Sabe quando aquele passeio que você está querendo fazer faz tempo teima em acontecer e aquilo fica na sua cabeça, te martelando? Pois é! Eu estava com essa bendita vontade de ir patinar em Ottawa desde que imigrei para o Canadá. Ano passado marquei com os jovens de nossa igreja pra gente ir pra lá, mas bem no dia fez um calor inesperado que derreteu todo o gelo, e colocou gelo em nossas espectativas. Um horror.
Bom, este ano a coisa foi diferente! Nos preparamos com antecedência para não termos as mesmas supresas do ano passado e lá fomos nós rumo a Ottawa, patinar na maior pista de patinação no gelo do mundo, o Canal Rideau, e nisso você pode contar tanto pistas indoors quanto outdoors, já que são 7.8 KILÔMETROS de gelo pra todo mundo se esbaldar de patinar.
Chegamos por volta das 10 horas da manhã e já fomos colocando nossos patins ali no gelo mesmo, pois não achamos um chalet para realizar essa tarefa. Descobri que tinha um chalet alguns metros pra frente, e aí bora levar todo mundo pra lá! No chalet não tinha armários pra guardar as botas, mas isso não foi um problema pois todo mundo deixa a bota embaixo do banco enquanto está patinando pra cima e pra baixo. O extinto de imigrante diz que as botas não vão estar lá quando voltarmos, mas adivinha: elas estão sim :)
A pista é imensa mesmo e demoramos um tempão para percorrê-la toda, afinal tínhamos duas questões principais: 1) nem todo mundo patinava na mesma velocidade, o que nos fazia perder algum tempo tentando reunir todo mundo e 2) ao longo da pista existem muitas atrações, kiosques de alimentação, banquinhos para descançar e coisas do tipo, então em quase todas essas paradas o pessoal parava mesmo para descançar e bater um papinho, mas é claro que ficar parado naquele frio todo não ajudava muito, então logo o pessoal voltava a patinar.
Lá pelas tantas, eu estava com medo de deixar o pessoal muito cansado e propus que chegássemos até o Km 4.0 e de lá voltássemos. O pessoal até concordou em chegar lá, mas não concordou em voltar de lá. Fomos alcançando o Km 5.0, Km 6.0 e finalmente quatro de nós conseguimos chegar ao ponto final da pista. Ufa! Agora só faltava o retorno de mais um montão de quilômetros até nossas botas!! Hehehehe!!
Depois de retornados ainda passamos na casa de nosso pastor Luis Vicuña para tomar um chocolate quente com bolo e biscoitos. Quer jeito melhor de terminar um dia desses do que com chocolate quente, bolo e biscoitos? Tava tão bom que deu até uma moleza, mas é claro que eu tinha que reservar alguma energia para viagem de volta.
Balanço final: passeio sensacional que merece repeteco ano que vem. Gostaria de agradecer a todos os guerreiros que estiveram lá com a gente e dizer que quem não foi, perdeu. Ano que vem tem mais... quem viver verá!
Salut!
UPDATE: O Sandro também postou sobre o nosso passeio no blog dele. Dá uma olhada.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 - por Thiago
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 - por Thiago
Havana - Cuba - Parte 3 (final)
Durante a nossa semana de férias capitalistas em um hotel de luxo no Caribe (quem vê, pensa), tiramos um tempo considerável para conhecer o tão falado comunismo cubano, sua gente, sua filosofia e seu modo de vida geral. Pessoalmente, não posso dizer que virei um expert em sociologia cubana e muito menos um expert em comunismo aplicado, mas pelo menos pudemos ter uma percepção geral de como os cubanos vivem a vida, e também de como encaram essa realidade.
Para isso, fizemos amizade com muitos cubanos que trabalham no hotel, e isso nos rendeu um passeio para Havana, a capital do país, com um guia particular. Não posso mencionar o nome dele e nem colocar uma foto dele aqui, já que o que ele fez é tecnicamente ILEGAL, pois em Cuba só o governo (na figura do exército cubano, que controla a rede turística) pode fazer passeios guiados pelo país, e os cubanos não podem, a rigor, nem sequer serem pegos andando ou abordando turistas estrangeiros. Muito bem, pegamos nossas coisas e fomos para nossa excursão.
Passear em Havana é como voltar aos anos 50, com a diferença que nada foi mexido muito por lá desde aquela época. O resultado é que o estilo colonial está ali, claro e de fácil identificação, mas totalmente deteriorado pelo tempo e falta de recursos. O povo todo vive em uma condição mais ou menos parecida, pagando na maioria das vezes aluguel para o governo que detém todos os edifícios do país. Alguns possuem casas, mas é pouco comparado com o total da população.
Nosso guia nos levou para dentro dessa realidade, e passamos o dia andando por vilarejos e ruelas onde normalmente só os cubanos possuem acesso. Pessoalmente achei a experiência fantástica, mas não posso negar que meus instintos paulistanos ficaram apitando tão forte dentro de mim que só consegui aproveitar realmente do passeio quando já tínhamos passado da metade. Fizemos o passeio no domingo, então as ruas estavam quase todas cheias de gente indo de lá pra cá, batendo papo ou jogando dominó com os amigos e outras coisas que qualquer pessoa normal faz aos domingos.
