domingo, 1 de março de 2009 - por Thiago

Opera e Montreal en Lumiére

O último sábado a noite foi bem agitado, ainda mais se considerarmos que Montreal não é aquela cidade que podemos chamar de "the city never sleeps".

Para começarmos, assistimos a uma ópera na faculdade de música da Université de Montréal. A Ópera se chama Don Giovanni, de Mozart, e conta a história de uma vigarista conquistador. A duração da ópera é de nada menos que 3 horas, e tenho que confessar que em alguns momentos ela se torna um pouco cansativa para os menos acostumados (meu caso). Um dos solistas é o meu amigo Steeve Verayie, que interpretou o Commendatore, então eu não poderia deixar de ir né?

Saindo de lá, alguém dúvida da fome que estávamos? Fomos direto ao Boustan, em Centre-Ville, para comer uma grande e bonita pitta vegetariana. Apesar de já estarmos quase no meio da madrugada, o restaurante (que é 24 horas) estava cheio e faturando, e não poderia ser diferente, já que ele fica no centro da badalação, com comida boa e barata. Vida longa ao Boustan!

Já alimentados, fomos ao Festival Montréal en Lumiére, que é um festival de rua realizado por aqui no inverno. Ele tem várias atrações gratuitas, como o tobogã de gelo (ao lado) que acabamos por enfrentar, roda-gigante, pista de patinação no gelo, museus abertos, apresentações de dança e música em ambientes fechados e até um globo de aquecimento (foto abaixo). O tobogã não foi um problema em si, mas sim o frio de -11ºC que estava fazendo na hora em união com a fila de mais ou menos uma hora e meia, que me levou quase à loucura, pois eu não saí com minhas botas de inverno. Resultado, depois de escorregar (que é bem legal, por sinal), nem conseguia correr para o globo aquecedor pois não sentia mais os dedos dos pés. Muito legal né?

Após conseguir se recuperar um pouco do frio, as forças começaram a se esvair e acabamos (Mirian e eu) por vir embora deixando o restante da galera ainda procurando atividades no meio da noite. Mas vocês acham que só a gente tava na rua? Isso aqui é tipo uma virada cultural que realmente funciona, então a galera sai pra rua mesmo e fica acordado no frio até o Sol raiar. Uma pena eu ter perdido o free breakfast que o festival oferece para os que ficam até de manhã. Tudo bem, ano que vem tem mais.

Agradecimento especial para a galera que estava com a gente no rolê: Mirian, Carol, Gaby, Keila, Lineker, Dadá e Edward.

Salut!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 - por Thiago

L'Impact


Hoje fui novamente ao Estádio Olímpico de Montreal, que fica exatamente aqui em frente de casa, mas que na maior parte do ano eu só vejo pelo lado de fora. Foi a primeira vez que Mirian entrou em um estádio, e diz ela que também gostou bastante.

O Estádio fica praticamente fechado no inverno, pois o teto não é totalmente garantido contra o peso da neve, e há perigo de acidentes caso tenha algum evento enquanto está nevando, mas já faz 2 dias que não neva em Montreal, então este perigo foi anulado. É bem interessante entrar no estádio novamente e, mesmo tendo comprado ingresso para as cadeiras lá no alto, notar que a visibilidade da atração principal é realmente muito boa. O Estádio, apesar de antigo, é bem moderno e bem instalado, com painéis digitais, letreiros e cadeiras numeradas para todos (claro! só no Brasil isso não existe).

Ainda não falei o que fomos fazer lá, mas você já percebeu pela primeira foto, e o futebol dos caras é tão ruim, mas TÃO RUIM, que é mais fácil falar que você não assistiu a uma partida de futebol de um campeonato oficial da Fifa. O time local, L'Impact de Montreal, mais parece um time de várzea se comparado com o nosso futebol brasileiro, com direito a chutões de bola pra frente, nenhum drible, e uma montoeira de passes errados durante todos os 90 minutos.

O oponente era o Club Santos Laguna, do México. As apostas eram todas para que o Santos Laguna desse uma bela surra do Impact, mas não é que os caras daqui conseguiram ganhar de 2 a 0? Pra mim foi tudo ótimo, afinal eu estava torcendo para Montreal né? Mas o que fazer para o futebol desse povo melhorar? Acho que é melhor eles tentarem outro esporte.

Vamos torcer para que a maré de sorte do Impact continue e eles consigam a vitória do jogo de volta, no México, porque então poderemos ter mais jogos do Impact aqui no Estádio Olímpico, antes que o Estádio Saputo esteja pronto para as atividades normais no verão. Pessoalmente acho uma bela falta de visão comercial eles terem contruído um outro estádio só para a equipe de futebol, mas o assunto é comprido e eu quero desenvolvê-lo em um outro post.

Fim de jogo, atravessamos a rua e já estamos em casa novamente. Algum benefício precisa existir em se ter esse trambolhão na nossa frente né? Mas eu pessoalmente adoro olhar pro estádio todos os dias... (suspiro...) coisas de imigrante apaixonado.

