quinta-feira, 6 de maio de 2010 - por Thiago

Apartamento para alugar em Montreal

Nem internet eu tenho na minha casa, mas segue o anúncio do meu apartamento antigo para locação imediata até 31 de agosto, com possibilidade de renovação por mais um ano:

  1. 3 e meio (quarto, sala, cozinha e banheiro) bem espaçoso;
  2. Aquecimento e água quente incluídos;
  3. Em frente a porta do estádio olímpico e do metrô Pie-IX;
  4. 1o andar;
  5. Eletricidade inclusa até 31 de agosto;
  6. Perto do Parc Maisonneuve, Jardim Botânico, Super C, CÉGEP Maisonneuve, Marché Maisonneuve, Cinema StarCité, Biodôme, Merchado Super C e Parque Olímpico;
  7. Fogão e geladeira inclusos;
  8. 650 dólares por mês

Algumas fotos:



Se você estiver interessado, entre em contato comigo. Se você conhecer alguém interessado, entre em contato comigo (514-578-9133 e 514-655-6865) também. Quanto mais cedo, melhor!
Salut!
ps- Faz tempo que não mando novidades. Quando a internet voltar em casa, vou atualizar TUDO. Promessa feita.


segunda-feira, 8 de março de 2010 - por Thiago

Imposto de renda = Dinheiro relâmpago

Aqui no Canadá, todo mundo tem que declarar o seu imposto de renda, mesmo aqueles que estão desempregados. Para os residentes do Quebec, precisa-se fazer duas declarações - uma para o país e outra para a província - que são entregues separadamente. As declarações precisam ser enviadas até o dia 30 de abril, mas os comprovantes que você precisa para completar as declarações podem ser enviados para você até o dia 28 de fevereiro, para que você tenha tempo de recebê-los e mencioná-los adequadamente.


Bem, eu não sabia qual era a data limite para o envio, então quando achei que já tinha recebido todos os meus comprovantes, eu enviei as minhas declarações. Entre os meus comprovantes estavam:
  • Recibos de pagamento das empresas nas quais trabalhei em 2009;
  • Comprovantes de estudos escolares da Mirian (que são reembolsados aqui, mesmo se ela não tiver pago nada!)
  • Comprovantes de utilização de transporte público;
  • Comprovantes de doações à instituições credenciadas (até as ofertas da igreja contam, se forem contabilizadas).
Mas mal sabia eu que ainda tinham alguns comprovantes para chegar, e que chegaram na primeira semana de março:
  • Comprovante das minhas contribuições para o organismo de caridade da minha empresa;
  • Meu recibo de aluguel pago em 2009;
  • Meu recibo de seguro-desemprego recebido em 2009.
Wow! O que fazer agora que eu já tinha enviado as declarações, no final de fevereiro? Achei melhor deixar as coisas como estavam e se eu tivesse que corrigir alguma coisa, eles me mencionariam o fato em data posterior.

E é aí que está o pulo do gato! Eu achei que essa data posterior seria beeeeeem posterior, mas não é que, passados nem dez dias de março, eu já recebo a resposta do governo? E com a restituição entregue no envelope!

Isso mesmo meu queridos! A restituição já chegou no formato de um cheque todo bonitão (igual esse da imagem aí em cima), e o mais impressionante de tudo é que junto com o chqeuinho, veio uma carta mencionando os valores que eu esqueci de declarar e que acabaram por alterar o valor final do meu imposto.

Não é sensacional? Pois é, eu também achei.

Salut!

obs- Eu preferi não mencionar o valor, mas saibam que o valor da minha restituição é MUITO MAIOR que a desse rapaz da imagem acima... coitadinho dele... :-)
obs2- Feliz dia das mulheres, mulherada! Vocês merecem um dia e muito mais!

sábado, 27 de fevereiro de 2010 - por Thiago

Como fazer o seu iglu?

Antes de mais nada, arrume alguns amigos disponíveis (Lineker, Keila, Thiago Spalato e Evelyn) mais um amigo bem desocupado para ter a idéia e juntar os requisitos (Dadá) para começarem a construção enquanto você chega do trabalho. Pronto? Agora vamos aos materiais necessários:
  1. Neve, mas MUITA NEVE para construir o iglu. Dê preferência para alguma praça pública onde o serviço de déneigement não passe, pois esse ingrediente é usado em abundância;
  2. Formas para tijolos, e caso você não tenha comprado o seu super kit de formas de tijolos para iglu, pode subtituir por caixas de arrumar brinquedos de algum amiguinho bem legal (Iglack);
  3. Pás especiais para remoção de gelo (nesse caso para ajuntá-los), pás de remoção de gelo de carro (para construir os blocos), e até pazinhas de lixo (para o reboque, também de gelo);
  4. Roupas especiais de neve, porque a neve insiste em querer entrar por todos os vão livres de sua roupa, te deixando gelado e com vontade de ir pra casa, mas essa NÃO É uma opção;
  5. Chocolate quente, oferecido por alguma patrocinadora caridosa (Keiko) para o bom andamento energético do projeto. Não é fácil ficar 7 horas no frio montando o iglu, e um momento de nutrição é mais do que muito importante.
Comece por montar muitos blocos de gelo e colocá-los lado a lado formando um circulo não muito grande no chão. Quando o círculo estiver pronto, comece o próximo lance de blocos de gelo, tomando o cuidado de deixá-los um poucos mais inclinados para dentro, pois de outra forma o seu iglu não vai fechar nunca.

Enquanto você monta os blocos, vários espaços vão se formar no iglu, devido a inclinação e angulação dos blocos. Neste caso é fundamental dois da equipe montarem uma frente de reboque, que nada mais é que preencher estes espaços com neve para dar liga no gelo e gerar mais pontos de contato entre os blocos, impedindo que eles comecem a cair. É muito importante que um da equipe fique dentro o tempo todo pois em um dado momento ele não mais poderá sair do iglu até que a porta seja feita. Esta é a parte mais estratégica da construção, então atente para seu sucesso.

Quando o iglu estiver com mais de um metro e meio de altura, já podemos começar a preparar a porta, que deve ser feita com muito cuidado. Comece por desenhá-la na parede a favor do vento, para que este não entre no iglu. O desenho precisa ser arredondado na parte superior, para que ele tenha sustentação do gelo ao redor. Feito o desenho comece a escavar com muito cuidado para não destruir as paredes. A escavação tem que ser feitas por camadas para que a porta vá sendo feita de maneira uniforme. Quando o outro lado for encontrado, comece a reforçar as bordas, dando força à estrutura.

Com o crescimento do iglu, é importante que não se perca de vista a inclinação cada vez maior dos blocos, sempre tomando muito cuidado em fechar todos os espaços, como previamente mencionado. A parte final é a mais difícil, pois os blocos terão que ser colocados já em posição completamente vertical, mas não se preocupe, pois se a sua estrutura inicial está forte, os blocos finais vão ficar lá, bem firmes.