No final do passeio passamos pela parte da cidade "para inglês ver", e lá tudo é muito mais bonito e organizado. Nesta altura já nem tinha graça passar por lá e ver que aquilo não era nem um pouco o reflexo da vida da população, mas como precisávamos fazer o percurso, aproveitamos para tirar fotos das igrejas e edifícios antigos que encontramos. Importante mencionar que entre cada atividade, sempre achávamos alguém precisando/pedindo/solicitando uma gorjeta, e tenho que confessar que isso acabou nos chateando no final do passeio, quando o dinheiro havia acabado.
No final do dia retornamos cansados mas felizes ao hotel, onde passamos o restante de nossa estadia antes de voltarmos para o frio canadense. Espero que possamos retornar ao Caribe logo, quer seja no comunismo cubano ou no capitalismo do resto dos países que ali se encontram.
Salut!
Para isso, fizemos amizade com muitos cubanos que trabalham no hotel, e isso nos rendeu um passeio para Havana, a capital do país, com um guia particular. Não posso mencionar o nome dele e nem colocar uma foto dele aqui, já que o que ele fez é tecnicamente ILEGAL, pois em Cuba só o governo (na figura do exército cubano, que controla a rede turística) pode fazer passeios guiados pelo país, e os cubanos não podem, a rigor, nem sequer serem pegos andando ou abordando turistas estrangeiros. Muito bem, pegamos nossas coisas e fomos para nossa excursão.
Passear em Havana é como voltar aos anos 50, com a diferença que nada foi mexido muito por lá desde aquela época. O resultado é que o estilo colonial está ali, claro e de fácil identificação, mas totalmente deteriorado pelo tempo e falta de recursos. O povo todo vive em uma condição mais ou menos parecida, pagando na maioria das vezes aluguel para o governo que detém todos os edifícios do país. Alguns possuem casas, mas é pouco comparado com o total da população.
Nosso guia nos levou para dentro dessa realidade, e passamos o dia andando por vilarejos e ruelas onde normalmente só os cubanos possuem acesso. Pessoalmente achei a experiência fantástica, mas não posso negar que meus instintos paulistanos ficaram apitando tão forte dentro de mim que só consegui aproveitar realmente do passeio quando já tínhamos passado da metade. Fizemos o passeio no domingo, então as ruas estavam quase todas cheias de gente indo de lá pra cá, batendo papo ou jogando dominó com os amigos e outras coisas que qualquer pessoa normal faz aos domingos.
No final do passeio passamos pela parte da cidade "para inglês ver", e lá tudo é muito mais bonito e organizado. Nesta altura já nem tinha graça passar por lá e ver que aquilo não era nem um pouco o reflexo da vida da população, mas como precisávamos fazer o percurso, aproveitamos para tirar fotos das igrejas e edifícios antigos que encontramos. Importante mencionar que entre cada atividade, sempre achávamos alguém precisando/pedindo/solicitando uma gorjeta, e tenho que confessar que isso acabou nos chateando no final do passeio, quando o dinheiro havia acabado.
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| Havana histórica. Bonita, de fato. |
Salut!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 - por Thiago
Varadero - Cuba - Parte 2
Vamos ao que interessa? Todo mundo sabe que, quando se compra uma viagem para as ilhas do Caribe, o que se tem em mente, além da comida e do descanso é PRAIA. Com direito a muito SOL e muito CALOR! Eu coloquei todas as palavras-chave em letras maiúsculas por um simples motivo: em Cuba, todos estes termos foram utilizados em seu nível máximo de aproveitamento.
A praia é cristalina como nunca havia visto igual. Tudo bem que já ouvi dizer de praias lindíssimas no nordeste brasileiro, mas como nunca fui continuo com minha afirmação "Nunca vi água tão cristalina na minha vida". Mesmo estando a mais de cem metros da praia e a alguns tantos metros de profundidade, ainda é possível ver o fundo. Eu fiquei de boca aberta.
A areia é branquinha, e o Rafa me falou que isso é um ponto fortíssimo para o nível de qualidade da praia. Eu não sou entendido dessas coisas, mas tenho que confessar a areia branquinha é bem bonitona mesmo. No hotel em que ficamos, a faixa de areia é bem estreita (cerca de uns 50 metros somente) para o padrões brasileiros, mas para a quantidade de gente na praia, está mais que suficiente.
O calor estava espetacular! Com exceção da segunda-feira, tivemos Sol forte durante todos os dias, com uma média de pico de 30ºC fácil, fácil. No primeiro dia, oengraçadinho espertão turista aqui esqueceu-se negligenciou o protetor solar e não deu outra: fiquei todo vermelho no dia seguinte, tendo que passar o dia de camiseta e tudo. Mas no restante dos dias, com a lição devidamente aprendida, pudemos aproveitar bastante e eu até fiquei com aquela cor-do-pecado. Dona Mirian, por outro lado, esqueceu do protetor no último dia e ficou toda vermelha e inxada. Ai ai ai viu...
(continua...)
A praia é cristalina como nunca havia visto igual. Tudo bem que já ouvi dizer de praias lindíssimas no nordeste brasileiro, mas como nunca fui continuo com minha afirmação "Nunca vi água tão cristalina na minha vida". Mesmo estando a mais de cem metros da praia e a alguns tantos metros de profundidade, ainda é possível ver o fundo. Eu fiquei de boca aberta.
A areia é branquinha, e o Rafa me falou que isso é um ponto fortíssimo para o nível de qualidade da praia. Eu não sou entendido dessas coisas, mas tenho que confessar a areia branquinha é bem bonitona mesmo. No hotel em que ficamos, a faixa de areia é bem estreita (cerca de uns 50 metros somente) para o padrões brasileiros, mas para a quantidade de gente na praia, está mais que suficiente.