Salut!

ps- a segunda foto está escura porque o esperto aqui levou a câmera super-ultra-potente, mas esqueceu as baterias em casa. O iPhone foi a salvação, mas sem flash não existe milagre.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 - por Thiago

O Canadá, o Quebec e a Crise

Posso dizer que o maior assunto do momento é tar da crise financeira que assola os mercados de todo o mundo. Primeiramente os americanos, que são, com o seu próprio mercado, os verdadeiros causadores de toda essa meleca problemática. Depois vieram a Europa e a Ásia, numa onda avassaladora de perdas e falências (Islândia que o diga, já que quase o país inteiro afundou no Atlântico Norte). Vocês que me lêem do Brasil sabem que até o final de 2008 não tinham sentido praticamente nada, mas que esse ano a coisa pode chegar aí também.

Mas e o Canadá? E o Quebec? Onde fica a crise para os imigrantes?

O canadá foi o último país do G-8 a sofrer os efeitos da crise, e isso é um fato notável pois a proximidade e a inter-dependência dos mercados canadenses e norte-americanos nos faria acreditar que aqui seria o primeiro lugar do mundo a sofrer os efeitos colaterais, mas nos salvamos graças a política menos agressiva que o Canadá impõe sobre o mercado, principalmente o imobiliário. E o Quebec é ainda mais protegido que o restante do país, tendo inclusive experimentado um crescimento no mercado de imóveis no ano passado. Contudo, nada nesse mundo é tão forte assim, e o ano de 2009 começou com a crise se anunciando a todos.

O meu patrão já disse na festinha de final de ano que "esse ano teremos que fazer mais com menos". Só dessa citação pra cá já saíram 3 funcionários, e mais outra funcionária que está vindo pro escritório somente 3 dias por semana. Agora a última vítima fui eu mesmo, que estou cumprindo aviso prévio e saio oficialmente da empresa dia 6 de março. Mas vocês acham que é só a minha empresa que está assim? Amigos trabalhando em outras grandes empresas disseram que o facão está passando por lá também, deixando todo mundo amedrontado quanto ao futuro. E se ainda formos comentar de grandes empresas com GM, Bombardier e Air Canada, as coisas vão ainda um pouco piores, e falando desta última, dizem as más línguas por aí que a Air Canada vai pedir falência logo logo...

Espera-se um ano difícil para todos, mas ainda há alguma esperança que a retomada americana (Go Obama!) possa aliviar os efeitos ainda não muito sentidos aqui. O mercado canadense ainda está de certa forma protegido contra a avalanche, e esperamos que as barreiras que nos protegem do caos continuem fortes por bastante tempo.

Pessoalmente, estou correndo contra o tempo para arrumar um novo trabalho. Se você estiver sabendo de alguma coisa em TI aqui para Montreal, não tenha medo nem vergonha de entrar em contato comigo. O leitinho das crianças agradece.

Deus continua nos abençoando. Sempre.

Salut!

domingo, 22 de fevereiro de 2009 - por Mirian

Processo de apadrinhamento iniciado

Depois de quase três meses organizando papéis e informações eu finalmente consegui dar entrada no meu processo de imigração ao Canadá por apadrinhamento.

Meus documentos que estavam faltando chegaram do Brasil, paguei a taxa, terminei de preencher a papelada e na sexta-feira fui à Pharmaprix, unir o útil ao agradável já que eles tiram as fotos e tem um correio lá dentro mesmo.

Conferi tudo detalhe por detalhe, torcendo pra não receber nenhuma carta dizendo que está faltando isso ou aquilo, ou que não assinei aqui ou ali, apesar de saber que isso acontece com quase todo mundo.

Minha documentação será analisada pelo governo canadense, depois enviada a Quebec, quando terei que pagar mais uma taxa e depois tudo voltará ao governo do Canadá para os retoques finais se todos aceitarem o caso.

Enviei a documentação para pedir a residência permanente e uma permissão de trabalho temporária em Quebec enquanto a papelada não sai.

Agora é só esperar pela cartinha dizendo que tudo está sendo analisado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 - por Mirian

Repatriem Omar Khadr!!!

Esse post vai ser escrito correndo porque estou cheia de coisas pra fazer, mas não podia deixar de expressar minha indignação com o caso Omar Khadr.

Quem assistiu a reportagem sobre o caso ontem à noite na Radio Canada, deve estar tão indignado quanto eu.

Trata-se de um rapaz canadense que foi preso em Guantanamo com 15 anos de idade sob acusação (sem provas suficientes) de ter matado um soldado americano (grande coisa)!

O primeiro irresponsável da história foi o próprio pai do menino, que o fez ser intérprete numa guerra, os próximos são os soldados americanos que supostamente "salvaram" sua vida quando alegam que poderiam tê-lo matado e o levaram pra prisão pra ser torturado e isolado do mundo e por último, as autoridades canadenses, principalmente o senhor Stephen Harper, que não estão movendo uma palha pra repatriar o garoto, que agora já é rapaz depois de 6 anos na prisão.

Espero que a iniciativa de Barack Obama de fechar Guantanamo sirva para colocar um fim no sofrimento desse jovem canadense e de outros prisioneiros que lá são mantidos sem nenhum respeito aos direitos humanos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009 - por Mirian

Trabalho Voluntário

Comecei a fazer trabalho voluntário como professora de inglês na Maison de l'amitié e estou gostando bastante. A maison é um lugar que oferece serviços dentre os quais aulas de francês e inglês por preços bem baixinhos para imigrantes, refugiados ou pra quem quer economizar mesmo. Minha irmã me falou desse lugar quando vim visitá-la e estudei um mês de francês lá, o Thiago e minha mãe também estudaram lá quando passaram férias aqui. Resolvi voluntariar lá dessa vez para adquirir um pouco de experiência aqui e ajudar a quem estiver interessado.