Com tudo terminado, você pode até arriscar umas janelas, seguindo o mesmo princípio da contrução das portas. Você pode dar um nome para o seu iglu também se quiser, mas não vale usar "Iglu Nº 1", porque este nome já foi usado, ok?


Fácil né? Nada como sete horinhas de trabalho para deixar tudo nos trinques. Se o tempo ajudar, ele dura vários dias, e você pode até subir em cima dele (de verdade, lá no teto) e ele não vai ceder!!! ;-)

Salut!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 - por Thiago

Capital e Hotel de Gelo

A capital do Canadá é Ottawa, mas não é dessa capital que estou falando no título do post, afinal, para quem é do Québec, a capital é Ville de Québec - la capitale nationale - e foi pra essa capital que nós fomos há uns dias atrás.

Agora vamos para de usar a palavra 'capital' e falar do passeio propriamente dito. Fomos em um dia que estava particularmente frio, o que pra mim foi uma novidade, pois da primeira vez que estive lá, o dia estava bem quente. Mirian, eu, Jerry, Isa, Daniel, Mary, Wilson, Andrea e Arthur, estes três últimos turistas brasileiros visitando o Quebec, passeamos pelos pontos mais conhecidos da cidade (como o château que vocês podem ver ao lado) e ainda apostamos uma corrida de trenó no gelo, e aqui tenho que deixar bem claro que Mirian e eu ganhamos :)


O vídeo tá tosco né? É... eu sei.

Depois de muito andar de cima a baixo na cidade, fomos almoçar e depois demos uma passada no Hotel de Gelo, no qual eu nunca havia estado antes e que fica localizado há 45 minutos da capital (olha eu usando essa palavra de novo), em uma cidadezinha que se chama St-Catherine de la Jacques Cartier. Tenho que confessar que minha impressão foi de "cadê o tal do castelo??", mas depois eu meio que entendi que o castelo existia somente na minha cabeça, pois na verdade o negócio é um hotel, no formato de um iglu gigante.

E dentro do iglu o trabalho não poderia ter sido feito de uma maneira mais genial: paredes, colunas, cadeiras, camas, mesas, copos, escadas, enfeites, bancadas, lustres, TUDO feito de água em seu estado sólido. É impressionante ver o nível de qualidade da coisa toda, e ainda assim é quase impossível imaginar passar uma noite no hotel, pois mesmo sabendo que a temperatura é controlada a -5ºC todo tempo, o frio é muito forte, pois o contato com o gelo é muito grande e muito extenso.

Resumo da ópera: visitar Quebec e o Hotel de Gelo foi uma experiência bem legal, mas que provavelmente vai ser feita só dessa vez. Prefiro enormemente a capital no verão e acho que não pagaria novamente para entrar no hotel. É o tipo de experiência que vale a pena, uma vez só.

Qual será nosso próximo destino? A seguir...

Salut!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 - por Thiago

Glissade!

Nem só de esqui e hockey vivem os canadenses no inverno, e no último domingo lá fomos nós conhecer mais um dos passatempos locais que se aproveitam do frio para o benefício coletivo.

O lugar escolhido foi a cidade de St-Jean de Matha, que fica há uns 100km de Montreal. O lugar é conhecido por abrigar uma das maiores montanhas de glissade do Quebec, e antes que alguém levante a mãozinha para perguntar, "glissade" é o que nós conhecemos como "esquibunda" só que na versão com neve (MUUUUUITA NEVE).

Fomos Mirian, eu e outros 29 destemidos da Comunidade Adventista Luso-Brasileira de Montreal e amigos. Quando digo que todos foram destemidos, não estou exagerando - a previsão do tempo para o dia não estava animadora (-23ºC) e alguns [muitos] acabaram desistindo já de antemão. Só nos restava a todos os restantes pagar para ver no que ia dar isso tudo. Eu estava organizando o evento para a galera, e tenho que confessar que estava bem preocupado com a diversão de todos, ainda mais se tratando do meu primeiro evento em grande escala.

E não é que o dia, no final das contas, foi simplesmente G-E-N-I-A-L? A temperatura estava fria, sim, mas nem de longe o que esperávamos, e pudemos nos divertir muito descendo aquela montanhona de neve com boias simples, boias duplas, boias em forma de barco, boias em forma de circulo, boias em forma de trenzinho e mais algumas outras modalidades que escondiam em cada uma, uma surpresa diferente.

Nosso retorno estava programado para 16:30h, mas quem disse que tinha alguém querendo voltar nessa hora? Todo mundo tava querendo ficar até o parque fechar (às 19:00h) mas como o combinado não sai caro, acabamos indo para casa um pouco "atrasados", mas ainda dentro dos limites do planejamento.


Resumo da ópera: Não poderíamos ter um dia melhor e foi uma pena que acabou tão cedo. Com certeza teremos outras dose dessas no ano que vem. Quem não foi, perdeu ;-)

Salut!

ps1 - Vocêm podem ver mais fotos, vídeos e informações sobre esse dia tão legal no blog da Silvia e do Renato.
ps2 - Um salve para o Thiago Spalato que tirou as fotos que eu usei neste post!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 - por Mirian

Férias no Brasil

Férias no Brasil foi tudo de bom (e um pouco de ruim também) mas essa parte a gente pula, né? Foi ótimo passar um tempo com a família, rever amigos especiais, desfrutar de nossa culinária.

Já tô com saudade de tomar açaí, água de coco, caldo de cana, danette (tem aqui?), comer batata suíça no Ceasa (tem aqui?), cocada, esfiha de chocolate, uma tapioca por dia em Recife (Filipe até me apelidou de "tapioqueira"), pamonha doce, pizza - porque a pizza de São Paulo é a melhor do mundo! A da esquina de casa então, nem se fala! Eu achava que nunca ia ser dessas que fica falando de quitutes brasileiros, mas só depois de um tempão sem eles é que pude valorizar. Infelizmente o espaço na mala estava pequeno, senão eu fazia uma compra pro mês todinho e me arriscava na fronteira só pra trazer essas delícias pra casa.

Essa viagem foi minha última oportunidade de usar o desconto de funcionários da TAM, já que minha irmãzinha Mônica não está mais trabalhando lá, que pena! Foi uma pechincha mesmo, mas lógico, com seus contras, tais como escala no Rio de Janeiro, vê se pode. Olha aí meu pai dormindo no nosso "hotelzinho" enquanto esperávamos pelo vôo pra Sampa, tadinho.

Na volta, quando achávamos que tudo seria bem mais rápido, o avião chega no Rio e não pousa por conta de uma tempestade, dá pra acreditar? Voltamos pra Guarulhos e esperamos mais umas duas horas pra sair de novo. Sorte que a tripulação do vôo seguinte estava lá também, senão, era tchau tchau avião.