O calor estava espetacular! Com exceção da segunda-feira, tivemos Sol forte durante todos os dias, com uma média de pico de 30ºC fácil, fácil. No primeiro dia, o
(continua...)
domingo, 26 de dezembro de 2010 - por Thiago
Varadero - Cuba - Parte 1
| Rafa, Pat e o presente do Johnny |
| Carraiada velha, mas elegante |
A viagem começou na manhã de um dia frio aqui em Montreal rumo ao calor de Varadero - Cuba. No aeroporto, os monitores registravam 7ºC em Varadero pela manhã, o que nos deixou um pouco preocupados, mas de maneira nenhuma desanimados. E qual não foi a nossa surpresa quando chegamos em Cuba!! O Sol estava bem quente e gostoso!! Vambora aproveitar!! Outra coisa que nos chamou muito a atenção foi a idade média dos carros no país. A grande maioria dos carros foi construída nos anos 1950, mas esses detalhes serão abordados em breve.
| Nem tava legal viu? |
| Vida boa... |
Esses frutos, junto com a experiência da praia cubana, fica para as próximas partes ok?
(continua...)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 - por Thiago
A neve cai e o bicho pega...
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| Começo... pouquinho né? |
A primeira neve do ano é algo muito importante para Montreal, pois é aí que começam as operações milionárias de limpeza de neve. O problema é que nessa primeira ninguém bota uma fé e depois que ela cai forte a cidade toda fica com vários e vários centímetros de neve para serem limpados, e enquanto isso o trânsito chega ao caos... quer dizer... caos aqui é algo perto de 10% do que temos em São Paulo a cada dia.
Mas como desgraça pouca é bobagem, na primeira nevasca do ano eu nem sequer sabia que ia cair neve, e saí de casa
E deu no que deu: o vídeo fala por si só (e tenham paciência porque ele tem uns 7 minutos, mas é bem legalzinho):
Vamos esperar que este
Salut!
ps- Boas referências do que foi essa nevasca no blog do Sandro e do Flávio.
domingo, 28 de novembro de 2010 - por Thiago
Uma gralha no meio do nada.
Seguindo a maratona de programações iniciadas pelos bravos guerreiros de minha comunidade, semana que vem teremos mais um momento épico.
Eu sei que você não deve estar entendendo muito o que está acontencedo, mas esse é só um motivo a mais para você vir prestigiar esse evento humorístico preparado com tanto carinho especialmente para você!
Nos vemos lá! Salut!
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| Coisa louca né? |
Nos vemos lá! Salut!
terça-feira, 2 de novembro de 2010 - por Thiago
Programação dos amigos
Uma das coisas que mais pesa no coração de um imigrante é a saudade da terrinha querida. E para você que sente um pouco desse aperto no peito quando lembra do nosso país varonil, essa é a sua chance de matar um pouco dessa saudade.

Eu sei que a letra está um pouco pequena, então vou transcrever o texto:

Eu sei que a letra está um pouco pequena, então vou transcrever o texto:
Saudade do Cristo?Você não pode perder! Até lá!
Saudade da terrinha?
Saudade dos amigos?
Você está convidado para um programa especial da mais nova comunidade brasileira de Montreal.
Uma oportunidade de matar um pouco dessa saudade e fazer novos amigos.
Onde? Av. Papineau 6980 (a 200 metros do metrô Fabre)
Quando? 6 de novembro das 10:30h às 12:00h.
Almoço gratuito à partir do meio-dia.
Jovens adventistas do sétimo dia.
iasdmontreal.blogspot.com
quarta-feira, 27 de outubro de 2010 - por Thiago
Patinação de velocidade
O saldo final foi de 3 ouros, 1 prata e dois bronzes, num total de 5 modalidades. É mole ou quer mais? Eu posso até ser chamado de richento e tudo o mais, mas o mais legal disso tudo ainda foi ver que na maioria das categorias, a nossa equipe ganhou em cima dos americanos. Ahhh... é de lavar a alma!!
Salut!
domingo, 3 de outubro de 2010 - por Thiago
Eleições por aqui
- Mas só pra presidente, Thiago? E as eleições para deputados, senadores e governadores?
Calma que eu explico. Todos os eleitores domiciliados no exterior e que já transferiram o seu título para os respectivos consulados brasileiros ao redor do mundo votam somente para presidente, e se você parar pra pensar isso é bem lógico pois nós, brasileiros expatriados, não temos mais nenhum vínculo legal/oficial com nenhum estado brasileiro, e todas as outras vagas são ligadas a estados.
(Agora que já fomos todos apresentados para a realidade dos imigrantes, deixem-me continuar com meu post, por favor. Obrigado. Humpf!)
Muito bem, cheguei bem cedo ao local das eleições aqui em Montreal, que é no andar térreo do consulado brasileiro. Eu achei que ia ser aquela muvuca, mas até que tudo estava bem organizado. Como vocês já perceberam,
Peguei meu novo título na hora, pois o pessoal estava fazendo uma força-tarefa para entregar todos os títulos ainda não retirados, e logo após me encaminhei para a minha seção, que não tinha ninguém àquela hora da manhã. Votei e voltei para casa rapidinho, não levando mais que uma hora e meio desde a hora que saí de casa até a hora que voltei (e lá se vão 15 estações de metrô). Não sei se esse movimento vai aumentar durante o dia, então nos resta esperar pelos relatos dos outros blogueiros brasileiros de Montreal. A última vez que tinha votado foi lá em 2006, e depois disso perdi as votações municipais de 2008, então me senti bem votando novamente.