Se você estiver interessado em fazer trabalho voluntário em Montreal e não sabe por onde começar, pesquise no Centre d'action bénévole de Montréal, onde você pode achar informações sobre trabalho voluntário de acordo com seu interesse e conveniência. Um amigo nosso trabalhou com deficientes visuais, ajudando-os em caminhadas, exercícios físicos e disse que foi muito gratificante. Um outro exemplo é o restaurante People's Potato, da Concordia University, que serve refeições gratuitas para estudantes, ou quem mais estiver passando por ali na hora do almoço. Você pode ajudar cozinhando, servindo ou limpando.

Uma amiga se perguntou porque as pessoas fazem tanto trabalho voluntário em Quebec e chegou à conclusão de que eles não são bonzinhos coisa nenhuma e que na verdade só querem colocar a experiência no currículo. Eu discordei imediatamente pois acho que as pessoas que fazem esse tipo de trabalho são generosas sim, independentemente do que vão ganhar em troca, como por exemplo praticar a língua (em alguns casos), conhecer pessoas ou que seja, ganhar experiência profissional.

Pra quem tem um pouco de tempo livre e quer usá-lo fazendo algo útil, creio que o trabalho voluntário abre muitas portas e é acima de tudo muito gratificante.

domingo, 1 de fevereiro de 2009 - por Thiago

Super Bowl

Hoje é a final da liga de futebol-americano dos Estados Unidos, e todo mundo aqui só fala nisso.

Menos eu.

Na verdade, hoje eu fui esquiar no Jay Peak, em Vermont, nos Estados Unidos. A trupe foi formada por Silvio Kruger, Alexandre Schamass, Uly Thomas e este nobre editor. Saímos de Brossard, lar da família Kruger, às 6:30 da madrugada manhã em direção aos Estados Unidos, e chegamos na fronteira por volta de 8:30 da manhã.

A fronteira foi uma das partes mais emocionantes da excursão. Normalmente, os oficiais da fronteira americana simplesmente entram nos ônibus desse tipo de excursão, validam os passaportes de todo mundo e tudo certo, mas dessa vez ficaram sabendo que haviam três brasileiros entre os viajantes. Foi o suficiente pra fazer todo mundo descer e passar pela guarita. Resultado, por NOSSA CULPA, pois somos brasileiros sujos e mal-educados, toda a excurção teve um atraso extra de mais ou menos uma hora. E para dar ainda mais emoção na coisa toda, nosso companheiro Alexandre quase foi barrado, fazendo o papel de "Terrorista do Dia". Beleza né? Também achei.

Depois desse lenga-lenga todo, chegamos enfim ao monte. Ele é beeeeeeeem maior do que o Mont Saint-Bruno, que estou acostumado, e esse beeeeeeeeem é por volta de 5 vezes maior, então não estou exagerando, né? As condições de tempo estavam muito boas, entre -1ºC e -5ºC, e a tempestade de neve da última semana deixou bastante neve no norte dos Estados Unidos (aqui no Canadá também, mas a gente ficou mais com o frio do que com a neve), o que formou um tapete branco na montanha.

As primeiras descidas foram exatamente pefeitas. Também pudera, foram todas níveis iniciante. O barato delas é que são longas e você não fica tanto tempo subindo nas cadeirinhas para descer em menos de 2 minutos. Aproveita-se mais o dia. Mas como nada nessa vida é perfeito, subimos para o alto da montanha, para descer as pistas de maior nível de dificuldade. Pra quê. Lá em cima o frio é tão grande que 1) você não vê nada lá embaixo porque as nuvens (onde você está) te impedem de apreciar a vista 2) a paisagem muda de tal forma que você torce pra conseguir tirar a mão da luva para pegar pelo menos uma fotinho daquela natureza totalmente congelada. Pela foto ao lado deu pra perceber que pelo menos o Silvio conseguiu bravamente pegar uma imagem da gente (e eu não estou fazendo pose não. Estava me contorcendo de frio mesmo). Logo nessa descida tomei o único mas homérico capote do dia. O maior problema de todos é não conseguir saber pra você se está indo naquela branquidão toda.

Pra encurtar a historia, mesmo depois do tombo ainda subi mais uma vez e ainda mais alto na montanha, sempre me arrependendo de ter tomado essa decisão, mas faz parte né? Se fosse pra ficar no baixinho, eu ficava em casa mesmo.

A volta tinha tudo pra ser tranquila, mas o agentes da fronteira canadense descobriram que os malditos simpáticos brasileiros estavam a bordo e, adivinhem? Todo mundo saindo do ônibus e mostrando identificação. Dessa vez teve até cachorro cheirando bagagem? Será que somos tão arruaceiros assim?

A volta depois disso foi dentro da normalidade e chegamos mais cedo que o previsto. Espero poder fazer mais dessas viagens, mas nunca esquecendo que não o tipo de passeio que dá pra fazer toda semana. A fronteira também faz a gente pensar duas vezes antes de sair, mas esquiar e ir para o Estados Unidos fazem parte da vida, e ainda mais da vida canadense.