O principal evento da primeia semana foi o casamento do Júlio, meu meio irmão mais velho. Foi uma festa muito legal. Parabéns pra ele e pra Débora, desejo toda a felicidade do mundo pra vocês!!!

No dia seguinte, quase sem dormir, me mandei pra Recife, passar uma semaninha no calor, porque ninguém merece ficar só na selva de pedra, né?

Graças ao Filipe, que me convidou pra ficar na casa da noiva dele (agora esposa) Amandinha, conheci muita gente legal que me acompanhou a lugares lindos. A capital é bem grande, suja e perigosa, mas o restante do litoral é lindo, impressionante mesmo. Adorei ver aquela água calminha e limpinha. Apesar da mais famosa ser Porto de Galinhas ela nem chega aos pés de Tamandaré, ou Carneiros, simplesmente maravilhosas! Como meus companheiros de Recife estavam muito ocupados pra ir à praia comigo, só consegui tirar uma foto com eles no chá de casa. Foi mal aí "Agostinho e Bebel", fui obrigada a publicar essa foto em homenagem a vocês, mas a identidade continua secreta, OK?

O período de sol intenso foi interrompido e voltei pra São Paulo pra passar o Natal com a família, nada mais justo, né? No Ano Novo, fomos ao sítio dos sogrinhos, Bel e Osmar e de lá direto ver a vó Olívia em Catanduva, nossa, quanta viagem!

De volta pra Sampa novamente e por último uma passadinha básica em Ubatuba. Nunca tinha ido pra lá e fiquei de queixo caído mesmo. Já sabia que era mais bonito que o litoral sul (não é difícil, né?) mas é comparável com o Nordeste, lindo mesmo!

Uma das últimas atividades antes de vir embora pro gelo, foi uma visita à Fábrica de Criatividade, em São Paulo. Uma ONG que ajuda a dar uma melhorada nessa cidade tão cheia de problemas que é São Paulo. É bom saber que tem pessoas que ainda não desistiram de ajudar aos que tem força de vontade pra aprender e trabalhar.

Bom, agora cá entre nós, não sei se tão cedo terei coragem de passar tanto tempo assim no Brasil de novo. Foi muito estressante enfrentar o trânsito de São Paulo, esperar pelo ônibus sem saber se e quando ele vem, lidar com a violência, assistir TV ao invés de conversar, pois é a única maneira que alguns encontram pra se distrair, pobreza em excesso, enfim, só Deus sabe do futuro e eu continuo morrendo de saudades da família, dos amigos, de muitas coisas do Brasil, mas dessa vez foi bom voltar pro gelinho.

Aliás, da próxima vez que eu disser que vou viajar por seis semanas sem o Thiago, podem me internar porque ninguém merece passar tanto tempo longe do amorzinho. Docinho, estou muito feliz por estar de volta! Te amo!!!

domingo, 17 de janeiro de 2010 - por Thiago

Canadiens de Montreal

A Mirian voltou! Mas vocês nem sequer sabiam que ela tinha ido né? Tudo bem... tudo bem... ela vai postar logo sobre sua viagem aqui, bem como sua impressões de todo o processo de ida e volta.

Mas o que o retorno da Mirian tem a ver com a história então? Poxa vida, gente! Ela chegou em Montreal para o maior evento de 2010 atá agora, que foi o jogo AO VIVO dos Canadiens de Montreal, no Centre Bell.

"O jogo DE QUEM?? ONDE??"

Ok... ok... OK!! Mesmo com os links aí em cima, vou explicar a coisa toda.

O esporte mais famoso aqui no Canadá é o Hóquei no Gelo (ou Ice Hockey) e o Canadiens de Montreal é o time de hockey daqui da cidade de Montreal. O estádio deles é bem grande e bonitão, e é esse o tal de Centre Bell, onde estivemos ontem para acompanhar o jogo do nosso time contra o Senators de Ottawa.

Só isso já seria bem legal, não fosse pelo fato de que fomos assistir ao jogo DE GRAÇA, NA FAIXA, NO VASCÃO mesmo, e ainda por cima, on top of everything, assistimos no CAMAROTE!

É muitos descritivos em letra maiúscula né? Mas é que o negócio foi bem espetacular mesmo. Chegamos cedo para aproveitarmos dos quitutes, bebidas à vontade, sobremesas e mais o conforto de cadeiras exclusivas bem de frente com o crime jogo. A SGF é proprietária de um dos camarotes e eu fui contemplado com um par de convites. Quer algo mais digno de letras maiúsculas que tudo isso junto? Pois é? Eu também acho.

O jogo em si é muito mais que um jogo, quase chegando ao nível de um espetáculo de luzes, efeitos especiais, música e entretenimento. A partida tem várias pausas para atividades com a torcida (concursos, aeróbicas, propagandas além do mascote que fica a partida inteira andando pelas arquibancadas interagindo com a galera) e a música rola solta enquanto o disquinho não está em jogo. Os painéis eletrônicos do estádio me fizeram ter a nítida sensação de que eu estava de volta na Times Square de New York, de tão potentes e iluminados que são. Esse pessoal gasta realmente bastante dinheiro para manter toda essa estrutura (contando aí a cultura esportiva) funcionando.

A única parte chata dessa história toda é que os Canadiens acabaram perdendo a partida por 4 x 2, o que me deixou bem chateado, mas não se pode esperar muito de um time que não passa de mediano na liga nacional. O que me impressiona é que, mesmo não indo tão bem, já faz 8 anos que TODOS OS ASSENTOS são vendidos nos jogos ocorridos no Centre Bell. Nem no Brasil a porcentagem de presença é tão grande em partidas de futebol.

Resumo da ópera: ver os Canadiens ao vivo é sensacional, mas eu não pagaria para vê-los nem na parte mais barata do estádio. Mas aconselho a todos que arrumem algum dono de camarote para convidá-los para uma partidinha. Você nem precisa gostar de hóquei ;-)



Salut!

ps1 - Quando o Youtube me permitir, posto vídeos aqui para vocês.
ps2 - Feliz 2010 pra vocês, meus leitores!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 - por Thiago

Estou empregado!


Muita calma nessa hora meus leitores! Eu não estou anunciando um novo emprego, como faço normalmente, mas sim a efetivação do meu emprego atual, neste longe e belo trajeto que começou lá em abril, quando fui contratado com consultor temporário.

Eu não sou, nem nunca fui, puxa-saco de ninguém. Quando a coisa tá errada, eu sou o primeiro a falar, mesmo que isso não agrade a todo mundo, mas a SGF é um lugar tão legal, mas tão legal de trabalhar, que eu não poderia estar mais feliz por poder finalmente dizer que agora eu faço parte da equipe.