Mas como nada é perfeito, eu cometi um erro grave hoje. Eu já fui mesário durante algumas eleições, e a parte mais legal era receber quitutes levados pelo eleitores par alegrar o nosso dia. Quando eu deixei de ser mesário, me prometi sempre levar quitutes para o pessoal que passa o dia trabalhando pra gente, e consegui cumprir muito bem com meu compromisso até hoje, quando esqueci de levar um presente pra galera trabalhando lá. Que lástima! Espero do fundo do meu coração não me esquecer da próxima vez.
Salut!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010 - por Thiago
Trip pra Boston - Dia 3 (final)
A viagem foi bem proveitosa, divertida e cansativa (como vocês podem constatar aqui, aqui e aqui) mas como em toda boa viagem, chega a hora de ir para casa, e foi isso que fizemos em nosso último dia de trip, logo pela manhã.
Mas quem estava achando que o trajeto seria direto para casa, estava muito enganado! Ainda tínhamos um dia inteiro pela frente e Montreal não é assim tão longe de Boston. O que fazer então durante o tempo livre? Hein? Hein?
Compras! É claro!
O estado de New Hampshire não cobra nem um centavo sequer de taxas para bem adquiridos por lá (só comida não entra nessa conta) então imaginem a beleza que é encontrar um outlet (que já é bem barato por natureza) e ainda por cima não pagar nada para o governo por isso? Fantástico! Achei esse Tanget Outlets, em uma cidadezinha que se chama Tilton, e foi pra lá que rumamos, mas antes disso ainda demos uma passada em uma outra cidadezinha chamada Nashua para fazer umas comprinhas na Barnes & Noble e na Best Buy. O outlet em si não é muito grande, mas isso chega a ser até bom para conter nossos ímpetos consumistas. Pegamos só algumas roupas, almoçamos e fomos embora.
O último trajeto precisava ser decidido. Eu estava em dúvida se voltávamos pela mesma rodovia que tínhamos ido e passávamos pela capital de Vermont, Montpellier, ou se fazíamos o caminho mais curto passando por New Hampshire mesmo. Por conta do trânsito que tínhamos visto no caminho até ali, nos decidimos pela segunda opção, e não é que ela foi espetacurlamente boa?
No meião do estado de New Hampshire existe um parque estadual que se chama Franconia Notch State Park, que é composto por montanhas bem grandes no melhor estilo filmes-americanos-no-meio-da-natureza. Nós não chegamos a parar o carro para entrar no parque, mas a estrada passa pelo meio dele, e as paisagens que vimos foram simplesmente espetaculares. Uma pequena noção do que foi a vista pode ser contemplada na foto ao lado. Maravilha né? Pois é, nós também achamos. A Mirian que gosta de passeios na natureza como esse já colocou o parque Franconia na nossa lista de próximos destinos, e eu, que não sou bobo nem nada aceitei de bate-pronto.
O resto do trajeto foi tranquilo (cadê o TREMA!!) se não contarmos os 60 minutos que passamos na fronteira tentando voltar ao Canadá e chegamos em casa cansados, mas felizes pela viagem.
Qual será nosso próximo destino? À suivre...
Salut!
Mas quem estava achando que o trajeto seria direto para casa, estava muito enganado! Ainda tínhamos um dia inteiro pela frente e Montreal não é assim tão longe de Boston. O que fazer então durante o tempo livre? Hein? Hein?
Compras! É claro!
O estado de New Hampshire não cobra nem um centavo sequer de taxas para bem adquiridos por lá (só comida não entra nessa conta) então imaginem a beleza que é encontrar um outlet (que já é bem barato por natureza) e ainda por cima não pagar nada para o governo por isso? Fantástico! Achei esse Tanget Outlets, em uma cidadezinha que se chama Tilton, e foi pra lá que rumamos, mas antes disso ainda demos uma passada em uma outra cidadezinha chamada Nashua para fazer umas comprinhas na Barnes & Noble e na Best Buy. O outlet em si não é muito grande, mas isso chega a ser até bom para conter nossos ímpetos consumistas. Pegamos só algumas roupas, almoçamos e fomos embora.
O último trajeto precisava ser decidido. Eu estava em dúvida se voltávamos pela mesma rodovia que tínhamos ido e passávamos pela capital de Vermont, Montpellier, ou se fazíamos o caminho mais curto passando por New Hampshire mesmo. Por conta do trânsito que tínhamos visto no caminho até ali, nos decidimos pela segunda opção, e não é que ela foi espetacurlamente boa?
O resto do trajeto foi tranquilo (cadê o TREMA!!) se não contarmos os 60 minutos que passamos na fronteira tentando voltar ao Canadá e chegamos em casa cansados, mas felizes pela viagem.
Qual será nosso próximo destino? À suivre...
Salut!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010 - por Thiago
Trip pra Boston - Dia 2
Preciso dizer que depois de tudo isto eu estava só o pó da rabiola? Não né? Pois muito bem. Fomos pro hotel, almoçamos e ficamos no quarto relaxando, com o senso de dever cumprido. Boston foi muito legalzinha e merece um retorno, em um futuro não muito distante. O dia seguinte seria de viagem de volta e compras, então tínhamos que estar preparados para a pegada.