Salut!



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 - por Mirian

E a vida cultural...

Esses doidos aí ao lado são do grupo Mes Aïeux, creio que sejam o grupo mais regional e mais famoso de Québec. Fomos no show deles no domingo e a música foi muito boa, mas teve um detalhe interessante, tinha muitos velhinhos e todo mundo ficou sentado quase que o tempo todo, isso foi chato, principalmente porque a maioria das músicas é bem dançante.

O show teve um intervalo e na volta, quando tocaram a música mais famosa, Dégénérations, o vocalista fez todo mundo levantar e agitar um pouquinho, isso durou umas 3 músicas, mas aí ele disse que como havia um público "multi-idade" deveríamos nos sentar em respeito a eles e também porque a música seguinte seria mais calminha.

Essa moça aí ao lado, Marie-Hélène Fortin, a violinista, faz toda a diferença. Sem o violino não ia ter graça.

Esse aí abaixo é o vocalista Stéphane Archambault que, segundo nossa amiga Márcia, era ator antes do grupo. Dá pra ver porque parece que ele comeu "palhacitos" antes do show.

Uma outra coisa muito legal que eu vi nessa semana foi a peça Shirley Valentine, simplesmente fantástica.

É uma peça de apenas uma atriz, engraçadíssima. Pensamos que ela ia fazer todos os personagens, mas na verdade ela foi apenas Shirley contando sobre os outros.

Ela passa os dias conversando com as paredes da cozinha, queixando-se de como não está feliz com a vida, com o casamento, com a filha. Sua amiga a convida pra passar duas semanas de férias na Grécia e ela fica no dilema sobre se deveria ou não aceitar o convite e quais seriam as consequências de ir ou ficar.

A atriz é ótima, imita os outros perfeitamente bem e faz um sotaque de Manchester muito legal, só não sei se fiel. Tem partes tristes, partes cômicas e partes verdadeiras. Muito interessante.

A foto acima é do filme, já bem antigo, inspirado na peça, que já teve muitas versões.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 - por Mirian

Dia difícil

Sabe aquele dia em que muita coisa dá errado? Pois é, foi ontem.

Tinha que estar de manhã num certo endereço complicadinho de chegar, usei o Google Maps, escrevi tim tim por tim tim o que tinha que fazer, mas não adiantou nada. Peguei o metrô, peguei o ônibus e comecei a andar, mas o lugar não estava parecendo nada com o que eu estava procurando. De repente me dei conta que estava no lado Oeste da rua quando na verdade tinha que ter ido para o lado Leste. Vi um ônibus passar, ops, tarde demais. O outro era em 15 minutos, mas eu resolvi andar mesmo sabendo que ia levar meia hora. Andei quase dois km, lógico que o próximo ônibus me alcançou e eu também o perdi. De repente a rua acaba e não chega no número. Desisti e ganhei uma carona porque já não sabia mais onde ir. Era uma rua paralela à rua de mesmo nome. Vai entender. Cheguei meia hora atrasada, perdi uma grana e amassei muuuuuuuuuuita neve no caminho. Ainda bem que deu tudo certo no final.

Na faculdade fico sabendo que a professora marcou uma prova para a semana em que eu estava sonhando em viajar. Lógico! Não é porque o resto da faculdade toda vai estar em "semaine de rêlache" que ela tem que dar um jeitinho, né? Afinal o departamento dela não terá folga e danem-se os outros, tem que vir fazer prova mesmo.

Pra completar, meu celular cai fundo na água, pobrezinho, mas ficou secando à noite e parece que já está tudo bem.

domingo, 25 de janeiro de 2009 - por Mirian

Aviso de "cortesia"

Quando abri meu email pela manhã vi um aviso da biblioteca da faculdade me lembrando de renovar pela internet mesmo os empréstimos de livros que vão vencer nesta semana. Legal, né? Bem que podia ter isso na biblioteca da FFLCH. Dêem uma olhada:

01/25/09 UNIVERSITE DE MONTREAL
Lettres et sciences humaines

AVIS DE COURTOISIE
Le prêt des documents mentionnés ci-dessous arrivera à échéance sous peu.
Afin d'éviter les inconvénients liés au retard, vous pouvez soit rendre
les documents en bibliothèques, soit renouveler vos emprunts via votre
dossier du lecteur dans AtriumWeb.

Veuillez noter que le service 'AVIS DE COURTOISIE' n'est offert
que pour les emprunts réguliers de 7 jours ou plus.

Bibliothèque : L.S.H. Échéance :01/28/09



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 - por Mirian

A um passo de dar entrada no processo

Pelo menos se nada de errado acontecer.

Os atestados de antecedentes criminais de NY e do FBI já chegaram. Foi bem difícil conseguir pegá-los pois perdemos a chave do correio e ficamos dependendo da boa vontade do zelador pra nos emprestar a dele até que fizesse a cópia, que também não funcionou. Vai lá saber quando vamos conseguir abrir esta caixinha de novo.

