segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 - por Thiago

La nuit blanche 2011

- Ah Thiago, mas Montreal faz muito frio o ano todo durante o inverno o ano todo!! Eu nunca que ia querer ir para um lugar onde faz esse frio todo e eu não tenho nem como sair de casa por causa de tanta neve!! Duvido que alguém consiga ficar andando pela rua neste frio! E muito menos se divertir!! Eu não conseguiria nem raciocinar neste gelo! [...]

Bom, eu só posso dizer uma coisa para vocês, desanimados de plantão: "Seus problemas acabaram!", ou até mesmo "Seus problemas nunca existiram!". O frio existe, e isso é uma realidade que ninguém pode negar, mas Montreal é uma cidade que ao menos se esforça para entreter os seus enquanto esse período chatinho perdura, e uma das maiores provas disso é a Nuit Blanche de Montreal, que é como uma Virada Cultural de São Paulo, só que com atividades um pouco diferentes (um pouco menos de apresentações de música e dança e um pouco mais de visitas gratuitas a museus e exposições de arte na rua), e com menos graus Celsius.





Neste anos fomos em uma turma grande (viu quanta gente comigo no vídeo acima?) e saímos em busca de museus que não vamos normalmente durante o ano por serem pagos. O primeiro foi o Musée Pointe-à-Calière que é o museu de arqueologia da cidade de Montreal. Lá vimos uma exposição só sobre a história da Rue St-Catherine e ainda visitamos as ruínas embaixo do museu, pois foi a partir deste lugar que a cidade começou

Depois fomos ao Centre de sciences, e lá conseguimos ver algumas poucas coisas na parte exterior das exposições, pois a fila para acesso às partes reservadas estava muito lenta. Foi uma pena mesmo, mas pelo menos conseguimos tirar algumas fotos de artefatos diversos que vimos por lá, fora o show à parte que estava acontecendo nos banheiros do museu, pois o banheiro feminino estava muito (MUUUUUITO) cheio com uma fila imensa (IMEEEENSA) e aí a mulherada resolveu usar o banheiro dos homens também, aí a gente estava dividindo espaço com elas dentro do banheiro, mas tudo numa boa, na maior civilização. Coisa de gente doida né?

Saindo do Centro de ciências fomos para a fila da Basílique Notre-Dame de Montréal, onde estavam acontecendo visitas gratuitas à basílica, na faixa. Esperamos na fila um bom tempo para finalmente nos depararmos com um outro problema, já esperado: O FRIO. A fila estava muito grande e alguns de nós (eu incluído) começaram a sucumbir ao frio e ao cansaço à altas horas da madrugada. Resultado: desistimos da fila também e fomos passar o resto do tempo vendo exposições dentro da cidade subterrânea, que pelo menos é quentinho.

Terminamos a noite batendo papo e comendo uma boa Pita no Boustan antes de irmos para casa de metrô, que nesta noite em especial estava também funcionando a noite toda.

Vale muito a pena participar de eventos como esse, pois aí a gente se dá conta que o inverno não é o fim do mundo, e sim uma oportunidade para ver o mundo de uma outra forma. Deixa eu parar por aqui porque senão a filosofia vai longe demais.

Salut!

PS - Eu coloquei aqui na barra lateral do blog um "Curtir" do Facebook. Se você gosta deste humilde bloguinho, clica lá para o Sr. Zuckerberg habilitar mais funções sociais pra gente! Valew!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 - por Thiago

Flickr no blog

Os moralistas que me perdoem, mas brasileiro gosta mais de ver figuras a ler. Eu já até falei para a Mirianzinha (que faz tempo que não aparece por aqui, mas ela vai aparecer logo) que quando for blogar alguma coisa aqui, o melhor é ter pelo menos uma fotinho, senão aquele monte de letras juntas mais espantam do que ajuntam público.

[Senhorzinho Malta mode="on"]
Tô certo ou tô errado?
[Senhorzinho Malta mode="off"]

É por essas e outras que a partir de hoje ontem o nosso blog conta com mais uma seção visual para os nossos visitantes - FOTOS DA VIDA. Nesta seção vamos usar as funcionalidades do Flickr para colocar fotos nossas do dia a dia aqui em Montreal, no Quebec, no Canada, na America do Norte, enfim, em todos os lugares por onde passarmos. Clicando sobre as fotos você será redirecionado para a nossa página de fotos do blog, que vai conter todo o histórico de fotos postadas, naquele esquema que vocês já conhecem.
 
- Mas poxa vida gente, esse nome "Fotos da vida" é brega demais! Não tem como mudar esse título não?
 
Claro que tem! É só você postar a sua sugestão nos comentários e nós prometemos pensar a respeito, com muito carinho e amor. A clientela do blog tem sempre preferência :)
 
Divirtam-se!
 