(continua...)
domingo, 12 de setembro de 2010 - por Mirian
Tirando os sisos em Montreal
Ai que dor!!! Nunca mais vou ao dentista na minha vida!!! Quer dizer, pelo menos até o trauma passar!
Tudo começou quando descobri, ainda no Brasil, que dois dos meus dentes do siso estavam na posição errada. Até aí, normal, muita gente tem esse problema. Eu queria resolver tudo antes do casamento e antes de vir pra Montreal, mas os dentistas foram bem pessimistas e eu desisti de pensar no assunto por um tempo. Uma tentou um tratamento alternativo pra arrumar o dente, não deu certo! Mais senti dor à toa do que qualquer outra coisa! Outro disse que eu tinha que assinar um termo de responsabilidade pelos riscos corridos durante a cirurgia, que medo! Um terceiro disse que só faria a cirurgia num hospital pois haveria a chance de eu ir parar na UTI! Detalhe que esse hospital tinha que ser Einstein, São Luís, ou algo do gênero, simplesmente além do meu alcance. Com certeza nem o convênio médico e nem o convênio dentário cobririam a brincadeira, então, deixei tudo pra lá.
Um dos dentes começou a me incomodar, nada muito terrível, mas resolvi verificar a situação. Fui ao Dr. Morris Gourgi, indicação de uma aluna minha. Ele me explicou tudo direitinho, os riscos, as possibilidades, foi honesto e demonstrou mais competência e responsabilidade do que os outros que eu tinha visto no Brasil. Acabei o indicando também pra minha irmã e ela também gostou. Uns meses se passaram e resolvi finalmente fazer a tal da cirurgia.
Voltei ao consultório dele e tirei três dos sisos pois um deles está realmente perigoso de mexer, melhor deixá-lo quietinho. Confesso que pensando melhor agora, eu tiraria somente o que estava me incomodando. Os dentistas argumentam que se o dente não serve para mastigar deve ser eliminado, mas olha, a dor não vale nada a pena, viu?
Na minha cabeça fantasiosa, ele ia pingar alguma formulinha mágica pra amolecer o dente e ele ia sair fácil como o de uma criança. Ledo engano. Ele fez tanta, mas tanta força que eu quase saí correndo de desespero! Levei até bronca dele! Além disso, disse que meus dentes eram imensos e eu entendi que isso tornou tudo mais difícil, vai saber.
Bom, o que importa é que eu sobrevivi e estou à base de líquidos até a vida melhorar. Sopinhas, iogurtes, sorvetes e docinhos, até que não está tão ruim!
Boa sorte para a próxima vítima!
Tudo começou quando descobri, ainda no Brasil, que dois dos meus dentes do siso estavam na posição errada. Até aí, normal, muita gente tem esse problema. Eu queria resolver tudo antes do casamento e antes de vir pra Montreal, mas os dentistas foram bem pessimistas e eu desisti de pensar no assunto por um tempo. Uma tentou um tratamento alternativo pra arrumar o dente, não deu certo! Mais senti dor à toa do que qualquer outra coisa! Outro disse que eu tinha que assinar um termo de responsabilidade pelos riscos corridos durante a cirurgia, que medo! Um terceiro disse que só faria a cirurgia num hospital pois haveria a chance de eu ir parar na UTI! Detalhe que esse hospital tinha que ser Einstein, São Luís, ou algo do gênero, simplesmente além do meu alcance. Com certeza nem o convênio médico e nem o convênio dentário cobririam a brincadeira, então, deixei tudo pra lá.
Um dos dentes começou a me incomodar, nada muito terrível, mas resolvi verificar a situação. Fui ao Dr. Morris Gourgi, indicação de uma aluna minha. Ele me explicou tudo direitinho, os riscos, as possibilidades, foi honesto e demonstrou mais competência e responsabilidade do que os outros que eu tinha visto no Brasil. Acabei o indicando também pra minha irmã e ela também gostou. Uns meses se passaram e resolvi finalmente fazer a tal da cirurgia.Voltei ao consultório dele e tirei três dos sisos pois um deles está realmente perigoso de mexer, melhor deixá-lo quietinho. Confesso que pensando melhor agora, eu tiraria somente o que estava me incomodando. Os dentistas argumentam que se o dente não serve para mastigar deve ser eliminado, mas olha, a dor não vale nada a pena, viu?
Na minha cabeça fantasiosa, ele ia pingar alguma formulinha mágica pra amolecer o dente e ele ia sair fácil como o de uma criança. Ledo engano. Ele fez tanta, mas tanta força que eu quase saí correndo de desespero! Levei até bronca dele! Além disso, disse que meus dentes eram imensos e eu entendi que isso tornou tudo mais difícil, vai saber.
Bom, o que importa é que eu sobrevivi e estou à base de líquidos até a vida melhorar. Sopinhas, iogurtes, sorvetes e docinhos, até que não está tão ruim!
Boa sorte para a próxima vítima!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010 - por Thiago
Trip pra Boston - Dia 1
Muito bem. Depois de um dia de viagem e descanso, saímos cedo para a nossa aventura pela cidade, e já começamos tão bem que antes mesmo de chegar na estação do metrô já estávamos perdidos pelos bairros da cidade, mas eu prometo que não foi culpa minha... foi o Sr. Google que me apontou o número errado na rua certa. Enfim, depois de muito caminhar chegamos na estação e para a nossa surpresa o trem era uma coisinha simpática igual esta ao lado. Ficamos bem assustados, e mais ainda quando descobrimos que não existem máquinas de tickets em todas as estações e acabamos tendo que comprar o que o condutor do trenzinho conseguia nos arrumar.Depois de tanto andar, eu só pensava em ir para o hotel descansar as minhas velhas pernas, pois eu sabia que no dia seguinte teríamos mais um tantão para caminhar.
