sexta-feira, 28 de novembro de 2008 - por Thiago

Vou cantar

Quem me conhece sabe do meu forte fraco pela música. Pois bem, agora no final do ano vou cantar em um coral clássico para relembrar os velhos tempos de Coral Sudameris e do meu querido Maestro Roberto.

Claro que a apresentação vai ser aberta ao público, e eu vou ficar bem feliz mesmo se você puder estar lá. Prometo que dou alguns autógrafos na saída.


Te vejo lá! Salut!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008 - por Thiago

A neve

É difícil descrever a sensação de ver a neve pela primeira vez de verdade. Ela já tinha caído antes, mas só pra dar o gosto do que viria pela frente. Agora ela cai deixando um tapete branco no chão. Inacreditável. Todos dizem que ela vai piorar muito, mas até o momento eu estou no clima de "nem ligo".

As fotos e os vídeos são da neve. Nas fotos estou na frente de casa com a Mirian, o Nellyr e os Fabis. No primeiro vídeo eu também estava com a galera, mas nos outros dois eu estava com o Flavio, na primeira neve (a mais fraquinha) que caiu.










Pra quem nunca viu, só vendo. Não tenho palavras para explicar.

Salut!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 - por Thiago

13º salário? No Canadá tem!

Ah sim! Tem mesmo!

A gente que é acostumado com a vida mansa de trabalhador CLT no Brasil, de vez em quando sente falta da montoeira de mordomias que um empregado regular recebe de sua empresa. Nesta conta entram as férias de um mês (aqui a média são 15 dias), ticket alimentação, vale-transporte e por aí vai. Uma destas maravilhas brasileiras é o tal do 13º salário, que faz a alegria da galera todo final de ano.

No Canadá isso não existe, pelo menos não com esse nome. O nosso 13º vem pelo esquema de pagamento quinzenal que é praticado aqui. Para deixar as coisas mais claras (ou ainda mais confusas) na sua cabeça, vamos fazer contas:

1. O ano tem 52 semanas.
2. Sendo o pagamento quinzenal (a cada duas semanas), eu recebo 26 pagamentos em um ano.
3. Sendo dois pagamentos por mês na média, no final das contas eu recebi o valor referente a 13 meses!

Conseguiu acompanhar o raciocínio? Mas onde raios eu recebo esses adicionais? Eles caem naqueles meses excepcionais que possuem uma semaninha de calendário a mais que os outros, e temos exatamente dois meses por ano nessas circuntâncias (duas vezes metade, igual a um inteiro). Bem legal né?

Eu nunca tinha pensado por esse lado, mas fico feliz de saber que, no final das contas, eu sinto no bolso mais dinheiro do que o esperado, e quando eu digo "sentir" me refiro ao fato de que já sei quanto é meu ganho anual, mas uma coisa é saber, e outra é ver a grana caindo na conta né? E quanto mais cair na conta, melhor.

Salut!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 - por Thiago

O tal verão indiano


Aqui não se fala de outra coisa (além do M. Obama): é verão indiano aqui, verão indiano ali, verão indiano alhures... mas o que é isso afinal das contas?

Primeiramente, o verão indiano não tem nada a ver com os indianos em si pois faz alusão, na verdade, aos indígenas (Indian Summer). Segundamente que em português nem deveria existir esse conflito, pois o tal verão indiano na língua de Camões se chama Veranico, o que já elimina um monte de confusões por conta de tradução mal feita.

Agora falando sobre o fenômeno em si (porque antes eu realmente precisava desabafar), o Verão Indiano (ou Veranico) é nada mais, nada menos, que um período de calor inusitado no outono, quando as temperaturas deveriam estar em franco declínio. Dentre as muitas suposições da origem deste nome, uma das mais aceitas é a que vem do preconceito que os primeiros colonizadores americanos tinham dos nativos da região, dizendo que se podia confiar neste calor da mesma forma como se podia confiar nos índios.

Para que o Veranico possa ser reconhecido como tal, é preciso (pelo menos aqui) que aconteça uma alta das temperaturas por pelo menos 3 dias (estamos no segundo) depois de pelo menos uma geada (como a que tivemos na semana passada). Ou seja, estamos a um dia de oficializarmos o Verão Indiano por aqui.

A causa do Veranico são as conhecidas massas de ar quente que ainda tem força para adentrar esta região antes que as massas polares fechem completamente a barreira para o nosso já saudoso calor até o começo da primavera, no próximo mês de abril. Enquanto esperamos tudo isso acontecer, vamos torcendo para esse verão indiano durar mais que três dias, porque na semana passada a gripe já me pegou e eu fiquei com um belo mau-humor.

De resto, tudo é festa!
Salut!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 - por Thiago

3 horas

Para ficar bem claro a todos que a distância entre nós no inverno daqui aumenta ainda mais, lembro a todos que desde ontem nossa diferença de fuso é de exatas 3 horas, a mais pra quem está no Brasil **E** no horário de verão.