Salut!
 
ps- se você consulta o nosso blog pelos feed readers da vida, a melhor maneira de se manter inteirado na nossa nova seção e se registrar no RSS da nossa página de fotos. O endereço é esse aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 - por Thiago

Patinando em Ottawa

Sabe quando aquele passeio que você está querendo fazer faz tempo teima em acontecer e aquilo fica na sua cabeça, te martelando? Pois é! Eu estava com essa bendita vontade de ir patinar em Ottawa desde que imigrei para o Canadá. Ano passado marquei com os jovens de nossa igreja pra gente ir pra lá, mas bem no dia fez um calor inesperado que derreteu todo o gelo, e colocou gelo em nossas espectativas. Um horror.

Bom, este ano a coisa foi diferente! Nos preparamos com antecedência para não termos as mesmas supresas do ano passado e lá fomos nós rumo a Ottawa, patinar na maior pista de patinação no gelo do mundo, o Canal Rideau, e nisso você pode contar tanto pistas indoors quanto outdoors, já que são 7.8 KILÔMETROS de gelo pra todo mundo se esbaldar de patinar.

Chegamos por volta das 10 horas da manhã e já fomos colocando nossos patins ali no gelo mesmo, pois não achamos um chalet para realizar essa tarefa. Descobri que tinha um chalet alguns metros pra frente, e aí bora levar todo mundo pra lá! No chalet não tinha armários pra guardar as botas, mas isso não foi um problema pois todo mundo deixa a bota embaixo do banco enquanto está patinando pra cima e pra baixo. O extinto de imigrante diz que as botas não vão estar lá quando voltarmos, mas adivinha: elas estão sim :)

A pista é imensa mesmo e demoramos um tempão para percorrê-la toda, afinal tínhamos duas questões principais: 1) nem todo mundo patinava na mesma velocidade, o que nos fazia perder algum tempo tentando reunir todo mundo e 2) ao longo da pista existem muitas atrações, kiosques de alimentação, banquinhos para descançar e coisas do tipo, então em quase todas essas paradas o pessoal parava mesmo para descançar e bater um papinho, mas é claro que ficar parado naquele frio todo não ajudava muito, então logo o pessoal voltava a patinar.

Lá pelas tantas, eu estava com medo de deixar o pessoal muito cansado e propus que chegássemos até o Km 4.0 e de lá voltássemos. O pessoal até concordou em chegar lá, mas não concordou em voltar de lá. Fomos alcançando o Km 5.0, Km 6.0 e finalmente quatro de nós conseguimos chegar ao ponto final da pista. Ufa! Agora só faltava o retorno de mais um montão de quilômetros até nossas botas!! Hehehehe!!

Depois de retornados ainda passamos na casa de nosso pastor Luis Vicuña para tomar um chocolate quente com bolo e biscoitos. Quer jeito melhor de terminar um dia desses do que com chocolate quente, bolo e biscoitos? Tava tão bom que deu até uma moleza, mas é claro que eu tinha que reservar alguma energia para viagem de volta.

Balanço final: passeio sensacional que merece repeteco ano que vem. Gostaria de agradecer a todos os guerreiros que estiveram lá com a gente e dizer que quem não foi, perdeu. Ano que vem tem mais... quem viver verá!

Salut!

UPDATE: O Sandro também postou sobre o nosso passeio no blog dele. Dá uma olhada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 - por Thiago

Havana - Cuba - Parte 3 (final)

Durante a nossa semana de férias capitalistas em um hotel de luxo no Caribe (quem vê, pensa), tiramos um tempo considerável para conhecer o tão falado comunismo cubano, sua gente, sua filosofia e seu modo de vida geral. Pessoalmente, não posso dizer que virei um expert em sociologia cubana e muito menos um expert em comunismo aplicado, mas pelo menos pudemos ter uma percepção geral de como os cubanos vivem a vida, e também de como encaram essa realidade.

Para isso, fizemos amizade com muitos cubanos que trabalham no hotel, e isso nos rendeu um passeio para Havana, a capital do país, com um guia particular. Não posso mencionar o nome dele e nem colocar uma foto dele aqui, já que o que ele fez é tecnicamente ILEGAL, pois em Cuba só o governo (na figura do exército cubano, que controla a rede turística) pode fazer passeios guiados pelo país, e os cubanos não podem, a rigor, nem sequer serem pegos andando ou abordando turistas estrangeiros. Muito bem, pegamos nossas coisas e fomos para nossa excursão.

Passear em Havana é como voltar aos anos 50, com a diferença que nada foi mexido muito por lá desde aquela época. O resultado é que o estilo colonial está ali, claro e de fácil identificação, mas totalmente deteriorado pelo tempo e falta de recursos. O povo todo vive em uma condição mais ou menos parecida, pagando na maioria das vezes aluguel para o governo que detém todos os edifícios do país. Alguns possuem casas, mas é pouco comparado com o total da população.