(continua...)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010 - por Thiago
Trip pra Boston - Dia 0
Ver o mapa em versão maior
Nem é tanta coisa assim pra comentar nesta nossa última viagem de férias para Boston, mas mesmo assim resolvi começar pelo dia 0, que é o que tem menos fotos (para falar a verdade, nenhuma foto hehehe) mas pelo menos tem esse mapa bonitão aí em cima para vocês terem uma idéia de como foi a nossa rota.
Saímos de Montreal na sexta-feira bem cedinho, pois tirei o dia de folga (yes! Eu amo Montreal!!). No meio da viagem paramos em Manchester, New Hampshire, para almoçarmos, e adivinhem qual foi o local escolhido? Quem respondeu Olive Garden, acertou!! Eita comidinha boa e farta, viu? Merece muito.
Depois de devidamente alimentados (nós e o Derby), fomos direto para o nosso destino, que era nosso hotel em Boston, ou melhor, Newton, uma cidade bem perto do fervo, na grande Boston. O hotel fica em cima da rodovia, como vocês podem ver nesta foto ao lado, então vocês já conseguiram imaginar a emoção que era ficar ouvindo o trânsito e o metrô em baixo de nossos pés durante todo o tempo. Muito louco né?O furacão Earl estava passando pela costa Massachusetts neste mesmo dia, trazendo muito vento e chuva, então por conta disso nem saímos do hotel. Mas foi até melhor assim, pois o dia seguinte pediu muito de nossas pernas.
(continua...)
domingo, 29 de agosto de 2010 - por Mirian
Volta às aulas
Depois de receber uma ameaça de ter meu nome excluído do blog após mais de seis meses de ausência, resolvi garantir meu lugarzinho e explicar porque sumi.
Pois é, quem vê pensa que eu nem sofri pra terminar meu bacharelado, mas cá estou, voltando aos estudos depois de um ano e quatro meses de folga. Nesta semana começo meu mestrado em Ensino de Segunda Língua na McGill. Se eu desaparecer novamente, não se assustem, estarei bem ocupada estudando e envolvida em burocracias acadêmicas que vocês já conhecem.
Além da preparação para o projeto mestrado, o verão foi bem intenso, não apenas com a visita do amigo Fabrício e da sogrinha Bel, mas também da mamãe - Teresinha, e do papai - Ademir.
Minha mãe ficou mais ou menos um mês por aqui e foi compartilhada pela irmã Natália. Fizemos muitos passeios, não tivemos dó nenhuma, mesmo quando ela queria ficar descansando, nós insistimos em ir pra rua bater perna. Minha irmã então...fez a pobrezinha andar de bicicleta até ficar exausta! Além de Montreal e região, ela também se divertiu por uma semana em Nova Iorque. Acho que vai querer ficar um bom tempo sem viajar!
Ela já conhecia nossa cidade, mas fez tudo de novo por aqui e foi pro mato também: Mont-Tremblant, Îles-de-Boucherville, Oka, Îles-aux-Hérons, Arboretum Morgan. Fico impressionada com tanta coisa bonita que tem pra ver tão pertinho da gente!
Meu pai ficou apenas uma semana, mas imagine a diversão: sogra, mãe e pai juntos! Pareciam três adolescentes aprontando por aí. Ele também já tinha vindo várias vezes, mas também não foi poupado. Dá-lhe andar à pé e de bicicleta, sem piedade!
Aí está ele, todo faceiro no Palais de Congrès. Viu uma noiva tirando foto perto do teto espelhado e não quis ficar pra trás! Está com uma cara meio brava pois tinha visto o Brasil ser eliminado da Copa pela manhã, tadinho!
O verão não foi só férias, o que me deixou mais cansada foi meu super emprego temporário no Cirque du Soleil. Aqui vai uma foto minha trabalhando:
Quem me dera! Na verdade eu era préposée à la vente de produits alimentaires, chique, né? Mas na verdade eu vendia comidas e bebidas super saudáveis a um precinho bem camarada, como vocês devem imaginar!
Não estou com essa bola toda pra ser circense, mas se você quiser ver um artista brasileiro (o único) no espetáculo Totem, prestigie o simpático catarinense Fábio (não sei seu sobrenome) e os demais, com essa fantasia aí no primeiro número do show, que é maravilhoso, pelo menos pra mim, que não vi muitos outros.
A notícia mais quentinha é que minha irmã Natália, única família que eu tinha aqui em Montreal, se foi pra Europa por dois anos, também para fazer um mestrado! Estou triste e feliz, né? Espero que ela aproveite muito, que eu possa ir visitá-la e que ela volte logo! Até chorei de emoção, faz parte! Já me acostumei a ter a família espalhada por aí!
Pois é, quem vê pensa que eu nem sofri pra terminar meu bacharelado, mas cá estou, voltando aos estudos depois de um ano e quatro meses de folga. Nesta semana começo meu mestrado em Ensino de Segunda Língua na McGill. Se eu desaparecer novamente, não se assustem, estarei bem ocupada estudando e envolvida em burocracias acadêmicas que vocês já conhecem.