Fiz o exame com uma médica que cobra bem barato, mas lógico que o atendimento não é igual ao do Dr. Fava, né? Só não fiz com o mais barato de todos porque sempre que eu ligava lá a pessoa estava sem a agenda. Estranho, né? Uma coisa diferente aqui é que os exames estão incluídos no preço da consulta, enquanto que no Brasil você faz os exames separadamente, por conta própria. Fiz a consulta, depois fiz os exames de urina e sangue e depois tirei o raio X, em três lugares diferentes, mas na mesma rua. Uma coisa que me irrita é eles pedirem pra você pagar em dinheiro e não terem troco, ai que raiva!

Agora só estou esperando as traduções que serão enviadas do Brasil, depois é só rever os formulários, pagar - pior parte - e enviar pelo correio. Ufa!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 - por Mirian

Volta às aulas

Pela primeira vez na vida estou estudando em janeiro. É muito assustador pensar nisso quando se está de férias na praia, mas quando se vê um monte de neve ao redor acho que não temos muitas escolhas, o jeito é ir pra escola mesmo.

Minhas aulas do segundo período de intercâmbio começaram na quinta-feira. Mal dormi de quarta pra quinta, fiquei ansiosa como uma criança que vai pro prézinho no dia seguinte. Explicação: não vou mais fazer curso de língua, vou estudar matérias de verdade, será que vou entender o professor? Será que vou conhecer gente legal? Ai, que nervoso!

A primeira aula foi Cinema Quebequense, consegui entender o professor, mas tive dificuldades em entender os trechos de filmes que ele passou, mas a qualidade do som era tão ruim que creio não ter sido a única. O professor foi muito legal quando conversei com ele sobre isso e disse "Você vai se acostumar!" Ele mostra trechos de filmes, documentários, vai mostrar filmes completos mais pra frente e discute com a classe. Para pesquisa ele sugeriu uma visita à Cinemateca Quebequense e para leitura, deixou os textos na livraria de faculdade, o que chamaríamos de xerox na FFLCH, mas numa versão mais elegante, encadernada e incluindo pagamento de direitos autorais como você pode ver na foto: "Direitos autorais inclusos no preço de venda". Nunca vi isso na USP, aliás, será que aquele xerox continua a mesma bagunça?

A segunda aula foi em inglês, pelo menos uma pra relaxar, né? Teatro em Montreal com um professor que eu já conhecia. Vamos assistir cinco peças e discutí-las nas aulas seguintes. Tem coisa mais divertida? Só o precinho que não ficou nada legal...Vamos assistir Shirley Valentine, Buried Child, Doubt, Julius Ceasar e The Age of Arousal.

No dia seguinte tive aula de História do Canadá antes de 1830. Decidi não continuar, o professor fala muito baixo, apesar de também ter sido muito gentil comigo; além disso, quase todos os alunos estão no último ano de História e sabem muita coisa que eu não vou conseguir aprender a tempo pra acompanhar. Esta turma tem poucos alunos e todos se apresentaram. Na minha vez meu coração quase saiu pela boca de tanto nervoso de ser ouvida por aquele monte de quebequenses universitários. Sobrevivi, ufa! Pelo menos ele me deu uma dica legal de leitura pra quem está começando do zero: Brève Histoire des Peuples de la Nouvelle-France, de Allan Greer.

Nesta semana tive aula de Introdução à Literatura Quebequense. A professora não foi tão flexível quanto os outros, disse que eu não poderia usar dicionário na prova, mas que geralmente alunos no meu caso passavam, só que às vezes com nota mais baixa. Conheci uma brasileira na turma e ficamos amiguinhas, mas infelizmente resolvi não continuar esta matéria pois a leitura é grande e não terei tempo para os cinco romances.

No mesmo dia à tarde tive aula de História do Canadá Contemporâneo. A sala estava lotada, imagino que é porque esta matéria também é obrigatória para alunos que tiram o certificado de francês, tava cheio de estudantes internacionais, alguns colegas com os quais eu estudei no ano passado. O professor foi menos flexível ainda, disse que os critérios de avaliação seriam os mesmos usados para os alunos francófonos, mas que se eu quisesse poderia escrever o trabalho em inglês. A aula também foi muito interessante, e com outra dica legal de leitura, um livro escrito pelo próprio professor: Histoire du Canada Contemporain, de Jean-Pierre Charland. Apesar de ter ficado feliz em rever colegas e de pela primeira vez ter me sentado ao lado de uma quebequense que falava comigo, resolvi não continuar. Ainda não estou pronta para tanta exigência em francês. Um detalhe interessante é que tinha um aluno não-ouvinte assistindo a aula com uma intérprete de LSQ (Língua de Sinais Quebequense).

Minha matéria mais esperada era História em Quadrinhos. Não foi tão legal quanto eu imaginava, mas pelo menos vamos ler coisas divertidas como TinTin e o professor também foi sossegado quanto ao meu caso.

De maneira geral, achei os professores bons e compreensíveis, apesar de usarem muitas projeções e falarem ao mesmo tempo, o que torna a aula muito mais complicada, né?

Espero poder escrever coisas boas sobre as notas.





quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 - por Thiago

Mais e mais neve


Eu sei que está ficando chato falar de neve aqui no Blog, mas pára pra imaginar: Se para vocês, ler sobre neve uma meia dúzia de vezes já cansa, imagina pra gente aqui que tá a quase dois meses embaixo dessa coisona branca. Muito bem, feitas as devidas comparações para justificar a postagem, vamos ao assunto.