Nosso guia nos levou para dentro dessa realidade, e passamos o dia andando por vilarejos e ruelas onde normalmente só os cubanos possuem acesso. Pessoalmente achei a experiência fantástica, mas não posso negar que meus instintos paulistanos ficaram apitando tão forte dentro de mim que só consegui aproveitar realmente do passeio quando já tínhamos passado da metade. Fizemos o passeio no domingo, então as ruas estavam quase todas cheias de gente indo de lá pra cá, batendo papo ou jogando dominó com os amigos e outras coisas que qualquer pessoa normal faz aos domingos.

No final do passeio passamos pela parte da cidade "para inglês ver", e lá tudo é muito mais bonito e organizado. Nesta altura já nem tinha graça passar por lá e ver que aquilo não era nem um pouco o reflexo da vida da população, mas como precisávamos fazer o percurso, aproveitamos para tirar fotos das igrejas e edifícios antigos que encontramos. Importante mencionar que entre cada atividade, sempre achávamos alguém precisando/pedindo/solicitando uma gorjeta, e tenho que confessar que isso acabou nos chateando no final do passeio, quando o dinheiro havia acabado.

Havana histórica. Bonita, de fato.
No final do dia retornamos cansados mas felizes ao hotel, onde passamos o restante de nossa estadia antes de voltarmos para o frio canadense. Espero que possamos retornar ao Caribe logo, quer seja no comunismo cubano ou no capitalismo do resto dos países que ali se encontram.

Salut!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 - por Thiago

Varadero - Cuba - Parte 2

Vamos ao que interessa? Todo mundo sabe que, quando se compra uma viagem para as ilhas do Caribe, o que se tem em mente, além da comida e do descanso é PRAIA. Com direito a muito SOL e muito CALOR! Eu coloquei todas as palavras-chave em letras maiúsculas por um simples motivo: em Cuba, todos estes termos foram utilizados em seu nível máximo de aproveitamento.

A praia é cristalina como nunca havia visto igual. Tudo bem que já ouvi dizer de praias lindíssimas no nordeste brasileiro, mas como nunca fui continuo com minha afirmação "Nunca vi água tão cristalina na minha vida". Mesmo estando a mais de cem metros da praia e a alguns tantos metros de profundidade, ainda é possível ver o fundo. Eu fiquei de boca aberta.

A areia é branquinha, e o Rafa me falou que isso é um ponto fortíssimo para o nível de qualidade da praia. Eu não sou entendido dessas coisas, mas tenho que confessar a areia branquinha é bem bonitona mesmo. No hotel em que ficamos, a faixa de areia é bem estreita (cerca de uns 50 metros somente) para o padrões brasileiros, mas para a quantidade de gente na praia, está mais que suficiente.

O calor estava espetacular! Com exceção da segunda-feira, tivemos Sol forte durante todos os dias, com uma média de pico de 30ºC fácil, fácil. No primeiro dia, o engraçadinho espertão turista aqui esqueceu-se negligenciou o protetor solar e não deu outra: fiquei todo vermelho no dia seguinte, tendo que passar o dia de camiseta e tudo. Mas no restante dos dias, com a lição devidamente aprendida, pudemos aproveitar bastante e eu até fiquei com aquela cor-do-pecado. Dona Mirian, por outro lado, esqueceu do protetor no último dia e ficou toda vermelha e inxada. Ai ai ai viu...




(continua...)

domingo, 26 de dezembro de 2010 - por Thiago

Varadero - Cuba - Parte 1

Rafa, Pat e o presente do Johnny
Fazia tempo, mas muito tempo mesmo que Mirian e eu estávamos planejando essa viagem de férias, mas sempre aparecia alguma coisa para darmos a desculpa e acabávamos indo para um Estados Unidos qualquer. Agora foi diferente. Pat e Rafa nos fizeram o convite, e com amigos firmeza como esses, não tem como enrolar. Bora todo para Cuba, aproveitar o Sol e fugir do inverno canadense pelo menos por uma semaninha!!

Carraiada velha, mas elegante
A viagem começou na manhã de um dia frio aqui em Montreal rumo ao calor de Varadero - Cuba. No aeroporto, os monitores registravam 7ºC em Varadero pela manhã, o que nos deixou um pouco preocupados, mas de maneira nenhuma desanimados. E qual não foi a nossa surpresa quando chegamos em Cuba!! O Sol estava bem quente e gostoso!! Vambora aproveitar!! Outra coisa que nos chamou muito a atenção foi a idade média dos carros no país. A grande maioria dos carros foi construída nos anos 1950, mas esses detalhes serão abordados em breve.

Nem tava legal viu?
O Hotel RIU Varadero seria a nossa morada durante uma semana, e ao chegarmos sentimos que a estadia seria proveitosa. Comida boa e farta, piscinas grandonas e estiloasa e o mais importante: tudo isso incluído no pacote, 24 horas por dia! Aqui no Quebec, é normal esse tipo de pacote tudo incluído (tout inclu em francês) para destinos tropicais, e já imaginei logo que minha barriga sofreria um aumento brusco de proporções durante o período em que ali ficaríamos. Não poderia ter feito uma previsto alguma coisa mais obvia que isso né? E não deu outra! A barriga cresceu um pouquinho mesmo.