Além da preparação para o projeto mestrado, o verão foi bem intenso, não apenas com a visita do amigo Fabrício e da sogrinha Bel, mas também da mamãe - Teresinha, e do papai - Ademir.
Meu pai ficou apenas uma semana, mas imagine a diversão: sogra, mãe e pai juntos! Pareciam três adolescentes aprontando por aí. Ele também já tinha vindo várias vezes, mas também não foi poupado. Dá-lhe andar à pé e de bicicleta, sem piedade!
O verão não foi só férias, o que me deixou mais cansada foi meu super emprego temporário no Cirque du Soleil. Aqui vai uma foto minha trabalhando:
Quem me dera! Na verdade eu era préposée à la vente de produits alimentaires, chique, né? Mas na verdade eu vendia comidas e bebidas super saudáveis a um precinho bem camarada, como vocês devem imaginar!Não estou com essa bola toda pra ser circense, mas se você quiser ver um artista brasileiro (o único) no espetáculo Totem, prestigie o simpático catarinense Fábio (não sei seu sobrenome) e os demais, com essa fantasia aí no primeiro número do show, que é maravilhoso, pelo menos pra mim, que não vi muitos outros.
A notícia mais quentinha é que minha irmã Natália, única família que eu tinha aqui em Montreal, se foi pra Europa por dois anos, também para fazer um mestrado! Estou triste e feliz, né? Espero que ela aproveite muito, que eu possa ir visitá-la e que ela volte logo! Até chorei de emoção, faz parte! Já me acostumei a ter a família espalhada por aí!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010 - por Thiago
Brasil em uma semana
Da última vez tinha ficado só dois dias e meio, mas agora dei uma turbinada nas minhas férias brasileiras e fiquei por lá uma semana. Na verdade, a dinâmica das duas estadias foi praticamente a mesma - fiquei muito mais concentrado em PESSOAS do que em COISAS, e eu, pessoalmente, acredito que isso seja o melhor, pois é só no Brasil que eu vejo as pessoas que fizeram de mim aquilo que sou hoje, e para mim é uma honra e uma benção dedicar tempo para estar com elas, mesmo que este tempo seja escasso.(Fim do desabafo, vamos voltar ao assunto do post propriamente dito)
Saí de Montreal na segunda-feira dia 9 de agosto, passei o Miami e cheguei em São Paulo dia 10, bem cedinho. Papai e mamãe estavam lá para me buscar. Chegando em casa, ainda passei no trabalho da sister para vê-la e desejar feliz aniversário (cheguei no dia do niver dela), e querem saber da maior? ELA NEM CHOROU!! Eu acho que isso é um senho avanço, ou então eu não estou fazendo mas tanta falta assim... hehehehehehehe
Fizemos um tour rápido pelos vizinhos e com minha vovó Laurinha na terça e na quarta passei o dia todo com o pessoal do meu antigo trabalho do Brasil (a auditoria da empresa me impede de mencionar seu nome neste blog, me desculpem). Só de passar na mesa de cada um que eu conhecia, já fiquei a tarde toda, e sempre tem um uns ou outros que são mais do coração e que merecem mais atenção né? Gostei muito de reencontrá-los e ver que, entre mortos e feridos, estão todos bem.

Na quinta-feira fui conhecer o tão famoso sítio do Sr. Osmar em Quadra, interior de São Paulo. O sítio é uma belezinha e mesmo ficando só um dia por lá consegui comer e dormir bastante. A horta que meu pai montou é imensa e tem todo tipo de frutas, verduras e legumes que você possa imaginar. Tá nota 10 mesmo. Muito provavelmente na próxima vez que eu pintar por lá vou poder tomar banho de piscina. Chique né?
Sexta-feira de noite fui para o ensaio do louvor da nova igreja adventista de Vila Olímpia, e é claro que já fui escalado para o louvor no sábado né? Eu que não sou de negar essas coisas aceitei e sabadão de manhã fizemos o louvor por lá. Foi legal rever os amigos e saber que existem projetos animadores na igreja em São Paulo. Oro e espero que tudo continue indo bem para eles. De noite ainda vi mais amigos, agora na igreja de Pinheiros, mas nem consegui bater muito papo com eles porque estava rolando a festinha da minha irmã e tive que ir correndo para lá, ver mais parentes e amigos que ainda não tinha visto. É difícil ser o centro das atenções, mas acho que consegui falar com todos.
Domingo fui assitir a uma partida de futebol do sub-15 do Corinthians, com o meu primo João Marcos jogando. O cara tá jogando muita bola e eu fiquei muito contente de ver o empenho dele (e de toda a família, inclusive eu, gritando o jogo todo) neste projeto. De noite fui matar a saudade dos Morcegos, mas quase não patinamos pois todos queriam mais bater papo e saber das novidades. Não posso reclamar né? E ainda conhecendo novos Morcegos muito legais e acabamos a noite na Fabriquinha de Salgados, que está reformada e toda bonitona. Aprovada.Depois disso, já começamos o clima de despedida, e aí fiquei total com a minha family, aproveitando os últimos momentos. A hora da despedida é sempre bem chata, mas faz parte da vida que a gente escolheu né? Vamos tocando a boiada da melhor maneira possível.
Não tenho a menor idéia de quando vou voltar ao Brasil agora, mas desde já peço desculpas a todos que ainda não conseguiram me ver. Espero poder ver ainda mais gente querida da próxima vez que estiver na terrinha.