Estamos (nós aqui no Québec, você em qualquer outra parte do mundo provavelmente não está) em uma tempestade de neve neste exato momento. Isso quer dizer que tem muita neve pela rua, e ela continua caindo e aumentando ainda mais o montante total, que até uma meia hora atrás já passava na canela em qualquer lugar externo que você fosse.

A prefeitura está fazendo o seu trabalho, colocando a tratorzada na rua para limpar essa imensidão de brancura, mas a tarefa não é fácil. De acordo com o Jornal do Metro, Montreal conta com 10650 quilômetros de ruas e calçadas e isso é bem mais que a distância daqui até São Paulo, que é de apenas 8551 quilômetros. Imaginaram agora ter a tarefa de faxinar isso tudo a cada vez que a neve cai aqui? Pois é, eu também estou tentando imaginar... haja trator para tudo isso.

E o mais legal é que, depois que os tratores passam, a neve vai se acumulando entre a rua e a calçada, formando montanham do tamanho ou maiores do que estas que vocês estão vendo na foto acima. Tão vendo uma pessoa lá no fundo ao lado do monte? Eles estão quase do mesmo tamanho! É bem impressionante das primeiras vezes, mas a gente acostuma.

A previsão é de mais neve até o final da semana, mas já estamos preparados com casacos, botas e todo o tipo de roupa quente e impermeável, tá achando que a vida aqui é só moleza e bembão é? Nah!

Salut!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 - por Thiago

Outro iPhone

Pois é gente, último dia do ano, coisa e tal, agradecimentos devidamente realizados e a agora nos resta ver o que teremos pela frente em 2009. Força pra todos!

Mas mudando de oito pra biscoito...

Ontem fui resolver o problema que eu estava com o meu iPhone, lá na loja da Apple, na Rue St. Catherine. O meu iPhone, de vez em quando, não acendia a tela quando eu recebia alguma ligação, e como vocês já devem saber, isso é imperativo para que eu consiga atender a ligação pelo iPhone, pois a resposta a ligações é feita pela própria tela, não por botões.

Ontem foi a terceira vez que eu fui lá, na verdade. Das duas primeiras vezes os atendentes me disseram que este era um problema de software e que eu devia, entre outras coisas:

  • Desligar o iPhone de vez em quando;
  • Efetuar uma restauração para solucionar algum possível problema
  • Manter o aparelho atualizado.

Depois de fazer tudo isso, e constatar que nada funcionou efetivamente, eles se convenceram que o problema era sério e me DERAM OUTRO APARELHO NOVINHO! Eu estava disposto a deixar o iPhone lá para análise, mas nem foi necessário. Recolheram o modelo com problemas e me deram um outro brand new. Fala sério né? Isso é muito legal.

Agora me resta conseguir recolocar a película protetora que o Silvio me deu, e para isso eu vou precisar de alguma ambiente esterelizado ou algo do tipo, mas tudo se arranja.

Amigos, obrigado pelo comparecimento neste blog durante todo o ano, e espero que no ano que vem possamos estar juntos, pelo menos por essa via eletrônica aqui. Prometo que não vou fazer mais tantos posts de raciocínio difícil como esse, mas é que estive lendo Douglas Adams e Marco Aurélio Gois dos Santos nos dois últimos dias, e isso desvirtua a mente de qualquer um.

Salut!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008 - por Mirian

Obrigada!

Obrigada por 2008, Senhor!

Somos gratos porque neste ano tivemos sonhos muito importantes realizados. Primeiramente nosso casamento, que começou lindo e continua sendo cada dia melhor, apesar das dificuldades, Deus nos ensina e ajuda a cada dia. Te amo, meu docinho!

Agradecemos também pela imigração e porque tudo tem dado certo aqui em Montreal. Sabemos que emprego e estudos são dádivas do céu e estamos muito gratos pelo pão de cada dia que nunca nos faltou nem antes e nem depois de chegarmos no Canadá.

Agradeço porque estou formada! Claro, falta toda aquela papelada da UDEM pra USP e o diploma impresso ainda vou demorar pra ver, mas o que importa é saber que tudo deu certo até aqui.

Somos gratos por todos os amigos que conhecemos em Montreal que nos ajudaram desde que chegamos aqui, alguns até mesmo antes de chegarmos. Vocês são demais!

Agradecemos por nossas famílias no Brasil e por aqui também: Ademir (papai que veio nos visitar de NY), Thiago (meu amor), Natália (big sis) e eu.

Ainda temos muito o que alcançar, mas tudo começou bem e temos fé que continuará bem em 2009.

Um beijo grande às nossas famílias, aos nossos amigos e aos nossos leitores.

Que a vida de vocês também seja repleta de sonhos realizados em 2009 com a ajuda de Deus.

Feliz Ano Novo!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 - por Thiago

3 dias de curso


Estive os últimos 3 dias fazendo curso, ou seja, fora do escritório. O curso se chama Tuning and Optimizing Queries using Microsoft SQL Server 2005, e nele aprendi alguns conceitos interessantes de performance de banco de dados, mas a grande maioria das coisas foi só revisão do que já tinha aprendido anteriormente na faculdade e na vida.