Vida boa...
No primeiro dia fizemos o reconhecimento geral do hotel e de suas dependências, mas já estávamos entendendo como seria toda a dinâmica da viagem, e isto devido a um fato muito especial. O Rafa é muito [MUITO, MUUUUUUUUITO] comunicativo, inclusive na língua espanhola, e isso foi suficiente para que ele fizesse amigos cubanos de maneira muito rápida. Como o povo cubano é em geral muito [MUITO, MUUUUUUUUITO] simpático, as amizades formadas renderiam muitos frutos futuros.

Esses frutos, junto com a experiência da praia cubana, fica para as próximas partes ok?




(continua...)


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 - por Thiago

A neve cai e o bicho pega...

Começo... pouquinho né?
... mas só pega para aqueles que não olharam a previsão do tempo (que foi o meu caso), ou confiaram em uma previsão de tempo errada (que foi o caso de todo o resto da cidade).

A primeira neve do ano é algo muito importante para Montreal, pois é aí que começam as operações milionárias de limpeza de neve. O problema é que nessa primeira ninguém bota uma fé e depois que ela cai forte a cidade toda fica com vários e vários centímetros de neve para serem limpados, e enquanto isso o trânsito chega ao caos... quer dizer... caos aqui é algo perto de 10% do que temos em São Paulo a cada dia.

Mas como desgraça pouca é bobagem, na primeira nevasca do ano eu nem sequer sabia que ia cair neve, e saí de casa lindo e belo sem nenhum aparato especial para estas situações especiais.

E deu no que deu: o vídeo fala por si só (e tenham paciência porque ele tem uns 7 minutos, mas é bem legalzinho):




Vamos esperar que este cabeça de bagre aqui que vos escreve tenha aprendido a lição para a próxima vez. Pelo menos nesse inverno, eu estou vacinado.

Salut!

ps- Boas referências do que foi essa nevasca no blog do Sandro e do Flávio.

domingo, 28 de novembro de 2010 - por Thiago

Uma gralha no meio do nada.

Seguindo a maratona de programações iniciadas pelos bravos guerreiros de minha comunidade, semana que vem teremos mais um momento épico.

Coisa louca né?
Eu sei que você não deve estar entendendo muito o que está acontencedo, mas esse é só um motivo a mais para você vir prestigiar esse evento humorístico preparado com tanto carinho especialmente para você!
Nos vemos lá! Salut!

terça-feira, 2 de novembro de 2010 - por Thiago

Programação dos amigos

Uma das coisas que mais pesa no coração de um imigrante é a saudade da terrinha querida. E para você que sente um pouco desse aperto no peito quando lembra do nosso país varonil, essa é a sua chance de matar um pouco dessa saudade.



Eu sei que a letra está um pouco pequena, então vou transcrever o texto:
Saudade do Cristo?
Saudade da terrinha?
Saudade dos amigos?

Você está convidado para um programa especial da mais nova comunidade brasileira de Montreal.
Uma oportunidade de matar um pouco dessa saudade e fazer novos amigos.

Onde? Av. Papineau 6980 (a 200 metros do metrô Fabre)
Quando? 6 de novembro das 10:30h às 12:00h.
Almoço gratuito à partir do meio-dia.
Jovens adventistas do sétimo dia.
iasdmontreal.blogspot.com

Você não pode perder! Até lá!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 - por Thiago

Patinação de velocidade

Patins é meu esporte do coração, e neste final de semana fomos acompanhar, prestigiar e vibrar muito na Copa do Mundo de patinação de velocidade em pista curta, que estava rolando aqui em Montreal mesmo, na Arena Maurice Richard, que é pertindo daqui de casa. Eu e Mirian gostamos muito dessa modalidade, e juntando o fato que nunca tínhamos entrado nessa arena, lá fomos nós domingo bem de manhazinha para o evento.

A primeira grande surpresa é que, embora pensássemos que tínhamos que pagar para entrar logo de cara, ao chegar lá descobrimos que as competições na parte da manhã eram de graça, gratuitas, no vascão mesmo. Entramos e assistimos as disputas da repescagem de várias categorias, mas as vedetes, que são os atletas canadenses medalhistas das olímpiadas de Vancouver, não deram o ar da graça nas pistas na parte da manhã, aparecendo contudo nas arquibancadas para realizar os procedimentos padrões de aquecimento, o que já foi o suficiente para eu pelo menos tentar tirar uma dezena de fotos, que foram todas mal-sucedidas.


Quando as competições da manhã terminaram, tivemos que sair para comprar os ingressos e re-entrar para as competições da tarde (já imaginou isso no Brasil? bem... melhor nem pensar...). E aí que a festa realmente começou, porque agora Charles Hamelin, Marianne St-Gelais e cia estavam todos na pista, dando tudo de si em performance de encher os olhos. Eu que achava que meu nervoso era só vendo partidas de futebol no estádio (além do hockey), descobri que na verdade eu não posso assistir nada ao vivo e a cores que meus nervos ficam à flor da pele. Berrei muito pra inventivar os nossos atletas, e acho que funcionou, viu?