A diferença normal entre Montreal e São Paulo é de 2 horas (GMT -5 para Montreal e GMT -3 para Sampa), mas na prática essa diferença quase nunca existe, pois o fator horário de verão influencia quase a totalidade do ano, pois quando estamos em daylight time aqui a diferença é de apenas 1 hora para aí, e logo que voltamos ao horário normal, o Brasil entra em horário de verão, deixando o período de 2 horas restrito a apenas 2 semanas no outono e mais umas 2 semanas na primavera, quando muda novamente.

A parte ruim dessa história toda é que fica mais difícil a comunicação com o Brasil, pois quando chego em casa do trabalho, 6 horas da tarde (mas já escuro total aqui), a minha família está já nas 9 horas da noite, ou seja, se eu não me adiantar logo pego todo mundo dormindo lá.

Mas claro que isso é detalhe. Fazendo uns ajustes aqui e ali tudo se ajeita novamente, ou pelo menos a gente tenta levar na boa até a temperatura começar a aumentar novamente por aqui.

Salut!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 - por Thiago

Québec? Eu assino em baixo!

As políticas de imigração estão mudando de pouco a pouco aqui na província do Quebec, e a última novidade é que todo candidato a imigrante ao Quebec precisará, necessariamente, assinar um documento de reconhecimento dos valores da sociedade quebecoise.

A ministra da imigração e das comunidades culturais, Mme. Yolande James, quer certificar-se de que os imigrantes estão por dentro do que acontece aqui na província antes de chegarem, e que eles aceitem formalmente esse modo de vida para não dizerem depois que foram enganados. Dentre os valores mencionados, os que mais levam destaque são a igualdade entre homens e mulheres, o francês como língua oficial da província e a separação entre poderes políticos e religiosos.

É importante salientar que o ministério faz questão de deixar bem claro que esse documento não tem caráter coercitivo, ou seja, não vai fazer com que o imigrante assine uma sentença de culpa ou nada parecido. A intenção do Quebec é somente garantir que o imigrante está consciente da cultura social daqui e que mesmo assim topa encarar o desafio. As punições pelo não cumprimento de qualquer uma dessas normas são as mesmas tanto para quem assinar o documento quanto para um qualquer outro, pois a justiça aqui funciona para todos.

Pra nós brasileiros isso não é um problema muito grande, porque somos facilmente adaptáveis às diferenças, e de qualquer maneira os pontos essencias não são tão diferentes assim dos brasileiros. Acredito que o maior desafio seja para as culturas declaradamente patriarcais (entenda-se machistas) ou as sociedades estritamente religiosas, que de vez em quando querem fazer valer esses direitos aqui também, mas aqui, a balada é outra.

Existem outros pontos de mudança no processo de imigração, como o fato de não se precisar mais saber francês para a seleção provincial, mas essa questão eu prefiro comentar em um post dedicado ao assunto.

Salut!

fonte: Jornal do Metro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 - por Mirian

Metrô sujo

Felizmente vocês não estão olhando para uma mancha de sangue. Isso é simplesmente tinta vermelha que alguém derrubou no chão do metrô e deixou lá, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Todos que entravam olhavam, riam, comentavam e à medida em que o metrô foi ficando mais cheio as pessoas não olhavam mais antes de se sentar, até que uma pessoa se sentou neste banco bem pertinho da tinta e enfiou o pezão na meleca. Outros escorregavam, mas ninguém caiu.

Depois de umas estações um funcionário pediu para que o carro esperasse para sair e todos ficaram olhando pensando que ele ia tomar alguma providência. Ele tomou. Colocou um monte de jornal em cima da mancha e saiu fora.

Já vi muitas coisas estranhas no metrô, entre panes elétricas, lentidão, gente lerda que não entra logo, gente sem noção que fica parada na porta, sujeira de jornal, comida, café, mas a mancha vermelha foi a mais estranha até agora.

Qual foi a coisa mais estranha que você já viu no metrô de Montreal?

terça-feira, 28 de outubro de 2008 - por Thiago

Se segura, Tous Azimout!

Para quem ainda não conhece, bem resumidamente: a STM (Société de transport de Montréal) é a companhia de transporte público daqui de Montreal, responsável pela malha de ônibus, trens e metrôs da cidade. Os caras possuem em seu site um sistema de consulta de rotas, chamado Tous Azimout. Este sistema é muito legal porque nos dá, com precisão de minutos, hora e local para se utilizar o transporte público da cidade de um ponto A até um ponto B. Funciona muito bem, mas a aparência do sistema é feinha, além de ser um pouco lento.

Ok, agora estamos todos apresentados: Tous azimout, leitor; Leitor, Tous Azimout. Muito prazer :)

A novidade é que a STM liberou as informações de rotas e horários para o Google, e isso trouxe o Tous Azimout para dentro do Google Maps. O serviço se chama Google Transit e já existe em diversas cidades do mundo civilizado.

Depois dos primeiros testes que realizei com o serviço, posso dizer sem sombra de dúvidas que ele é muito mais bonito e muito mais rápido que o Tous Azimout, além de ir direto ao ponto, pois muitas vezes (a maioria delas) não queremos saber exatamente os minutos para se chegar ao ponto de ônibus, mas apenas como chegar, que ônibus tomar, onde descer e etc, e isso o Google Transit de Montreal está fazendo muito bem, inclusive dando as rotas alternativas para quem gosta de andar mais a pé, ou não gosta tanto de ficar dentro do Metrô.