A bem da verdade é que eu começo oficialmente como funcionário no dia 11 de janeiro de 2010, mas o contrato já está assinado, meu novo escritório já foi ocupado (como a foto acima está mostrando) e todas as devidas apresentações já foram feitas. Agora só o que tenho que fazer é continuar fazendo valer a confiança ganha com muito trabalho, para que a jornada por aqui seja longa e [ainda mais] próspera.

(enquanto isso, no Brasil...)

Salut!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 - por Thiago

O melhor presente de Natal

Mais um ano vai se indo embora, e apesar da péssima construção gramatical do começo da frase, essa época do ano nos deixa com uma sensação de magia no ar, com esse monte de luzes e cores que as cidades se enfeitam.

E acompanhando esse espírito de festividades, convido a todos vocês que estiverem aqui em Montreal para assistirem a mais uma programação de Natal da qual que estou ajudando na produção artística e musical. O programa tem o nome deste post (O melhor presente de Natal) e é feito de brasileiros para brasileiros, muito embora nem tudo seja em português, afinal temos que ser democráticos né?


Você não pode perder essa oportunidade de estar entre amigos tão legais quanto eu e o restante da trupe. Aguardo vocês lá!

Salut!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - por Thiago

Vacinados!

A discussão do momento aqui no Canadá, incluindo o Quebec, é a polêmica da vacinação contra a gripe H1N1. Eu já postei aqui sobre essa polêmica, inclusive. Mas nesse tal de "melhor vacinar, melhor não vacinar", Mirian e eu tomamos a decisão de nos arriscar pela segurança, e não pela falta dela.

Desde o começo da capanha de vacinação, só alguns grupos estavam sendo priorizados devido a quantidade de vacinas disponíveis, mas a partir de ontem, o Quebec abriu as portas da vacinação a todos devido a chegada de uma grande remessa de vacinas. O estádio olímpico está sendo usado como grande centro de vacinação, e como nós moramos bem em frente, fomos um dos primeiros a se beneficiar dessa abertura da vacinação para o público.

Mirian foi a primeira a se vacinar, e quando cheguei em casa fui lá também. Como a divulgação ainda não tinha começado (só saiu nos jornais hoje) a procura estava bem baixa e coseguimos realizar todo o processo em menos de uma hora. A gente chegou lá, pegamos a senha, confirmamos nosso endereço, preenchemos um formulário médico, recebemos a vacina (que não dói nada!) e por fim ficamos aguardando lá mesmo durante 15 minutos depois de vacinado para se assegurar que nenhum efeito colateral grave tinha acontecido.

Tudo rápido e indolor, exceto pelos nossos braços esquerdos (meu e da Mirian) que acordaram hoje com um dorzinha chata no local onde foi aplicada a vacina, mas esse era um dos resultados esperados, então por enquanto tá tranqüilo.

Agora que estamos devidamente vacinados, podemos ficar mais sossegados com o invernão que está chegando, além de poder viajar mais tranqüilo. É melhor prevenir do que remediar né?

Salut!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009 - por Thiago

Trip pra Burlington - II (Final)

Ninguém queria acordar cedo, mas o dia ia ser corrido e eu precisava sair para passear logo, então tratei de fazer bastante barulho para acordar todo mundo rapidinho, logo às 8 horas da manhã. É claro que os protestos foram unânimes, mas eu não estava nem aí! O melhor que tínhamos a fazer era colocar o pé na rua bem cedo, pra termos tempo de fazer, se não tudo, pelo menos uma boa parte do que foi perdido na véspera por conta da chuva.

Tomamos café, fizemos nosso check-out no hotel e saímos para passear no centro da cidade, já que a chuva tinha decididamente dado uma trégua para estes viajantes já quase desanimados de ver tanta água caindo do céu. Estacionamos o carro em frente a uma churrascaria brasileira, a Souzas, mas nem pensamos em comer lá só de imaginar o precinho que deve ser comer carne (bleeeeeeergh) brasileira nos Estados Unidos. Fomos direto para a rua principal de Burlington, que é toda reservada para o pedestres (tipo um calçadão) com direito a lojas, barzinhos e restaurantes. Nem preciso dizer que, àquela hora da manhã, estava tudo fechado né? Mas mesmo assim tiramos muitas fotos na prefeitura, no comércio, e nos outros lugares interessantes que haviam por ali. Até ensaiamos uma foto pulando cela igual a da escultura que tem lá, mas logo percebemos que a idéia não era muito boa, e a Mirian acabou ficando com um ralado de recordação deste momento memorável.

Saindo dali ainda fomos passear pela borda do Lake Champlain, que separa o estado de Vermont do estado de New York. A vista estava bem bonita, e poderia estar ainda melhor se o dia não estivesse ainda tão nublado. Mas mesmo assim tiramos muitas fotos do lago e do Battery Park no qual estávamos antes de irmos para as compras.

E o momento de gastar dinheiro demorou, mas chegou! Fomos fazer compras em um shopping center de Williston e depois fomos para o Essex Outlet, na cidade de Essex, próxima a Burlington. Pegamos umas boas promoções de roupas e calçados, além de alguns brinquedos para a família do Jerry e da Isa no Brasil. Isso nos rendeu a tarde inteira, ainda mais porque para onde quer que a gente fosse, tinha que mudar de cidade... ooohhhhh coisinha complicada viu?

No final do dia voltamos ao Olive Garden para garantir mais alguns minutos de prazer gastrômico ainda mais em conta que no dia anterior. O vídeo abaixo explica melhor o clima do evento.

Terminado tudo, voltamos para casa rapidinho e em segurança. Para onde será que vamos agora, hein?


Salut!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - por Thiago

Trip pra Burlington - I

Esse negócio de colocar o pé na estrada tá ficando realmente muito viciante. É mesmo muito bom poder saber que existem vários destinos bons e baratos por essas bandas de cá, e com esse pensamento saímos em viagem no último final de semana.

Mirian e eu mais o nossos amigos Isa e Jerry saímos de Montreal na sexta-feira rumo a Burlington, que é a maior cidade do estado de Vermont, nos Estados Unidos. A viagem é bem tranqüila, pois além de nossa cidade de destino estar a apenas 165 quilômetros de Montreal, a fronteira pela qual cruzamos é absolutamente vazia, o que nos tomou nada menos que 10 minutos ao total, isso contando com todos os trâmites burocráticos.

No sábado de manhã fomos conhecer a Igreja Adventista de lá, que fica na verdade em uma cidade ao lado, Williston. A igrejinha é bem pequena, mas muito simpática! Ganhamos até o almoço, no melhor estilo da nossa igreja Luso-Brasileira de Montreal (tudo bem vai... o nosso almoço é muito mais gostoso...) e ainda batemos papo com o pessoal de lá, trocando experiências e fazendo novos amigos.