O saldo final foi de 3 ouros, 1 prata e dois bronzes, num total de 5 modalidades. É mole ou quer mais? Eu posso até ser chamado de richento e tudo o mais, mas o mais legal disso tudo ainda foi ver que na maioria das categorias, a nossa equipe ganhou em cima dos americanos. Ahhh... é de lavar a alma!!


Ao total, ficamos 7 horas dentro do estádio, assistindo as corridas, e mesmo saindo bem cansados de lá (as cadeiras são antigas, ou seja, desconfortáveis) eu fiquei bem animado para patinar nesse inverno e, quem sabe, começar a dar uma olhada nessa tal de modalidade velocidade da patinação. Os patins são diferentes mas Montreal tem alguns centro de treinamento para interessados, e eu sou definitivamente um deles. Espero que até o final do ano eu não perca essa euforia, pois fazer exercício é bom e conserva a barriga dentro dos limites da calça.

Salut!

domingo, 3 de outubro de 2010 - por Thiago

Eleições por aqui

Uma das coisas mais interessantes nesse mundico é esse tal desse lance de exercer a cidadania. Eu, que ainda não sou canadense AINDA, só consigo exercer a cidadania brasileira, e foi essa mesma que eu exerci hoje, bem cedinho, nas eleições para presidente de 2010.

- Mas só pra presidente, Thiago? E as eleições para deputados, senadores e governadores?

Calma que eu explico. Todos os eleitores domiciliados no exterior e que já transferiram o seu título para os respectivos consulados brasileiros ao redor do mundo votam somente para presidente, e se você parar pra pensar isso é bem lógico pois nós, brasileiros expatriados, não temos mais nenhum vínculo legal/oficial com nenhum estado brasileiro, e todas as outras vagas são ligadas a estados.

(Agora que já fomos todos apresentados para a realidade dos imigrantes, deixem-me continuar com meu post, por favor. Obrigado. Humpf!)

Muito bem, cheguei bem cedo ao local das eleições aqui em Montreal, que é no andar térreo do consulado brasileiro. Eu achei que ia ser aquela muvuca, mas até que tudo estava bem organizado. Como vocês já perceberam, só o tonto aqui não sabia mas eu não pude tirar fotos no local de votação (com exceção da plaquinha na entrada, que pode ser vista aí no começo do texto), mas nada que tenha me deixado muito desanimado.

Peguei meu novo título na hora, pois o pessoal estava fazendo uma força-tarefa para entregar todos os títulos ainda não retirados, e logo após me encaminhei para a minha seção, que não tinha ninguém àquela hora da manhã. Votei e voltei para casa rapidinho, não levando mais que uma hora e meio desde a hora que saí de casa até a hora que voltei (e lá se vão 15 estações de metrô). Não sei se esse movimento vai aumentar durante o dia, então nos resta esperar pelos relatos dos outros blogueiros brasileiros de Montreal. A última vez que tinha votado foi lá em 2006, e depois disso perdi as votações municipais de 2008, então me senti bem votando novamente.

Mas como nada é perfeito, eu cometi um erro grave hoje. Eu já fui mesário durante algumas eleições, e a parte mais legal era receber quitutes levados pelo eleitores par alegrar o nosso dia. Quando eu deixei de ser mesário, me prometi sempre levar quitutes para o pessoal que passa o dia trabalhando pra gente, e consegui cumprir muito bem com meu compromisso até hoje, quando esqueci de levar um presente pra galera trabalhando lá. Que lástima! Espero do fundo do meu coração não me esquecer da próxima vez.

Salut!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010 - por Thiago

Trip pra Boston - Dia 3 (final)

A viagem foi bem proveitosa, divertida e cansativa (como vocês podem constatar aqui, aqui e aqui) mas como em toda boa viagem, chega a hora de ir para casa, e foi isso que fizemos em nosso último dia de trip, logo pela manhã.

Mas quem estava achando que o trajeto seria direto para casa, estava muito enganado! Ainda tínhamos um dia inteiro pela frente e Montreal não é assim tão longe de Boston. O que fazer então durante o tempo livre? Hein? Hein?

Compras! É claro!

O estado de New Hampshire não cobra nem um centavo sequer de taxas para bem adquiridos por lá (só comida não entra nessa conta) então imaginem a beleza que é encontrar um outlet (que já é bem barato por natureza) e ainda por cima não pagar nada para o governo por isso? Fantástico! Achei esse Tanget Outlets, em uma cidadezinha que se chama Tilton, e foi pra lá que rumamos, mas antes disso ainda demos uma passada em uma outra cidadezinha chamada Nashua para fazer umas comprinhas na Barnes & Noble e na Best Buy. O outlet em si não é muito grande, mas isso chega a ser até bom para conter nossos ímpetos consumistas. Pegamos só algumas roupas, almoçamos e fomos embora.