Não vou dizer que este é o fim do site da STM, mesmo porque para quem quer detalhe, e mesmo para outros serviços, como horário de ônibus em cada parada, a gente ainda tem que consultar o site deles, mas que a equipe de TI da STM vai sentir um alívio de utilização nos servidores, aaahhh isso vai :)

Salut!

sábado, 25 de outubro de 2008 - por Thiago

Bizzarices de Montreal - Episódio II

Continuando a série há muito tempo esquecida, olhem essa, em tradução livre:

Estatísticas - Com 90 homicídios em 2007, o Quebec atinge sua taxa mais baixa em mais de 40 anos. Houve 93 homicídios em 2006. Em média houve 122 homicídios por ano entre 1997 e 2006.
[...]


O Quebec é uma província equivalente a região sudeste do Brasil em tamanho, mesmo mesmo considerando que a densidade demográfica nessas duas regiões tem um abismo de diferença (5,4 no Quebec contra 84,2 no Sudeste brasileiro). ainda assim contar com apenas 90 homicídios durante um ano é algo assustadoramente agradável.

Tudo bem, 90 pessoas morreram sem necessidade em um ano, e esse número é alto pra mim que prezo e tenho respeito pela vida humana (e dos animais também), mas não deixa de ser um alívio poder pensar que as chances de ser assassinado só no Estado de São Paulo podem ser até quase 50 vezes maior. Infelizmente, 90 é um alívio.

Viver em um lugar desses é agradável, realmente agradável. Eu não preciso ficar preocupado em saber onde a Mirian está quando ela está pela rua de noite, porque tenho certeza de que ela vai chegar em segurancá em casa. Mais segurança que isso, só no Céu com Jesus.

fonte: Jornal do Metro de Montreal (sempre ele).

Salut!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 - por Thiago

Demanda de profissionais de TI

O Jornal Metro é um dos veículos de comunicação mais lidos por aqui, e eu já até falei dele uma vez (tenho que continuar a série). Por ser bom, e de graça, quase todo mundo o lê indo para o trabalho de manhã.

Hoje o jornal publicou uma matéria sobre o mercado de TI, e eu traduzi a primeira parte para vocês, que trata justamente sobre a demanda. Confiram:

Pesquisa sobre o encaminhamento de formados ao mercado
Muitas vagas em informática

Mão-de-obra - A informática é novamente um setor forte do mercado de trabalho em 2008, segundo uma recente pesquisa das Edições Jobboom sobre o encaminhamento de formados ao mercado.

O Colégio de Rosemont, por exemplo, recebeu este ano 285 ofertas de emprego pelos seus 23 formados em Técnico em Informática. Os 11 formados deste programa no Cégep de Saint-Jean-sur-Richelieu puderam decidir entre 35 propostas.

Na primavera de 2008, a Universidade de Quebec em Trois-Rivières tinha somente 10 bachalerados em informática à disposição das empresas que lhes ofereciam 87 vagas. O HEC Montreal recebeu 438 ofertas de emprego pelos 104 formandos de 2007-2008 di bacharelado em tecnologia da informação que estavam escritos no serviço de encaminhamento ao mercado.

"A informática está para o século 21 como a mecânica foi para o século 20: não se pode fazer mais nada sem ela", indica Patricia Richard, diretora de conteúdo do Jobboom.com. Mas o estouro da bolha de tecnologia causou uma baixa de inscrições neste domínio. Contudo, o setor de informática está em crescimento, e é por isso que os vagas de emprego se multiplicam. Ademais, se trata de uma competência buscada por todos os outros setores no curto prazo.

[...]


Tudo verdade mesmo. A procura é grande por profissionais de TI, que como eu já disse aqui e a matéria ressaltou, são muitos requisitados não só em setores de tecnologia como o de qualquer outro setor. As vagas tão por aí sobrando, mas muitas vezes pra nós imigrantes, falta a experiência canadense para pegar a vaga do recém formado daqui, que como podemos perceber pela matéria, são pouquíssimos.

Temos um campo farto pela frente, ainda mais quando pensamos que nós da tecnologia da informação não precisamos validar diploma nem fazer exame de ordem para começar a trabalhar. É só deixar a preguiça de lado e contar com uma dose de sorte de principiante ;)

Salut!

ps1 - O texto completo desta matéria se encontra em http://www.readmetro.com/show/en/Montreal/20081020/1/24/.

ps2 - Vocês acham que esta foto cheia de orientais na matéria é por acaso?


sexta-feira, 17 de outubro de 2008 - por Thiago

Dúvidas sobre emprego

O Blog está crescendo, e eu só posso agradecer a todos os meus leitores que me elogiam e me dão dicas de como melhorar. É muito bom ver o trabalho sendo reconhecido, e isso nos anima a continuar.