Saindo da igreja tínhamos o objetivo de passear pela cidade, mas a chuva estava caindo de forma persistente, e junto isso ao frio, só nos restava só dar uma passadinha de carro pelo centro e voltar ao hotel para tirar um cochilo. A verdade é que o bate papo continuou no hotel e não dormimos nada, e a noite saímos para passear.

Como bons turistas famintos que somos, fomos ao Olive Garden, que é uma rede de restaurantes italiana dos Estados Unidos. Eu ouso dizer que é o melhor restaurante dos Estados Unidos no quesito custo-benefício, pois a comida é explêndida e os preços estão longe de serem aqueles exorbitantes de qualquer um que se aventure a comer comida de verdade na América do Norte. E o melhor de tudo é que durante a refeição, a salada, a sopa e os pãezinhos possuem refils ilimitados! Imagina só o quanto comemos né?

Depois deste farto banquete, o sono foi caindo em cima do pessoal (eu incluído) e fomos para o Hotel dormir, mas antes ainda diputamos umas partidas de Uno enquanto fazíamos a disgestão. Estávamos torcendo para que o dia seguinte fosse menos chuvoso, e pudéssemos aproveitar dos encantos da cidade.

(continua...)

Salut!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - por Mirian

Residente (de fato) em 8 meses

Desde o dia em que fui ao correio enviar minha papelada ao escritório de imigração até ontem, quando finalmente recebi o cartão de residente, oito meses se passaram e muita coisa mudou.

Eu sempre fui muito atenta aos detalhes e sabia que meu processo poderia se atrasar caso errasse no preenchimento de algum formulário ou deixasse de enviar algum documento importante. Percebi que todo cuidado é pouco porque mesmo assim tive um problema visto que o cadastro de endereço do Thiago estava errado e não sabíamos porque a carta estava demorando tanto pra chegar. Só com esse errinho bobo meu processo já se atrasou em algumas semanas e por isso perdi uma viagem há muito tempo planejada. Por isso apadrinhados, MUITA atenção com essas coisinhas.

A maior mudança que poderia acontecer ao mudar de status é a possibilidade de trabalhar. Aconselho aos apadrinhados que peçam uma permissão de trabalho temporária enquanto esperam pela permanente pois quem tem o caso processado no Canadá não pode dar entrada no seguro social antes de ter a carteirinha de residente mesmo já tendo passado pela entrevista. No meu caso, recebi a temporária só uns dois meses antes da permenente, mas já deu pra engordar o porquinho. Outra grande mudança é poder ter o convênio médico já que a saúde é tão cara pra quem não o tem. Ainda bem que tinha o convênio da faculdade quando machuquei o pé porque senão teria gasto uma fortuna.

Outras coisas que fazem parte da nossa liberdade depois de finalmente se tornar residente é poder, acima de tudo, sair do país e voltar sem preocupação, tirar a carteira de motorista, estudar pagando menos e outros detalhes que mudam a vida completamente.

Para quem é novo nessa história e quer saber como apadrinhar ou ser apadrinhado por alguém, não tem melhor fonte do que a oficial. Sugiro a leitura dos links apropriados do Québec e do Canadá antes mesmo de ler as dicas dos blogs já que cada caso é um caso e porque podem haver mudanças nas regras a qualquer momento.

Até que o processo foi rápido e indolor, mas dá um grande alívio saber que tenho mais liberdade à partir de agora. Fim da primeira novela, agora começo a contagem dos dias até à cidadania.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - por Thiago

Influzenza H1N1

O inverno está chegando por aqui, e com ele o nova onda de gripe A (a conhecida "gripe suína"). No Brasil ela passou forte durante os meses de inverno e agora o governo do Canadá (e no nosso caso em especial, do Quebec) está trabalhando de maneira ativa para que não tenhamos tantos danos quanto tivemos na primera onda da gripe durante a primavera.

Para isso, estamos começando uma campanha de vacinação por aqui, que de longe é assunto decidido entre todos. Muitas discussões estão sendo travadas sobre se deve-se ou não tomar a vacina, e eu sou um exemplo daqueles que ainda não se decidiram muito bem.

Mas o Collège des médecins du Québec (Colégio dos médicos do Quebec) está divulgando um vídeo altamente explicativo sobre a doença, e as suas formas de prevenção, incluindo aí uma extensa explicação sobre a vacina e seus efeitos.

É claro que o vídeo está completamente em francês, e se você é um potencial imigrante para o Quebec, ou mesmo um estudante da língua falada por aqui, aconselho o investimento dos quase 9 minutos de vídeo para praticar o francês e se interar dessa doença que está fazendo tantas vítimas pelo mundo afora.


Salut!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009 - por Thiago

Google Street View em Montreal


Aumente o mapa clicando aqui

Eu gosto da maneira como a Google muda a nossa vida. Os caras inventam novidades todos os dias que nos fazem imaginar como a vida era possível antes delas. Eles são o cúmulo da revolução tecnológica, dando (pois é tudo de graça) mais e mais avanços para a comunidade mundial a cada novo dia.

Um desses avanços claros e inegáveis chama-se Google Street View, no qual você pode navegar pelo sistema do Google Maps como se estivesse dirigindo um carro pelas ruas do lugar, vendo as coisas como alguém que vive lá o vê. Essa funcionalidade iniciou-se nos Estados Unidos (claaaaaaaaaaaaaaaaro) e depois foi extendida para algumas cidades da Europa, mas nada de Canadá (e muito menos de Brasil).

Pois agora metade de nossos problemas acabaram! Foi inaugurada essa semana a primeira leva de cidades canadenses com a funcionalidade de Street View, e claro que Montreal esta entre as felizardas. O mapa aí de cima mostra a minha casinha. Vale a pena fazer um tour pelas redondezas para que se perceba como eu sou sortudo de morar onde moro.

É uma pena que a minha rua foi fotografada em algum momento entre o final do inverno e o começo da primavera, quando não tínhamos mais neve, mas também ainda não tínhamos folhas nem flores nas árvores. Tenho que confessar que essa não é a melhor época do ano para retratar a cidade, mas espero que eles façam uma pequena revisão das fotografias em breve (o que eu pessoalmente duvido) para todos poderem ver como a natureza é bonita por aqui durante o período de calor.

Aproveitem o tour virtual!

Salut!

terça-feira, 6 de outubro de 2009 - por Thiago

Carteira de motorista - consegui!

Eu ia postar sobre o assunto de qualquer maneira, mas a forma como tudo aconteceu foi tão fora do comum que o post vai até sair mais elaborado do que teria sido a princípio.

Meu exame teórico já estava marcado para 5 de outubro desde agosto, e eu tinha que ter estudado bastante para o evento, coisa que não aconteceu muito como deveria. Eu fiz o teste online no site da SAAQ (que é a agência responsável por esses assuntos no Quebec), mas eu deveria ter mesmo é estudado pelo material oficial, que chegou nas minhas mãos só na véspera do dia da prova. Enfim.