O meu instrutor é bem inteligente e educado, mas não é aquilo que a gente pode chamar de animado ou dinâmico, o que deixou as aulas um pouco chatas demais na maioria do tempo. O espaço reservado para exercícios também foi um pouco maior do que eu acho apropriado (ou sou eu que acabo tudo rápido demais?), mas no geral acho que valeu, mesmo que tenha sido para dar uma descansada do ambiente diário de trabalho.

Este curso, a propósito, está sendo pago pelo Emploi-Quebec, naquele esquema que eu já mencionei aqui. Ainda tenho um bom crédito para fazer mais alguns cursos enquanto não completo 6 meses de empresa (acabo de completar meu terceiro mês trabalhando), então acredito que logo logo poderei contar sobre mais cursos, a não ser que alguma muito ruim aconteça, ou eu mude de emprego.

De resto, tudo festa! Ficar o dia inteiro aqui no centro da cidade, sem precisar sair na neve (metrô e prédios são ligados pela cidade subterrânea), lanchinhos à vontade (o da foto, como vocês podem ver acima, eu já comi todo) e indo pra casa 4:30 da tarde é simplesmente ótimo! Que venham mais desses.

Salut!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008 - por Mirian

Antecedentes Criminais NY

Hoje consegui mais informações sobre os antecedentes criminais do estado de NY; nada que tenha mudado o que eu já fiz até agora, mas para quem ainda não fez é bom saber que tem a página da Division of Criminal Justice Services onde você encontra um email para o qual deve escrever pedindo que as instruções cheguem pelo correio, ou seja, não há instruções na internet.

Tem um outro site onde você encontra instruções rápidas para conseguir os antecedentes de cada estado dos EUA. Também não é nada completo.

Pedi o pacote pelo correio só para conferir se o que fiz está certo porque agora já foi.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 - por Mirian

Antecedentes Criminais EUA

Parte dos documentos necessários para o pedido de residência permanente são atestados de antecedentes criminais de todos os países onde você tenha morado por mais de 6 meses depois dos 18 anos de idade.

Mesmo tendo ficado nos EUA como turista e nunca 6 meses consecutivos, tive de pedir o atestado do FBI e do estado de Nova Iorque, onde morei. O que conta é o tempo total.

Para pedir o atestado do FBI li as regras no site do consulado canadense e depois na própria página deles.

Preenchi uma carta tirada do site, o formulário do apêndice A do guia de imigração, o formulário para pagamento da taxa de US$18,00 por cartão de crédito e tirei as impressões digitais. Depois enviei para o endereço indicado. Pedi urgência e espero que ainda chegue em janeiro.

O site do consulado canadense não deixa nada claro que seja necessário pedir o atestado do estado, mas enviei um email e eles disseram que era. Não achei nenhum site de NY explicando passo a passo como fazer, então preferi confiar nos funcionários do local onde tirei as impressões digitais.

Preenchi um papel que eles me deram, tirei as impressões digitais e paguei a taxa de US$50,00 pelo correio, com aquele chequinho que eles emitem, não sei o nome daquilo. Creio que chegue dentro de um mês.

Para quem mora em Montreal indico o lugar onde fiz minhas impressões digitais pois eles foram super competentes e educados, ao contrário de um outro escritório pra onde eu liguei e desligaram na minha cara! Além disso tem um correio no andar de baixo e você pode aproveitar e fazer tudo de uma vez.

Espero que estes atestados cheguem rápido e sem problema. Se alguém estiver no mesmo caso, por favor, vamos trocar figurinhas.

Apadrinhamento por cônjuge - ambos morando no Canadá

Como alguns sabem, o Thiago conseguiu sua residência permanente antes de nos casarmos e eu vim para o Canadá como estudante. Depois de me acostumar com a nova vida e de entrar de férias da faculdade já era hora de começar a pensar no meu pedido de residência permanente.

Pra começar, o Thiago ligou para o seguinte número e pediu o envio do guia pra casa: 1-888-242-2100, ligação gratuita. O guia que eles mandaram é idêntico ao do site.

Quem mora em Québec precisa preencher menos formulários e enviar menos documentos. Os formulários em inglês, estão listados abaixo. Para encontrá-los em francês basta acrescentar F depois da numeração.

Já preenchi os formulários e agora estou à caça dos documentos e traduções necessários.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 - por Mirian

De férias!

Eba! Terminei minhas matérias do outono na UDEM. Dois níveis de francês e Shakespeare. Já posso ser considerada bacharel, mas falta um pequeno detalhe: meu diploma. Já tenho todos os créditos necessários para o dito cujo, mas só posso pedir meu diploma quando terminar o intercâmbio. Isso me deu a liberdade de só escolher matérias legais para cursar no inverno. já que daqui pra frente é só optativas mesmo. Iupiiiiiiiii, vou estudar até história em quadrinhos!

Finalmente de férias, com um pouquinho de tempo para postar algumas fotos do friiiiiiiiiiiiiiiiio. Vamos lá:

Um pedaço do muro de Berlim. Pra quem quiser ir lá conferir fica na cidade subterrânea, perto da estação Square Victoria. Legal, né?

Depois tem a do dia em que o Thiago me fez ir lá fora tirar foto da torre do estádio olímpico quando a luz dele estava azul. Não sei que dia foi, mas foi por causa da luta contra a Diabetes, vários prédios e torres do mundo estavam iluminados em azul. Eu me coloquei na foto porque temos a seguinte idéia: pra tirar foto de coisas legais sem gente na frente é melhor procurar no Google, rsrsrs.