O último trajeto precisava ser decidido. Eu estava em dúvida se voltávamos pela mesma rodovia que tínhamos ido e passávamos pela capital de Vermont, Montpellier, ou se fazíamos o caminho mais curto passando por New Hampshire mesmo. Por conta do trânsito que tínhamos visto no caminho até ali, nos decidimos pela segunda opção, e não é que ela foi espetacurlamente boa?

No meião do estado de New Hampshire existe um parque estadual que se chama Franconia Notch State Park, que é composto por montanhas bem grandes no melhor estilo filmes-americanos-no-meio-da-natureza. Nós não chegamos a parar o carro para entrar no parque, mas a estrada passa pelo meio dele, e as paisagens que vimos foram simplesmente espetaculares. Uma pequena noção do que foi a vista pode ser contemplada na foto ao lado. Maravilha né? Pois é, nós também achamos. A Mirian que gosta de passeios na natureza como esse já colocou o parque Franconia na nossa lista de próximos destinos, e eu, que não sou bobo nem nada aceitei de bate-pronto.

O resto do trajeto foi tranquilo (cadê o TREMA!!) se não contarmos os 60 minutos que passamos na fronteira tentando voltar ao Canadá e chegamos em casa cansados, mas felizes pela viagem.

Qual será nosso próximo destino? À suivre...

Salut!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010 - por Thiago

Trip pra Boston - Dia 2

Depois de um dia de descanso e outro de muito andança pra lá e pra cá, saímos cedo mais uma vez para o último dia de passeios por Boston, e já na saída fizemos uma correria danada pra tentar pegar a última passagem que a Mirian tinha direito no cartão 24 horas dela. Na verdade, entramos no metrô alguns minutos depois de expirado o cartão, mas o condutor foi bonzinho conosco e deixou a Mirian passar com o bilhete vencido. Que beleza né? Chegando no centro, ao invés de seguirmos pela Freedom Trail, seguimos para o outro lado da cidade, visitando outros pontos interessantes, mas que não tem tanto a ver com a história da independência americana.

Saímos da Boston Commons, passamos pela Public Garden, que parece bastante uma versão Bostoniana do Central Park e depois saímos pela Commonwealth St. em direção à Trinity Church. Não pudemos entrar dentro do templo pois estava acontecendo uma missa privada bem naquele momento, mas só a arquitetura externa já valeu a visita (e as fotos). Ao lado do Trinity Church está o John Hancock Building que é bem bonitão e impressionante com as suas paredes espelhadas. Em frente aos dois fica a Boston Public Library, que deixou a Mirian com água na boca, mas não pudemos entrar porque ela estava fechada por conta do feriadão.

Depois dali demos uma passada básica na Apple Store do Boylston St., e no Prudential Center que tem o edifício mais alto de Boston. Passando estes chegamos na reflecting pool da Igreja de Jesus, Cientista, e eu tenho que confessar que essa igreja chama muito a atenção pelo tamanho, beleza e mistério que envolve esse nome tão peculiar. Seria essa a famosa igreja da cientologia? Era o que eu achava, e por isso fomos fazer um tour dentro do templo, mas acabamos descobrindo que esta igreja não tem nada a ver com aquela famosa, e que eles são protestantes e acreditam na cura através da oração, e da oração somente. Achei muito interessante (apesar de não concordar com o posto de vista deles, da maneira que eles apresentam a coisa) e fiquei deslumbrado com o tamanho da estrutura que eles possuem. Pena que não se pode tirar fotos dentro do templo, mas ele por fora pode ser visto nesta foto ao lado.

Terminamos o nosso passeio indo até o Fenway Park, que é a casa dos Red Sox, o time de baseball de Boston. Eu, inocente que só eu, achei que conseguiria comprar tickets para o jogo que estava acontecendo na mesma hora, mas acabei descobrindo que as entradas para esses jogos são tão difíceis de se encontrar como para um jogo de basquete, futebol americano ou hockey aqui na América do Norte. Saímos dali desapontados (ah... nem tanto assim, vai) e ainda fomos abordados nos arredores dos estádio por cambistas querendo vender entradas, mas como não tínhamos NENHUM dólar americano nos bolsos, deixamos pra lá.

Preciso dizer que depois de tudo isto eu estava só o pó da rabiola? Não né? Pois muito bem. Fomos pro hotel, almoçamos e ficamos no quarto relaxando, com o senso de dever cumprido. Boston foi muito legalzinha e merece um retorno, em um futuro não muito distante. O dia seguinte seria de viagem de volta e compras, então tínhamos que estar preparados para a pegada.

(continua...)

domingo, 12 de setembro de 2010 - por Mirian

Tirando os sisos em Montreal

Ai que dor!!! Nunca mais vou ao dentista na minha vida!!! Quer dizer, pelo menos até o trauma passar!