Cheguei todo feliz e contente na SAAQ ontem para fazer o meu exame teórico. A prova consiste em 64 questões (divididas em dois grupos de 16 e um grupo de 32) e dentre estas você precisa acertar 75% em cada grupo (mínima de 12 acertos nos grupos de 16 e de 24 acertos no grupo de 32). Tenho que admitir que uma estudadinha não teria feito mal a ninguém, mas a prova era realmente muito parecida com o teste online do site, e por isso eu passei com certa facilidade.

Terminada a prova, fui a guichê para marcar o meu exame prático. Qual não foi a minha surpresa quando a atendente, me diz linda e sorridente que eu poderia pegar um horário no dia seguinte ou então só em dezembro. Na hora nem tive tempo de pensar muito pois alguém poderia pegar aquela vaguinha do dia seguinte a qualquer momento, e só de pensar em fazer o teste embaixo de neve já me dava calafrios. Topei o desafio de voltar no dia seguinte.

O "dia seguinte" aqui, foi hoje. Mas antes da prova chegar tenho que deixar registrado que essa surpresa me deixou tão nervoso, mas tão nervoso, que a noite passou bem mal dormida e para piorar um pouco nada conseguia nem sequer descer pela minha preciosa traquéia. Resultado, fui trabalhar na parte da manhã e cheguei ao local do exame com sono e de barriga roncando, junto com as descargas de adrenalina no meu estômago, que davam um toque especial a cena toda.

Finalmente chegou a hora do exame, e o examinador já fez cara de poucos amigos. Fomos saindo e ele disse para eu me acalmar, que era para eu dirigir como se ele não estivesse lá. Preciso dizer que a informação nem sequer foi processada pelo meu cérebro? 20 minutos depois, após várias pequenas besteiras cometidas durante o percurso e algumas raspanças bem recebidas do examinador, ele disse que meu controle no volante é muito bom e que eu sou calmo (noooosssaaaaaaa.... imaaaagiiiinaaaaaa....) e por isso, mesmo com os percalços do exame, ele ia me dar a permissão de condutor.

A bem da verdade é que no momento eu nem conseguia me animar, tamanha era a dor na minha barriga, mas depois que a situação foi voltando ao normal, mal pude acreditar que em menos de 48 horas (na verdade 26 horas, entre o primeiro e o segundo exame) eu tinha completado todo o processo de obtenção da permissão de conduzir um automóvel do Canadá. A permissão é dada pela província (como vocês podem ver na imagem), mas ela é válida em todo o país, nos Estados Unidos, México e Europa. Nada mal né? Já dá pra passear um pouco...

Salut!

obs - esse da imagem acima não sou eu, ok?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 - por Thiago

Calculando a cidadania

Antes que alguém se levante da frente do computador e vá fazer outra coisa da vida pensando "esse cara nem chegou no Canadá direito, já quer falar de cidadania canadense", eu já vou tentar explicar o motivo deste post a esta altura do campeonato da maneira mais fácil e prática possível.

A cidadania canadense é extendida a todos os imigrantes que atingem um certo tempo de permanência dentro do país. Essa permanência é contada em DIAS passados dentro do Canadá, tanto na condição de imigrante quanto em qualquer outra condição (estudante, trabalhador ou mesmo turista), contudo essas outras condições são contadas de uma maneira diferente.

Quando você atinge 1095 dias (o tempo de 3 anos) dentro do Canadá, você pode entrar com o pedido de cidadania, mas como esta contagem é feita em dias você tem que levar em conta as vezes que você saiu do Canadá, quer seja pra ver a família no Brasil, quer seja pra fazer compras em New York ou qualquer outro fim. Saiu do país, os dias não contam até você voltar.

Quando você vai aplicar para a cidadania você tem que ter em mãos todas as suas saídas e entradas devidamente anotadas para não se perder na conta - e nem adianta achar que você pode burlar o esquema pulando algumas saídas, porque os caras vão conferir tudo certinho - e este trabalho todo de conferir datas pode se tornar uma enrolação depois de tanto tempo aqui cruzando a fronteira a cada feriadão.

Mas não há motivos para temer! O governo do Canadá é uma mãe (ai, que saudade da minha...) e oferece a todos os imigrantes um sistema já pronto para você ir calculando os seus dias dentro do país, considerando todas as exceções e diferenciações nos cálculos. O serviço se chama Residence Calculator, e é o seu lugar seguro para colocar todas as suas informações pertinentes a este período, com a resposta imediata de quantos dias você tem de fato por aqui e quanto falta para você poder pedir a sua cidadania.

A minha caminhada ainda está longe do fim (hoje tenho só 475 dias) mas é muito bom deixar já registrado todas as andanças que eu fiz sem me preocupar em ter que lembrar de todas elas de uma vez só quando o momento chegar, lá pra 2011...

Sugiro a todos os residentes que já se cadastrem e comecem a contar seu tempo também!

Salut!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 - por Mirian

Viciando em Têtes à claques

Na semana passada fomos jantar na casa da Pat e do Rafa e eles nos mostraram o site Têtes à Claques que eu achei muuuuuuuuito engraçado e recomendo pra todo mundo. Exige um certo conhecimento de "quebequense" pra entender as piadas, mas é questão de prática. Eles fazem geralmente um videozinho por semana, vale à pena dar uma olhadinha. Cuidado pra não viciar!

Agora mudando de assunto subitamente e respondendo à pergunta da Pam que queria saber se dá pra vir pro Canadá com visto de não-imigrante depois de pegar o CSQ e terminar o processo federal aqui, hmmmm, não sei! Alguém sabe? Meu processo foi feito inteirinho aqui, mas imagino que se a sua presença é necessária para o processo federal infelizmente não dá. Acho melhor escrever um e-mail pro consulado canadense em São Paulo, eles respondem super rápido ou falar com a Maura, a protetora daqueles que buscam informações escondidas sobre imigração pro Canadá.

Agora respondendo ao Luís Felipe sobre qual é a melhor prova: TEF ou TCF. Realmente não faço a menor idéia. O Thiago não fez nenhuma das duas e a entrevista dele foi em 2007, então não creio que ela seja exigida desde 2006. Eu não fiz prova nem entrevista nenhuma, quer dizer, a prova que fiz no Brasil pra vir pra UdeM foi ridiculamente fácil e a entrevista que fiz aqui na semana passada foi só pra pegar documentos, então nenhuma das duas conta. Tente descobrir se uma das duas provas vai te ajudar no futuro com alguma outra coisa que você pode vir a precisar, se não for o caso, fique com a mais fácil ou mais barata. Alguém tem idéia da resposta?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009 - por Mirian

Residente finalmente!

Já vou avisando que este post vai ser curto, mas como é muito importante não podia ser deixado pra amanhã.