A próxima foi tirada levando um turista pra passear no Oratório Saint-Joseph. Ela tem um significado legal pra mim porque tenho uma foto lá que eu adoro, tirada na primavera de 2004 e o Thiago tirou uma no mesmo lugar, no verão do ano passado. Estávamos sozinhos em ambas as vezes, mas agora visitamos o oratório juntos pela primeira vez. Ignorem nossas toucas esquisitas.

Para já entrar no clima de Natal, o pessoal resolveu fazer uma ceia adiantada visto que muitos iam viajar para o Brasil para comemorar com as famílias de sangue. A família de coração se reuniu para fazer uma super ceia, com decoração e cardápio de fazer inveja na Martha Stwart e na Ana Maria Braga. Muito show!








Pra fechar o comecinho desse inverno, vejam a Carol e eu em frente aos galhos congelados perto de casa, em frente à estação Pie-IX do metrô. Que Deus nos ajude a suportar tanto friiiiiiiiiiiiiiiiiiiio.



Bom, agora o negócio é aproveitar as férias para dar entrada na minha própria imigração. Espero ter um tempinho para que meu próximo post seja dedicado a isso.

Bom frio a todos!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008 - por Thiago

Te Deum e mais neve

Domingo foi a apresentação do coral, da qual já falei aqui para vocês. Posso dizer que foi muito bem, dado o tempo que tivemos para ensaiarmos e a competência geral dos coralistas. A orquestra que tocou conosco foi a dos alunos da McGill, e o pessoal fez muito bem a sua parte (e nem poderia ser diferente, já que estavam ganhando muito bem para isso). A igreja estava cheia, o equipamente estava todo montado e até o Flavio foi me ver. Agora o DVD foi gravado e espero que ele saia logo, para eu tirar uma onda de artista com a galera.

Aí embaixo estão algumas fotos do evento e um vídeo do primeiro trecho da peça Te Deum de Bizet, mas não aconselho este vídeo aos portadores de labirintite, dado a quantidade de tremeliques que a Mirian deu na câmera enquanto gravava :)





E essa semana já começou mostrando a verdadeira cara do inverno. Muita neve, muita neve mesmo caiu por aqui hoje, e as fotos que tenho (e estão logo abaixo) não conseguem dar a sensação real do momento porque da hora do almoço (quando tirei as fotos) para cá, já caiu muito mais neve, deixando aqueles montões de branco pela cidade, e também nos seus pés. Mas de qualquer forma, consegue-se ter uma noçãozinho de que o que era verde ficou branco, o que era cinza ficou branco, e o que era de qualquer outra cor, ficou branco também :)



A primeira foto é nada menos que o Rio St-Laurent, que simplesmente congelou nesta parte deixando uma bela paisagem branca, com algumas "manchas" de água só pra gente ainda se lembrar que aquilo é um rio. Quem vê aquela parte toda cheia de água durante o ano acho isso uma loucura total.

Espera-se um leve aumento de temperatura para os próximos dias (chegando aos 0 graus) e depois vamos de volta ladeira abaixo com mais frio e neve. Quer imigrar? Esteja preparado.

Salut!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 - por Thiago

Ski

Esquiar é bom, e ouso dizer que esse esporte vai preencher o vazio que a incapacidade de patinar está deixando no meu coração até o próximo verão.

O lugar é Mont Saint-Bruno, na Rive-Sud de Montreal, uma estação de esqui (ou Ski) considerada para perfeita para a aprendizagem do esporte, mas para iniciantes como eu a coisa pode ser bem radical.

Compramos o passe para o inverno todo, dando direito ao acesso a estação durante a noite (a partir das 16 horas) até às 22 horas, horário de fechamento. Existem pistas de diferentes níveis que vão desde aquelas bem leves e curtas para os que não possuem nenhum equilíbrio, até as mais íngremes para os mais experientes e corajosos. No terceiro dia praticando, já posso dizer que me sinto confortável em tentar as pistas médias, que são altas, mas não possuem muitos obstáculos.

Agora eu tenho que confessar uma coisa: QUE RAIVA dessa molecada daqui que desde pequenininho desce essas montanhas como se estivessem descendo a escada de casa. É uma habilidade de dar inveja, mas a gente chega lá.

Mirian foi muito bem no esporte e logo logo vai estar subindo comigo para o alto da montanha. Uma hora as emoções mais fortes precisam chegar né? :)

Seguem fotos, com a galera que está esquiando com a gente: Mirian, Denise, Carol, Nizar, Silvio e eu. Na verdade, o Silvio e o Nizar estão esquiando muito bem e não deu tempo de pararem para sair na foto com a gente, mas vale a menção porque tudo o que sei até agora, os dois que me ensinaram.



Salut!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 - por Thiago

Vou cantar

Quem me conhece sabe do meu forte fraco pela música. Pois bem, agora no final do ano vou cantar em um coral clássico para relembrar os velhos tempos de Coral Sudameris e do meu querido Maestro Roberto.

Claro que a apresentação vai ser aberta ao público, e eu vou ficar bem feliz mesmo se você puder estar lá. Prometo que dou alguns autógrafos na saída.


Te vejo lá! Salut!

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