Tenho recebido muitos emails, e alguns com dúvidas sobre o processo de imigração, a adaptação aqui no Québec e ultimamente vários emails sobre o mercado de trabalho. Claro! O que todo imigrante brasileiro quer é chegar aqui, arrumar um trabalho e ser feliz. Sentindo essa necessidade dos meus leitores, vou tentar sempre que possível responder as questões que eu recebo por email, mas sempre lembrando que as minhas respostas são referentes a MINHA EXPERIÊNCIA, tanto vivida por mim quanto por amigos próximos. Não sou o dono da verdade nem daquele blá-blá-blá todo, mas posso contar o que aconteceu e acontece comigo aqui, porque é vida real né?

Vamos lá:

1. Existe mesmo muita demanda de profissionais de TI?
Sim, existe muito. Eu já percebi que no começo do verão a demanda é um pouco menor porque os contratadores estão de férias no Caribe, e me disseram que no meio do inverno a taxa de contratações também não é lá essas coisas, mas nos períodos da primavera e do outono a demanda é muito grande. Profissionais de tecnologia são requisitados tanto em empresas de TI quanto em empresas de outros ramos, e isso é um grande diferencial, mesmo aqui no Québec.

2. Existem muitas ofertas para .NET, mas poucas em Java, isso reflete mesmo o mercado em Montreal?
Sim, reflete. E acho que isso reflete o mercado mundial :) Microsoft ainda é líder de mercado, e as empresas daqui dão uma certa preferência para o Steve Ballmer e sua gang. Mas vejo que aqui a diversificação é maior que no Brasil, tendo mais espaço para C++, Java, Python, seguindo essa linha.

3. É possível enviar CVs, fazer contatos por telefone e/ou Skype e chegar com as ofertas de emprego engatilhadas?
É possível sim, mas cada um pode dizer por si se os esforços rendidos foram recompensados ou não. Eu mandei muitos curriculos quando estive no Brasil em Julho, e de todos recebi a resposta de que teria que entrar contato novamente quando eu voltasse pra cá. A não ser que você tenha um currículo E-X-C-E-P-C-I-O-N-A-L, eles vão querer conversar com você cara-a-cara para ver o que que rola, e eu não consegui nenhum adiantamento sem essa conversa pessoal com o empregador. Mas veja bem, não estou desestimulando ninguém a tentar arrumar um emprego antes de vir. Estou apenas dizendo que as chances de sucesso não são tão grandes assim. Pé no chão acima de tudo.

4. Tenho quase 20 anos de experiência na área, isso conta ou vou virar Júnior de novo?
Conta muito, mas só experiência não te dá o culhão necessário para o cara gostar de você na hora. No máximo ele vai considerar o seu currículo com mais carinho. Aqui eles cobram que você realmente saiba do que está falando, dando exemplos concretos e algumas vezes até fazendo os benditos testes técnicos.

A dona Soraya Tandel falou isso muito bem nas palestras que eu fui aí no Brasil que "Imigrante recém-chegado tem que aprender a retroceder um pouco na carreira", e não tem verdade maior do que essa. O importante para os caras aqui é a sua experiência canadense, porque eles simplesmente não conseguem validar o mercado brasileiro. Eu trabalhei no banco Itaú por 3 anos, e se tivesse trabalhado num banco de meia-tigela, para eles dá no mesmo, porque eles não conhecem nem um nem outro.

Qual a diferença aqui então? A diferença é que aqui, se você mostrar o seu valor, logo logo você está no topo da cadeia alimentar, ainda mais considerando que nós brasileiros, gostamos muito mais de trabalhar (e de trabalho bem feito) do que a grande maioria dos canadenses e de grande parte dos outros imigrantes que vêm pra cá. Brasileiros estão em alta.

MAS PRECISA ESTAR AFIADÍSSIMO NOS IDIOMAS! SENÃO ESQUECE!

5. É possível receber de cara um salário na casa dos 25CAD$ por hora?
Claro que é, ou até mais que isso! Mas o segredo aqui é não negar nenhuma oportunidade, nem que seja para ganhar metade disso, ou mesmo trabalhar de graça, no esquema de benevolat. A primeira coisa que um imigrante tem que buscar profissionalmente aqui é a experiência canadense, e não o salário, pois isso vai vir com o tempo de qualquer forma. Mesmo para aqueles que vem com família, podem ficar sossegados porque nesse país vive-se bem com pouco dinheiro. Nada luxuoso como gostamos de ter no Brasil, porque o canadense é um povo muito simples, mas que vive confortavelmente na simplicidade. O governo ajuda com um belo chequinho para cada filho do casal, e ainda existem uma outra infinidade de benefícios que o governo te dá, sobretudo por ser imigrante.

Espero ter ajudado. Comentários, dicas e sugestões de formato e conteúdo são muito bem-vindos.

Salut tout le monde!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008 - por Thiago

Emprego aqui é gratuito!

Eu falei há alguns dias sobre o Emploi-Québec, e um de meus leitores, o Alok, me perguntou se esse serviço era cobrado ou não.

Caro Alok, e todos os meus leitores fiéis: o Emploi-Québec é totalmente gratuito, e muito pelo contrário, você pode até receber ajuda financeira dos caras se necessário. Não só este serviço do governo como os serviços privados de busca de emprego como o Monster.ca (que é o melhor, na minha opinião), o Workopolis.com e o Jobbom.com, e isso para não falar de um montão de outros menores, são todos gratuitos e muito bons. Serviços pagos como aquelas Catho da vida não teriam lugar aqui, pois no final das contas essas agências são premiadas se a contratação do candidato se concretizar, ou seja, são as empresas que pagam para contratar funcionários. Genial não? A virada de mesa aqui é em favor da população, e isso deveria ser igual em qualquer lugar do mundo.