Hoje às 13:00 tive minha "entrevista" final da imigração. Sim, agora sou residente permanente canadense, depois de ter sido turista, estudante e trabalhadora, olha só isso!

Cheguei lá primeiro pra pagar a última pequena taxa de $490,00 pelo direito de residência e depois fui ao prédio da entrevista. A porta estava fechada e a galera foi chegando, chegando e a bagunça foi se formando, sem fila, sem senha.

Quando o guarda abriu a porta a galera entrou desesperada e fomos nos sentando pra esperar o esquema começar. Chegou uma tiazinha que começou a organizar o esquema e falou pra fazermos uma "fila", foi quando a galera se enlouqueceu de vez e fez uma fila super bagunçada na qual eu teria sido a segunda se uns mal educados não tivessem passado na frente, mas tudo bem. Tinham vários agentes, então o ritmo foi bem rapidinho.

Uma senhora me chamou, o Thiago e eu nos sentamos pra falar com ela, entregamos a cópia de pagamento da taxa, mostramos meu passaporte, o cartão de residente dele, meu CSQ, dei uma foto e ela pegou de volta minha permissão de estudos e minha permissão de trabalho. Snif, snif!!! Foi tão difícil conseguí-las, mas agora não vou precisar mais delas, né? Depois disso ela me entregou minha confirmação de residência permanente e disse que o cartão demora de 4 a 6 semanas pra chegar.

Infelizmente esse documento não serve pra viajar (apesar de haver controvérsias sobre isso) e se eu não quiser visitar a embaixada canadense em NYC é melhor eu deixar pra lá minha viagem do dia 10 de outubro pra assistir Michael W. Smith. Tudo bem, com certeza terei outras oportunidades.

É isso aí, em menos de 7 meses meu caso foi processado e finalizado. Boa sorte aos outros apadrinhados e apadrinhadas e valeu a todos que torceram por mim!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 - por Thiago

Gaspésie - III (Final)

Depois de uma noite bem dormina, demos uma voltinha rápida por Campbelton, que já fica fora da província do Quebec, em uma outra província chamada New Brunswick. A cidade é bem pequenininha e fica bem na divisa das províncias, mas já deu pra tirar fotos com algumas bandeirinhas de New Brunswick para constar a passagem né? Também tiramos foto com o maior salmão já pescado do mundo. Tenho que confessar que pareceu MUITO história de pescador, porque o danado do bicho era quase do tamanho de uma baleia, mas dizem que o negócio foi até comprovado pelo Guiness e tudo o mais. A gente acredita né? Fazer o que...

Logo voltamos para nossa terrinha, o Quebec, e agora já rumando para casa cruzamos a península da Gaspésie até voltarmos ao rio St. Laurent, e lá paramos em uma cidadezinha chamada Sainte-Flavie (a mesma que paramos na viagem de ida) para visitar um dos maiores jardins do Canada, os Jardins de Métis. Esse jardim foi todo construído por uma só mulher, a Srta. Elsie Redford (daí o nome do jardim em inglês ser Redford Gardens) em meados de 1926, sendo preservado até hoje. Realmente é um lugar muito bonito e bem cuidado, mas acho que todo o esplendor do lugar é reservado para aqueles que o visitam durante a primavera, pois nós pegamos as flores já querendo murchar... uma pena... mas aproveitamos bastante o passeio de qualquer forma.

Ainda em Sainte-Flavie, paramos em uma parte do rio em que os pescadores do lugar fizeram um monumento em homenagem àqueles pescadores que saem de manhã para pescar e nunca mais voltam. O monumento é na verdade um conjunto de várias estátuas rústicas que foram colocar desde a saída do rio até quase a beira da estrada, como numa marcha das almas dos pescadores de volta à terra firme. As estátuas são bem pitorescas e tiramos várias fotos com elas, pois no fundo, beeeeeem no fundo, elas eram bem simpáticas.

Mais uma pequena parada em Riviére-du-Loup para o último almoço e bora mais 4 horas de estrada até Montréal, mas sem antes passarmos por um posto na beira da estrada com o maior carro monstro que eu já vi. Além deste belo (e velho) exemplar da mania de grandeza norte-americana, ainda haviam várias réplicas de dinossauros espalhados pelo estacionamento, dando ao lugar um aspecto muito mais bizzaro do que vocês possam imaginar, mas convenhamos que o charme desses postos de beira de estrada são esses lances inusitados que a gente encontra em cada um deles né?

Resumo da ópera: a viagem superou em muito as minhas espectativas, pois eu achei que ela seria cansativa e um pouco tediosa, mas para minha grata surpresa ela não foi nem um pouco das duas. As paisagens são fantásticas, o esquema de paradas durante o trajeto funciona e, sempre, o preço desses chineses é imbatível. Já deixo o convite a todos que quiserem se juntar a nós em nossa próxima passeada: não se acanhem! O Québec tem muito a ser descoberto!

O vídeo abaixo deveria ter sido postado ontem, pois faz parte das atividades de domindo na Ile Bonaventure, mas por algum motivo obscuro eu passei batido por ele. Mas antes tarde do que nunca né? Confiram o papo de gaivota.


Salut!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009 - por Thiago

Gaspésie - II

Domingo acordamos cedo em Gaspé, beeeeeem cedo (6:30h), tomamos um café da manhã express no Tim Hortons, tiramos algumas fotinhos à beira do golfo do St. Laurent e saímos para mais um dia de muito turismo pela Gaspésie. Já na ida para as atividades do dia passamos em frente ao lugar onde Jacques-Cartier - o cara que descobriu o Canadá - encostou seu barquinho pela primeira vez por aqui. Tenho que dizer que esse foi um momento de muita emoção, mas que passou rapidinho porque o ônibus não parou neste lugar, então foi só o tempo de tentar uma foto da janela da bumba mesmo...

Nossa primeira parada foi no Parque Forillon, que é uma grande reserva natural dentro de Gaspé. Tenho que confessar que o espanto foi muito grande quando descemos do ônibus: a paisagem neste lugar é pelo menos três níveis acima do FANTÁSTICO, com a praia (Oceano Atlântico) e um rochedo enorme (o Cap Bon-Ami) em forma de península invadindo o mar. O Sol estava dando um toque final na luminosidade da imagem, e eu tive que raciocinar uma meia dúzia de vezes até entender que eu estava realmente ali, vendo tudo aquilo com os meus próprios olhos. Tiramos muitas fotos, andamos pela costa (que é de pedra lisas, e não de areia) e aproveitamos alguns momentos únicos desse finzinho de verão onde o grande rio St. Laurent se encontra com o mar.

Ainda no Parque Forillon, visitamos o maior farol do Canadá, o Cap des Rosiers. Existem muitos faróis na região da Gaspésie, mas esse farol é o que fica mais na ponta, perto do mar, e por isso ele tinha que ser o mais imponente de todos. Eu, que nunca tinha visitado um farol nem no Brasil, fiquei bem contente de finalmente conhecer um, e tão grande assim. Tiramos várias fotos por lá e colocamos o pé na estrada, pois a próxima atração estava a duas horas de ônibus dali.

