tudo o mais. É mole ou quer mais? O pessoal é todo muito simpático, além de tudo. Nada a ver com o meu antigo emprego, em que eu entrava mudo e saía calado se os brasileiros não viessem falar comigo. Eu até ganhei uma caixa de biscoistos de boas-vindas (foto abaixo). Na boa, acho que estou sonhando.

Eu sou o único desenvolvedor da empresa, ou seja, o bicho vai pegar para o meu lado, mas em um ambiente tão positivo como esse, não tem como reclamar. E olha a vista da minha janela!! Nem meu chefe tem uma igual a minha.

Mas como as novidades vieram todas de uma vez, hoje ainda sobrou tempo para o Free Cone Day, que é o dia no ano em que a Ben&Jerry's, a maior rede de sorveterias de Montreal, dá sorvetes para quem quiser. Pára novamente e pensa no que eu acabei de escrever. A sorveteria DÁ sorvetes o dia inteiro para os clientes. Isso é motivo de muita festa, certo? Aproveitamos e comemoramos o aniversário da Isabel, que nesse caso não é a minha mammys, e sim uma amiga brasileira que mora aqui em Montreal. Eu tomei três sorvetes, mas poderia ter tomado uns dez se eu quisesse, porque dava tempo de entrar na fila bem mais vezes.

A Mirian não pode ir porque no momento da sorvetada ela estava fazendo a sua última prova da faculdade, e isso é coisa muito séria, mas outras oportunidades virão para mais sorvetadas e festas neste verão que está começando.

Ai ai ai... que dia feliz. Se não fosse a nossa cratera particular, tudo estaria perfeito, mas quem disse que a vida é fácil né?

Salut!



segunda-feira, 20 de abril de 2009 - por Mirian

O teto caiu!

Pois é, gente, minha previsão estava certa. Caiu um pedaço do teto do banheiro antes do que eu imaginava.

Em seis dias uma inocente goteira fez esse estrago todo que tá aí na foto e ainda mais que eu nem vou mostrar.

Quem não está acostumado a ouvir essas histórias estranhas até se assusta e acha que alguém pode ter se machucado. Fiquem tranquilos, nós estamos bem, não tinha ninguém lá na hora do ocorrido, mas de qualquer maneira não seria o peso de um tijolo na cabeça porque, como mencionei, os prédios mais antigos daqui foram bem mal feitos e a camada que cobre a madeira é bem fininha, é no máximo uma placa de massa corrida.

O zelador já está sabendo de tudo e só está enrolando. Não fez nada até agora.

Já ouvi várias histórias parecidas, dicas, conselhos etc. Estamos pensando em começar a tomar medidas legais, por exemplo junto à régie de logement, mas ainda não sabemos exatamente o que fazer, além de enviar uma carta por escrito e receber uma assinatura do proprietário ou seu representante legal.

Se alguém de vocês tiver um caso parecido resolvido, por favor, nos ajude.

Enquanto isso vamos tomar banho na casa das super vizinhas Carol e Gaby porque ninguém merece goteira gelada na cabeça, né?

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