Resumo da ópera: tendo força de vontade, disciplina e paciência, o emprego aqui tá garantido. Mas acordar cedo de manhã (aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh!!!), isso você vai ter que fazer mesmo aqui no Québec :)

Salut!

terça-feira, 14 de outubro de 2008 - por Thiago

Ação de Graças, Maçãs e o Outono

Este final de semana foi feriado prolongado aqui no Canadá, por causa do Dia de Ação de Graças, que rolou ontem, dia 13 de Outubro. Aqui o dia de ação de graças é mais cedo que nos Estados Unidos (lá é na quarta quinta-feira do mês de novembro) pois como o país é mais frio, a colheita tem que ser feita mais cedo, e o feriado é extamente a comemoração e o agradecimento a Deus pela colheita e pela fartura.

Aproveitamos os dias de folga para bater perna com os amigos, e acabamos chegando na Apple Picking, ou Colheita das Maçãs em português. Durante o outono, várias fazendas de maçãs abrem suas porteiras para que os visitantes possam colher eles próprios maçãs no pomar. A fazenda que fomos é bem grande e com os mais variados tipos de maçã (Gala, Spartan, Macintosh, Gold Honey e mais um montão)... eu nem sabia que existiam tantas espécies diferentes de maçã assim... vivendo e aprendendo.

Para brincar é simples: você paga 10 dolares para ter direito a encher um saco com quantas maçãs você puder carregar, e você ainda pode comer as maçãs que estão no pé enquanto pega as que você vai levar pra casa. Também na fazenda tem aquele famoso quiosque cheio de produtos feitos de maçã. Tipo um Rancho da Pamonha, mas tendo a maçã como carro chefe. Sucos, tortas, bolos, maçãs-do-amor e todo o tipo de guloseimas relacionadas. Tudo realmente muito gostoso, mas nem preciso dizer que não quero ver maçã na minha frente por um bom tempo né? E ainda tenho um saco cheio delas em casa... ui ui.

Saindo de lá fomos para o Mont Saint-Hilaire. Na verdade, a colheita das maçãs fica também em Mont Saint-Hilaire, mas agora nos direcionamos para a cidade em si. Just for the record, essa cidade fica a uns 30km de Montreal, ou seja, bem do lado mesmo, e ela tem esse nome porque realmente foi construída ao redor do Mont Saint-Hilaire. Neste monte há um parque, e foi pra lá que nos dirigimos.

Para entrar no parque, pagamos 5 doletas por cabeça, e ainda tínhamos que andar por volta de 1km a pé para chegarmos a um lago no meio da montanha. Eu já estava ficando desanimado com tantas adversidades, mas depois que começamos a andar...

Que coisa bonita minha gente! Imaginem um corredor de árvores amarelas, laranjar e vermelhas no seu caminho para um lago ainda mais bonitão, com um monte cheio dessas árvores principalmente laranjar ao fundo. Eu sabia que o Outono aqui devia ser bonito, mas com os próprios olhos a coisa fica bem mais legal. As fotos aí ao lado dão uma pálida noção do que vimos por lá.

No retorno para casa ainda fomos a um típico jantar de Ação de Graças norte-americano promovido pela minha cunhada Natália, junto com o Jon. Um jantar farto (nunca vi tanta comida fora de um restaurante) e muito gostoso para uma galera muito divertida e interessante. Pena que estávamos tão doidos de fome e cansados que não lembramos de tirar fotos do evento (e nem da meeeeeeesa compridona cheia de coida que tinha lá).

Mas enfim! O que nos resta é aproveitar esse outono antes do invernão, porque aí vamos aproveitar tudo de outra forma.

Salut

sexta-feira, 10 de outubro de 2008 - por Thiago

A verdade sobre o Emploi-Québec

Eu acho que ainda não contei aqui todos os detalhes relacionados ao meu primeiro emprego em Montreal. Eu contei sim como foi o processo de obtenção do emprego e contei até como foi o primeiro dia de trabalho, mas acredito que um assunto importante eu deixei passar batido.

O Emploi-Québec é um órgão do governo da provincia do Quebec responsável por ajudar os residentes da província a arrumar um emprego, orientar sobre aposentadoria e até mesmo ajudar os desempregados com dinheiro (!!) em alguns casos. Na obtenção de emprego, eles ajudam a fazer e revisar currículo, dão palestras sobre o mercado de trabalho e até simulam entrevistas com os candidatos para dar dicas de como se comportar em uma situação real. Isso é tudo muito legal, mas eu não acreditava muito que todo esse trabalho realmente colocaria um imigrante recém-chegado no mercado de trabalho, mas fui surpreendido por uma característica do Emploi-Québec que eu não conhecia.