Tudo começou quando descobri, ainda no Brasil, que dois dos meus dentes do siso estavam na posição errada. Até aí, normal, muita gente tem esse problema. Eu queria resolver tudo antes do casamento e antes de vir pra Montreal, mas os dentistas foram bem pessimistas e eu desisti de pensar no assunto por um tempo. Uma tentou um tratamento alternativo pra arrumar o dente, não deu certo! Mais senti dor à toa do que qualquer outra coisa! Outro disse que eu tinha que assinar um termo de responsabilidade pelos riscos corridos durante a cirurgia, que medo! Um terceiro disse que só faria a cirurgia num hospital pois haveria a chance de eu ir parar na UTI! Detalhe que esse hospital tinha que ser Einstein, São Luís, ou algo do gênero, simplesmente além do meu alcance. Com certeza nem o convênio médico e nem o convênio dentário cobririam a brincadeira, então, deixei tudo pra lá.

Um dos dentes começou a me incomodar, nada muito terrível, mas resolvi verificar a situação. Fui ao Dr. Morris Gourgi, indicação de uma aluna minha. Ele me explicou tudo direitinho, os riscos, as possibilidades, foi honesto e demonstrou mais competência e responsabilidade do que os outros que eu tinha visto no Brasil. Acabei o indicando também pra minha irmã e ela também gostou. Uns meses se passaram e resolvi finalmente fazer a tal da cirurgia.

Voltei ao consultório dele e tirei três dos sisos pois um deles está realmente perigoso de mexer, melhor deixá-lo quietinho. Confesso que pensando melhor agora, eu tiraria somente o que estava me incomodando. Os dentistas argumentam que se o dente não serve para mastigar deve ser eliminado, mas olha, a dor não vale nada a pena, viu?

Na minha cabeça fantasiosa, ele ia pingar alguma formulinha mágica pra amolecer o dente e ele ia sair fácil como o de uma criança. Ledo engano. Ele fez tanta, mas tanta força que eu quase saí correndo de desespero! Levei até bronca dele! Além disso, disse que meus dentes eram imensos e eu entendi que isso tornou tudo mais difícil, vai saber.

Bom, o que importa é que eu sobrevivi e estou à base de líquidos até a vida melhorar. Sopinhas, iogurtes, sorvetes e docinhos, até que não está tão ruim!

Boa sorte para a próxima vítima!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010 - por Thiago

Trip pra Boston - Dia 1

Muito bem. Depois de um dia de viagem e descanso, saímos cedo para a nossa aventura pela cidade, e já começamos tão bem que antes mesmo de chegar na estação do metrô já estávamos perdidos pelos bairros da cidade, mas eu prometo que não foi culpa minha... foi o Sr. Google que me apontou o número errado na rua certa. Enfim, depois de muito caminhar chegamos na estação e para a nossa surpresa o trem era uma coisinha simpática igual esta ao lado. Ficamos bem assustados, e mais ainda quando descobrimos que não existem máquinas de tickets em todas as estações e acabamos tendo que comprar o que o condutor do trenzinho conseguia nos arrumar.

Chegando no centro de Boston, começamos a programação do dia, que seria basicamente a Freedom Trail, que nada mais é que um guia turístico encravado nas ruas da cidade. Como vocês notaram na fotinho, esses trilhos vermelhos vão te mostrando o caminho por onde ir, e enquanto andamos, vamos descobrindo os pontos históricos que fizeram parte da história da independência americana. Passamos por igrejas, cemitérios (afff... terrível...), museus e outros lugares históricos bem bonitos de se ver. Os vídeos abaixo mostram um pouco da coisa toda.


O final da Freedom Trail é na Constitution Plaze, lugar onde está localizado o USS Constitution, que foi o primeiro navio de guerra americano. Os caras sabem como colocar o circo pra pegar fogo fazer guerra e para eles é um orgulho possuir tantos monumentos relacionados a isso. É importante mencionar aqui que nunca visitei NENHUMA cidade americana que não tivesse consideráveis monumentos à guerra e à seus soldados (e modéstia à parte, eu já estou até que bem viajado pelo menos pela costa leste dos Estados Unidos). Nada mais justo para um país que vive tanto essa realidade, mas acho que isso vai ser tema de uma post separado, quem sabe um dia.

Para terminar nosso passeio, fomos visitar a Harvard University, que pelo o que dizem as más línguas, é a maior (do verbo "melhor") universidade do mundo. É engraçado como a gente fantasia coisas durante a nossa vida, e eu sempre achei que quando eu entrasse nesse lugar eu ia sentir algum calafrio mágico pela quantidade de conhecimento pairando pelo ar. Das duas, uma: ou eu estou ficando muito burrão mesmo (MBA? Oi?) ou é verdade que estar ali não foi tudo isso pra mim, a não ser pela beleza e simplicidade do lugar, que para mim realmente caracterizam uma instituição de ensino séria. A minha esposinha, contudo, amou o lugar e queria ficar tirando foto de cada cantinho. Turistas, bah!