Salut!
segunda-feira, 26 de julho de 2010 - por Thiago
3x Ottawa
A primeira vez que estive lá esse ano foi em maio, quando meu amigo Fabrício esteve me visitando em Montreal. Pegamos um domingo ensolarado e fomos para lá visitar as colinas do parlamento do Canadá, a Aranha-mãe, o museu das civilizações e etc. Quando minha mamãe (e sogrinha e sogrinho...) esteve aqui em junho/julho, pegamos um domingo de sol e fomos para Ottawa novamente, visitar as colinas do parlamento, a Aranha-mãe, o museu das civilizações e etc. Neste último domingo, de sol, fui com a Marilyn e com o Daniel para Ottawa novamente, visitar as colinas do parlamento, a Aranha-mãe, o museu das civilizações e etc. Parece que eu mandei um Ctrl+C, Ctrl+V nas três últimas frases né? Pior que você acertou hehehe.
Mas para mim, não foi esse tédio que vocês estão imaginando. Eu sou um apaixonado pelo Canadá e não me canso (pelo menos não mentalmente) de passear pelos mesmos lugares uma vez após outra. A cada vez que fui, aprendi alguma coisa nova nas visitas guiadas dentro do parlamento, aprimorei os roteiros para passeios dentro da cidade, aprendi a lidar com imprevistos durante o trajeto sem comprometer muito o passeio principal, e o melhor de tudo, encontrei maneiras de aproveitar ao máximo as coisas mais bonitas da cidade e terminar o dia contente, mesmo que cansadão.
Juntando com as duas vezes que fui para lá no ano passado, agora já estou com cinco visitas à Ottawa em um período de aproximadamente um ano, e ainda me falta visitar a cidade durante o outono e inverno, que possuem seus espetáculos particulares, a saber, a queda das folhas e a patinação no gelo no canal Rideau, respectivamente. A passeio durante o inverno está praticamente garantido, pois estou juntando a galera que gosta de patinar para irmos para lá um dia experimentarmos a maior pista de patinação do mundo. Daqui alguns meses, postarei a respeito.
Bem, só posso dizer que, caso você esteja querendo fazer uma visita profissional em Ottawa, entre em contato com nosso amigo Rafa Nacif, mas se quiser só dar uma passeadinha por lá e dar umas risadas, pode me chamar. Existe uma chance remota de eu aceitar ir lá pra Ottawa, mais uma vez, com você :-))
Salut!
quinta-feira, 8 de julho de 2010 - por Thiago
Mamãe Bel
Salut!
terça-feira, 22 de junho de 2010 - por Thiago
Pra frente Brasil!
Copa do mundo é uma época diferente. Todo mundo falando de futebol, trocando figurinhas, assitindo a reprises de copas passadas, discutindo e criticando o coitado do Dunga, pintando e enfeitando as ruas, saindo do trabalho mais cedo para assistir a seleção canarinho jogar... uma festa só, não e mesmo?
É... só se for para você! Aqui no Canadá, a vida continua como sempre, com algumas pequenas alterações aqui e ali, que se você não prestar muita atenção, nem nota. Uma das mais evidentes é que, como aqui existem muitas comunidades culturais, você não vê só a bandeira de um país pelas ruas. Muito pelo contrário! As 32 seleções do mundial estão representadas nos carros, nas camisetas, nas janelas e nos restaurantes da cidade. E durante o jogo de cada país, os restaurantes típicos se enchem de torcedores. É claro que o Brasil não está de fora dessa farra!!
Mas nem tudo são flores. Começo por dizer que durante os jogos do Brasil nos dias úteis, eu estou trabalhando muito bem, obrigado. Com um pouco de esforço e sorte consegui uma permissão para assistir pela internet, no canal online especial da Copa da CBC. Mas nem pensar em parar tudo o que estou fazendo para assistir ao jogo... tenho que ficar com um olho no peixe, e outro olho no gato. A Mirian está ainda com menos sorte que eu, já que neste verão ela está trabalhando no Cirque du Soleil, e lá tem expediente até aos domingos (no sábado, a gente descansa). Mas beleza né? Quem mandou mudar de país? Agora tem que dançar a dança dos caras... paciência.
Pelo menos nos finais de semana, a gente junta a brasileirada toda para torcer junto pelo Brasil. Domingo passado o jogo contra a Costa do Marfim foi bem animado na casa de um de nossos amigos, com direito a arroz e feijão, vuvuzelas e uma narração da partida no melhor inglês britânico que os canadenses conseguiram arrumar. Coisa de doido né? Mas pelo menos ficamos mais livres para pensar durante as jogadas. #CalaBocaGalvao
[desabafo] Eu quero deixar bem claro aqui que dou meu total apoio ao Dunga, da mesmo forma que sempre apoiei os técnicos da seleção. É fácil falar, e brasileiro não torce, EXIGE. Vamos deixar o homem trabalhar em paz ok? [/desabafo]
Agora esperamos que esse sacrifício todo valha a pena e possamos sair da África com a taça nas mãos. PRA FRENTE, BRASIL!!
Salut!
ps- devido a eternidade que eu passei para atualizar essa bagunça aqui, acho que muito do que ocorreu neste meio termo vai ficar por isso mesmo... sem relato. Quem sabe, eu jogue uma coisa aqui, outra ali, mas tentar correr atrás do prejuízo só me faria postegar ainda mais o meu retorno. Foi mal galera...
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