Na minha primeira entrevista de trabalho aqui na Momentis, a recrutadora me perguntou se eu possuia cadastro no EQ, e eu prontamente respondi que NÃO pois eu realmente não tinha ido até lá dado o meu descrédito com o programa. Ela me disse seria muito bom se eu tivesse o cadastro, pois o EQ poderia pagar cursos para mim caso eu fosse aceito para trabalhar aqui. Na hora eu achei a informação interessante, mas fui cair na real alguns dias depois quando fui novamente contatado pela recrutadora e ela me disse que eu necessitava do cadastro no EQ para que pudéssemos fechar o contrato. Fiz mais do que rapidamente tudo que era necessário e hoje estou aqui

Mas o que faz do meu cadastro no EQ uma coisa essencial para eu conseguir o emprego? Aí é que está a sacada! Eu sou recém-chegado aqui, e nunca tive uma experiência profissional no Quebec, então o EQ, de uma maneira espetacular, incentiva as empresas a me aceitarem como primeiro emprego pagando METADE DO MEU SALÁRIO POR 6 MESES! Isso é um baita incentivo para os caras arriscarem pegar um imigrante-latino-com-cara-de-coitado né

Mas não pára por aí. Dentro desses 6 meses, o EQ me dá 3200 dólares para a realisação de cursos pertinentes às minhas funções na empresa (que, no meu caso, podem ser técnicas ou de idiomas), e depois que esse período de experiência terminar e a Momentis decidir continuar comigo no quadro de funcionários, o EQ me dá uma bela ajuda financeira caso eu queira fazer uma outra graduação, um MBA, uma pós ou mesmo um Masters relacionado à minha área de tecnologia. Loucura total isso né?

Para terminar, o EQ também patrocina eventos culturais de integração, o que neste caso se transformou hoje em um almoço com os outros dois brasileiros que trabalham comigo, o Fabio e o Flavio. Nós fomos ao restaurante FireGrill, no Centre-Ville, e comemos bastante, como você pode ter uma pálida idéia com essa foto aí do lado.

O que eu posso dizer disso tudo? Eu sempre tive em mente que este processo de imigração do Quebec era legal, porque nos dava a entender que o Quebec queria a gente aqui, mas por outro lado não nos dava garantia nenhuma de que o mercado canadense queria a gente aqui, e isso quase que anulava toda a boa vontade do escritório de imigração. Mas depois de ver que o EQ paga para que eu possa iniciar minha experiência profissional por aqui, e ainda dá um monte de regalias de lambuja, só posso achar que os caras estão realmente empenhados em ver todo mundo se dando bem por aqui, e cada vez mais tenho a certeza de que escolhi o lugar certo pra viver.

Agora resta saber como ficará esse meu humor depois do inverno :-))

Salut!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 - por Thiago

Montreal sem GP?


O Grand Prix de Montreal é o evento que abre o verão aqui na cidade, no começo do mês de junho. As ruas ficam cheias de gente de várias partes do mundo que vem pra cá só pra acompanhar os roncos dos motores. É muito bom ver essa agitação esquentando ainda mais o verão que se aproxima. Pois bem, ontem ficamos sabendo que o GP foi tirado do Canada, e mandado pros Emirados Árabes, na nova e suntuosa pista de Abu Dhabi.

Como assim, Bial??

A cidade mais charmosa do hemisfério norte (ok, estamos sempre competindo com San Francisco) está perdendo um evento importantíssimo para os Emirados Árabes só porque os caras construiram uma pista no meio do deserto, com a grana do petróleo? E onde fica a tradição e o charme da Formula 1? Aqui em Montreal a Rua Crescent, que é a mais agitada da cidade, fecha por três dias somente com as festividades do evento, atraindo turistas e grana para a região. Em Abu Dabhi vai ter isso? Duvido muito.

Os governos de Montreal, do Quebec e do Canada estão unidos neste momento tentando, antes de mais nada, saber o que está acontecendo, pois ficaram sabendo da novidade na mesma hora que todo o público e então vão tentar render esforços para que a comissão organizadora da F1 reavalie seus critérios de seleção e traga o GP de volta pra cá, de onde ele nunca deveria ter sequer pensado em ser retirado.

Ainda temos alguma esperança porque a lista oficial dos GPs de 2009 sai em dezembro, mas enquanto isto amargamos ver o dia 7 junho de 2009 abrigando temporariamente o GP da Turquia. Humpf!

Salut!

domingo, 5 de outubro de 2008 - por Thiago

Montreal e a música

Montreal é uma cidade que respira cultura. Na verdade, acho que São Paulo é uma cidade bem cultural também, mas a diferença é que aqui as pessoas aproveitam e participam mais dos eventos culturais, e não somente de futebol hóquei no gelo, que é o esporte mais famoso por aqui.

Hoje vou me concentrar especialmente na música de rua. É muito fácil você encontrar músicos por aqui, e dos bons, nas estações de metrô, nas ruas, nas praças e nos parques da cidade. Quase nunca são mendigos, e como eles não podem pedir dinheiro (pois não é permitido pedir esmolas aqui), eles ficam com a caixa do instrumento aberta e quem quiser apoiar joga umas moedinhas lá dentro.