Depois de tanto andar, eu só pensava em ir para o hotel descansar as minhas velhas pernas, pois eu sabia que no dia seguinte teríamos mais um tantão para caminhar.

(continua...)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010 - por Thiago

Trip pra Boston - Dia 0


Ver o mapa em versão maior

Nem é tanta coisa assim pra comentar nesta nossa última viagem de férias para Boston, mas mesmo assim resolvi começar pelo dia 0, que é o que tem menos fotos (para falar a verdade, nenhuma foto hehehe) mas pelo menos tem esse mapa bonitão aí em cima para vocês terem uma idéia de como foi a nossa rota.

Saímos de Montreal na sexta-feira bem cedinho, pois tirei o dia de folga (yes! Eu amo Montreal!!). No meio da viagem paramos em Manchester, New Hampshire, para almoçarmos, e adivinhem qual foi o local escolhido? Quem respondeu Olive Garden, acertou!! Eita comidinha boa e farta, viu? Merece muito.

Depois de devidamente alimentados (nós e o Derby), fomos direto para o nosso destino, que era nosso hotel em Boston, ou melhor, Newton, uma cidade bem perto do fervo, na grande Boston. O hotel fica em cima da rodovia, como vocês podem ver nesta foto ao lado, então vocês já conseguiram imaginar a emoção que era ficar ouvindo o trânsito e o metrô em baixo de nossos pés durante todo o tempo. Muito louco né?

O furacão Earl estava passando pela costa Massachusetts neste mesmo dia, trazendo muito vento e chuva, então por conta disso nem saímos do hotel. Mas foi até melhor assim, pois o dia seguinte pediu muito de nossas pernas.

(continua...)

domingo, 29 de agosto de 2010 - por Mirian

Volta às aulas

Depois de receber uma ameaça de ter meu nome excluído do blog após mais de seis meses de ausência, resolvi garantir meu lugarzinho e explicar porque sumi.

Pois é, quem vê pensa que eu nem sofri pra terminar meu bacharelado, mas cá estou, voltando aos estudos depois de um ano e quatro meses de folga. Nesta semana começo meu mestrado em Ensino de Segunda Língua na McGill. Se eu desaparecer novamente, não se assustem, estarei bem ocupada estudando e envolvida em burocracias acadêmicas que vocês já conhecem.

Além da preparação para o projeto mestrado, o verão foi bem intenso, não apenas com a visita do amigo Fabrício e da sogrinha Bel, mas também da mamãe - Teresinha, e do papai - Ademir.

Minha mãe ficou mais ou menos um mês por aqui e foi compartilhada pela irmã Natália. Fizemos muitos passeios, não tivemos dó nenhuma, mesmo quando ela queria ficar descansando, nós insistimos em ir pra rua bater perna. Minha irmã então...fez a pobrezinha andar de bicicleta até ficar exausta! Além de Montreal e região, ela também se divertiu por uma semana em Nova Iorque. Acho que vai querer ficar um bom tempo sem viajar!

Ela já conhecia nossa cidade, mas fez tudo de novo por aqui e foi pro mato também: Mont-Tremblant, Îles-de-Boucherville, Oka, Îles-aux-Hérons, Arboretum Morgan. Fico impressionada com tanta coisa bonita que tem pra ver tão pertinho da gente!

Meu pai ficou apenas uma semana, mas imagine a diversão: sogra, mãe e pai juntos! Pareciam três adolescentes aprontando por aí. Ele também já tinha vindo várias vezes, mas também não foi poupado. Dá-lhe andar à pé e de bicicleta, sem piedade!

Aí está ele, todo faceiro no Palais de Congrès. Viu uma noiva tirando foto perto do teto espelhado e não quis ficar pra trás! Está com uma cara meio brava pois tinha visto o Brasil ser eliminado da Copa pela manhã, tadinho!

O verão não foi só férias, o que me deixou mais cansada foi meu super emprego temporário no Cirque du Soleil. Aqui vai uma foto minha trabalhando:

Quem me dera! Na verdade eu era préposée à la vente de produits alimentaires, chique, né? Mas na verdade eu vendia comidas e bebidas super saudáveis a um precinho bem camarada, como vocês devem imaginar!

Não estou com essa bola toda pra ser circense, mas se você quiser ver um artista brasileiro (o único) no espetáculo Totem, prestigie o simpático catarinense Fábio (não sei seu sobrenome) e os demais, com essa fantasia aí no primeiro número do show, que é maravilhoso, pelo menos pra mim, que não vi muitos outros.

A notícia mais quentinha é que minha irmã Natália, única família que eu tinha aqui em Montreal, se foi pra Europa por dois anos, também para fazer um mestrado! Estou triste e feliz, né? Espero que ela aproveite muito, que eu possa ir visitá-la e que ela volte logo! Até chorei de emoção, faz parte! Já me acostumei a ter a família espalhada por aí!

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