E não é que valeu muito a pena essa estrada? Já de longe o Rocher Percé já despontava como a grande atração da tarde. Ao chegarmos à cidade - Percé - almoçamos e logo pegamos o barquinho para um pequeno cruzeiro ao redor desta rocha fenomenal que se ergue imponentemente no meio do mar. E o toque final da coisa toda é ainda o grande buraco que ela possui, quase geometricamente redondo. Não existem muitas formas de se expressar a sensação de ver com os próprios olhos isso tudo. Foi muito para este coraçãozinho aqui.

Ainda no barco fizemos um tour pela Île Bonaventure, onde pude ver, além de muitas focas nadando descompromissadas pra cá e pra lá, a maior concentração de gaivotas que eu poderia imaginar na minha vida. Vocês não estão entendendo o que eu quero dizer com isso. São muuuuuuuitas gaivotas mesmo, tanto voando quando sentadas pelas encostas da ilha. De longe, parecia até que o rochedo tinha manchas brancas, que na verdade eram as milhares e milhares de gaivotas se reunindo para jogar conversa fora enquanto cuidam de seus filhotes. Desembarcamos na ilha e fizemos uma trilha de meia-hora que nos levou até o ponto mais alto do lugar, onde vimos aquela gaivotada toda reunida, ali a menos de um metro de distância da gente.

Dia acabando, voltamos para o continente e pegamos nosso ônibus rumo a New Brunswick para passar a noite. O dia foi movimentado e uma caminha era tudo que a gente precisa antes de encarar o último dia.





(continua...)

Salut!

terça-feira, 8 de setembro de 2009 - por Thiago

Gaspésie - I


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Feriado chegando a gente não se aguenta né? Colocamos as mochilas nas costas e saímos eu, Mirian e Nellyr, junto com a Wonder Travel, rumo a Gaspésie, no norte da província do Québec.

Saímos 6:30h da manhã sabendo que íamos encarar 10 horas de estrada. Nosso guia turístico, Duncan, chinês e o guia mais aloprado que eu já conheci, foi já mandando informações turísticas, desde Montréal, em inglês, chinês e um pouquinho de francês, e isso nos fez ter a nítida impressão que a viagem ia ser longa... muuuuuuuito longaaaa...

Mas vocês acreditam que nem foi tanto assim? Fizemos várias paradas para esticar as pernas, ir ao banheiro e comer, e isso deixou a viagem muito mais tranquila. Paramos em Rivière du loup para almoçar e logo depois paramos em Sainte-Flavie para ir ao banheiro, e foi aí que começamos a tirar as fotos, pois o rio St. Laurent lá pra cima já é bem diferente do que a gente conhece aqui em Montreal.

Continuando o caminho, passamos por Cap-Chat para visitar uma fazenda de energia eólica, mais conhecido aqui como Éoliens. A visita é guiada por um engenheiro, que naquele dia tava conseguindo ser mais biruta que o nosso guia, gritando e correndo para um lado e para o outro. Visitamos a maior turbina de energia eólica do mundo e vimos vários daqueles ventiladores gigantes que esse pessoal usa para transformar vento em energia elétrica. Muito legal mesmo a parada.

Saindo das turbinas, fomos direto para Gaspé, subindo o rio até onde ele vira mar. O hotel que ficamos hospedados também ultrapassou as espectativas, pois era muito organizado, limpo, bonito e bem equipado. Íamos precisar descansar bem de noite para aproveitar todas as emoções do domingo, o dia mais agitado da viagem.


(continua...)

Salut!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009 - por Mirian

Trabalhando!

Sim, sim, já estou trabalhando! Obrigada a todos que torceram, comentaram, oraram e vibraram comigo pois já consegui um emprego, quer dizer dois, na verdade quase três. Calma, eu explico.

Comecei meu "treinamento" por telefone ontem pra trabalhar naquela escola em que o aluno faz tudo sozinho e só fica batendo papo por telefone com o professor. Quer dizer, vou trabalhar é na minha casa, afinal o telefone é meu e nem preciso tirar o pijama pra dar a aula. Que beleza! Por falar em telefone esse negócio já está me enchendo o saco. Ligo pra Videotron pra instaleram um telefone fixo em casa, depois descubro que posso usar o serviço de longa distância da Distributel pelo celular mesmo, aí ligo de novo pra Videotron pra cancelar, aí a secretária da escola me diz que no celular a qualidade é ruim e que eu tenho que ter um telefone fixo...enfim, uma confusão! O mais engraçado foi ir na segunda entrevista e o tiozinho mafioso dizer "Você vai ganhar $X por hora" ao que eu respondi "Mas o senhor não tinha falado que era $Y?" ele olha pra cima, faz uma cara de quem está pensando e diz "É verdade, você é a fulana do currículo assim, assim. Vai ganhar $Y mesmo" Ufa! Era só o que faltava diminuir o salário, né? Mas ainda bem que ele me deu um horário bom e organizado, nada típico de escolas de idiomas.

A outra escola treinou os professores numa sessãozinha de uma hora e meia e já me passou um aluno que vai ter aula na empresa dele duas vezes por semana. A tiazinha me ligou e perguntou quanto de experiência eu tinha, eu disse tantos anos e ela respondeu "Então você vai ganhar tanto por hora." Tá, mas cadê a explicação do plano de carreira? Cadê a tabela dos valores segundo a experiência? Não vi! Mas tudo bem, vou sair de casa, conviver com o aluno, ver que ele é de carne e osso, olhar nos olhos dele, enfim, sair do telefone e isso é mais saudável, né?

Vou numa entrevista numa terceira escola amanhã que me parece mais organizada, o cara já me explicou tudo por telefone, inclusive já definiu o salário e pareceu muito sério, vamos ver na vida real como funciona.

Percebi que no geral o pessoal aqui não liga muito pra esse negócio de treinamento, mesmo nos pagando por isso. Talvez isso afete a qualidade do trabalho, mas pelo menos não enche o saco do professor que já sabe dar aula e não precisa ficar ouvindo tudo de novo. Enquanto que no Brasil a escolinha mais fubanga de todas vai te alugar por no mínimo uma semana, por período integral sem te pagar nem transporte, nem almoço, mas pelo menos a gente aprende bastante. Cada lugar com seus prós e contras, né? Eu tô é feliz de poder começar a trabalhar em menos de um mês depois de ter recebido os documentos.

Por falar em documentos, minha ÚLTIMA etapa do processo de imigração será uma "entrevista" no dia do aniversário do meu amor (18 de setembro) onde iremos juntos mostrar os originais dos documentos pra que eu finalmente vire residente. Mais detalhes em breve.

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