O mais fácil de se ver por aqui são este tipo de músicos que eu postei na foto acima. Instrumentos clássicos são muito usados aqui e vão desde o violino e família, passando pelas flautas e afins e chegando até os mais populares como o violão, a guitarra e o teclado. Pra gente que é imigrante sempre fica uma barreira em doar dinheiro para esse pessoal, mas com o tempo a gente aprende que na maioria das vezes eles merecem a nossa ajuda, pois são tudo gente boa, honesta e sobretudo talentosa.

Abaixo seguem mais dois vídeos que eu fiz, mas dessa vez em New York City, de um quinteto cantando músicas no melhor estilo negro americano, em plena rua também.







Nosso Brasil tem muitos talentos, muitos mesmo, e arrisco dizer que temos mais capacidade criativa que o pessoal daqui pela nossa própria experiência de vida, que exige de nós criatividade constante para a própria sobrevivência (e sempre com alegria, o que é genial). Espero que um dia possamos dar mais valor para os talentos que temos, e jogarmos todas aquelas milhares de bundas rebolando na televisão na lata do lixo, pois assim nunca veremos quintetos ou violoncelistas bons nas ruas brasileiras.

À là prochaine.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 - por Mirian

Journées Portes Ouvertes

Na semana passada os estudantes internacionais de Montréal tiveram a chance de visitar vários museus gratuitamente. Não perdi a oportunidade e ainda emprestei alguns ingressos extras a uns amigos.

Um dos lugares visitados foi o Biodôme, onde há uma simulação de vários tipos de climas e florestas do mundo. É um dos mais famosos pontos turísticos da cidade e muito conveniente para mim porque fica em frente à minha casa.

Acima está um dos bichinhos mais fofos que vimos lá, o mico-leão-dourado.

Também visitei o Centre d'Histoire de Montréal, um museu pequeno e pouco frequentado, mas também interessante.

Este quadro fúnebre ao lado mostra o resultado do julgamento da escrava Marie-Angélique, que foi considerada culpada pelo incêndio que ocorreu em 1734 em Montréal.

Este ainda é um dos "mistérios canadenses". A exposição conta a história detalhadamente para você mesmo votar no final e dizer quem você considera o culpado.

Um dos outros locais que visitei foi o Jardin Botanique e o Insectarium. O jardim já se tornou um dos meus locais preferidos na cidade. Em dois meses já fui lá quatro vezes, isso porque a entrada é gratuita no fim da tarde, mas é claro que esta informação não é divulgada e nem todos acreditam quando a gente diz.

No outono há a exposição La magie des lanternes. Muitas plantas e flores são retiradas e no lugar delas são colocadas lindas e coloridas lanternas chinesas que são muito mais bonitas de se ver à noite.

O Jardim também fica pertinho de casa, outro ponto positivo além da beleza.

O Insectarium fica no mesmo parque, então fomos lá ver uns bichinhos nojentos, mas interessantes. Só dá dó de saber que muitos foram capturados vivos para a exposição e outros são mantidos dentro de vidros. Bom, das baratas horríveis não tenho pena não.

Um outro lugar interessante foi o Pointe-à-Callière, Musée d'Archéologie et d'Histoire de Montréal. Fui lá com a turma do francês. A melhor parte é a torre de observação de onde se tem uma vista linda da cidade. Para subir na torre é de graça, paga-se apenas para ir ao museu.

O último lugar que visitei foi o Planétarium. Uma pena não ter tido tempo para escolher a melhor sessão e ter acabado vendo a infantil. Apesar disso aprendi muita coisa e ainda fiquei com muitas dúvidas. Essa história de planetas e astros é muito complicada pra mim.

Um outro lugar que poderia ter visitado com este ingresso era La Biosphére d'Environnement Canada. Devido à falta de tempo, distância longa e pouca vontade de ir deixei a visita para a próxima chance.

No último domingo de Maio, Montréal sempre abre mais de 30 museus gratuitamente. Claro que eles ficam lotados, mas é uma ótima chance de ver algo que você quer ver sem ter coragem ou grana pra pagar. Essa é a famosa Journée des Musées Montréalais.

Quer quiser saber mais sobre facilidades, gratuidades e coisas interessantes para estudantes, visite o portal dos estudantes internacionais.

Também é bom ficar sempre atento em outras datas comemorativas pois muitos lugares são abertos para visitação gratuita. Sempre leia muito bem o site do museu que você quer visitar, geralmente há um certo horário ou dia da semana em que a entrada é de graça, ou muitas vezes o valor é apenas uma "sugestão" de colaboração.

Erratum - Doação de sangue

Por um erro linguístico compreendi a lista das regiões do Brasil onde há risco de malária ao contrário. Achei que nessas regiões havia algum risco de malária, mas na verdade são as únicas onde não há nenhum risco, de acordo com a Héma-Québec.

Se alguém quiser conferir por si mesmo, pode clicar aqui.

terça-feira, 23 de setembro de 2008 - por Mirian

Tentei, mas não consegui.

Ontem no meu horário de almoço eu tentei doar sangue numa coleta que estavam fazendo na UDEM. Li as regras e achei estranho não haver nenhuma menção sobre o Brasil, pois uma vez tentei doar nos EUA e não consegui por ter vindo do Brasil.

Até ali eu me encaixava no perfil de doadora. Depois fiz minha ficha de inscrição e até ganhei um broche de presente pela primeira doação no Québec. Depois li mais um questionário e o preenchi, tudo estava indo bem.

Quando me sentei para conversar com a enfermeira e ela me perguntou de onde eu era, meu plano de doar sangue começou a ir por água abaixo. Ela estava mais confusa que eu quando me explicou sobre as regras de poder ou não doar por ter estado em alguma região brasileira onde há risco de malária.

Não pude doar mas estou desconfiada de que ela cometeu um erro, pois ao ler as regras no site Héma-Québec descobri que se estive em uma daquelas regiões por menos de três meses, devo esperar um ano para doar e se estive por mais de três meses devo esperar três anos para doar. O problema foi que ela perguntou se estive FORA daquelas regiões e eu disse sim!

De acordo com o site, as regiões onde há risco são as cidades de Rio de Janeiro, Brasília, litoral das cidades de Natal, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo, Belém e Cataratas do Iguaçu.

Quem é brasileiro sabe que esse método de selecionar doadores é furado. Além disso eles poderiam ter algum tipo de comunicação com centros de doação nos outros países, pois se eu doei sangue no Brasil em Março de 2008 é porque ainda estou apta, dentro das outras regras, claro.

Isso me faz duvidar da real necessidade de sangue ou pensar no descaso com as pessoas que precisam de tranfusões quando um pouco mais de pesquisa resolveria o problema.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008 - por Thiago

Canadá - A Globo acha que entende

Eu gosto quando começam a passar reportagens do Canadá no Brasil, e ainda mais quando elas vêm destas redes de comunicação globais (que não vou colocar link), pois é por elas que a gente pode ter CERTEZA do que o brasileiro está pensando, já que verdadeiramente forma opinião.

Pois bem, a última deles é esta aqui:





O vídeo nos dá a clara impressão que a imigração para o Canadá é uma grande furada, e que a melhor coisa que você faz da sua vida é sequer sonhar em vir para cá tentar uma vida melhor. Eu não vou discutir as opiniões pessoais de cada indivíduo em particular (pleonasmo triplo aqui para enfatizar bem), mas daí a considerar a exceção com o regra, está indo longe demais.

Eu conheço um monte de brasileiros que chegam aqui P-A-T-I-N-A-N-D-O nos idiomas canadenses, e mesmo depois que o governo gasta uma bela quantia na tentativa de ensinar o camarada a se comunicar melhor, ele ainda teima em não sair do niveau débutant para qualquer atividade corriqueira que dependa do inglês ou do francês. É claro que eu não vou falar que foi o caso destes que apareceram na reportagem, mas que só de olhar eu fiquei desconfiado, aaahhh eu fiquei, ainda mais porque conheço bem brasileiro (sou um deles) e da nossa preguiça em aprender e exercitar idiomas. Existem é claro as exceções, na maioria das vezes universitárias, onde eu posso dizer com confiança que mandamos muito bem, pois o nosso sotaque é bem menos carregado do que o de um chinês ou de um indiano (e.g.) quando realmente aprendemos o idioma. Resumindo, se quiser se dar bem aqui, MERGULHE NA LÍNGUA DOS CARAS. Ponto.

E tem outra. Todo mundo que quer imigrar sabe que o começo é barra pesada para todo mundo SIM, e nisto ninguém pode dizer que foi enganado. Você como imigrante vai começar ganhando menos SIM, vai ralar para arrumar o primeiro emprego SIM (e MUITO) e tudo depende de você, pois muitas profissões realmente demandam exame de ordem profissional (caso da Economia, que apareceu na reportagem), e quem não sabe disso deveria se informar bem melhor.

De posse de todos esses predicados, e mais a coragem e garra que todos nós brasileiros temos, é possível de dar bem aqui SIM, e bem o suficiente para deixar a saudade do Brasil reduzida à família e aos amigos.

E crise americana? Faça-me 0 favor né? A economia canadense em nada tem a ver com a estadunidense, a não ser pelo dinamismo e consumismo, mas mesmo assim esse país está longe, loooooooooooooooooooooooooonge, de uma recessão, o que não é o caso de nossos vizinhos daqui do Sul (sul do Canadá ok? Não estou falando da Argentina).

Além de todas essas bobagens informações incorretas, só some o fato que, embora a reportagem esteja falando de Montreal, grande parte das imagens que vemos na reportagem vêm de Toronto, isso só para você ter uma idéia do nível de detalhe que foi apresentado.

Bem pessoal, acho que é isso. Quem quiser saber realmente como funciona o processo de imigração, acesse os blogs de imigrantes, e não dê muito crédito para as reportagens televisivas globais, que já mandaram muito mal uma outra vez. No mínimo duvide, e tire as dúvidas nos blogs. A nossa comunidade de imigrantes blogueiros do Quebec agradece :)

Salut!

Atualização: Os créditos desta matéria vão para Silvia Sanches, que viu a reportagem na emissora e me mandou o link. Valeu Sil!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 - por Thiago

Joyeux Anniversaire!

Hoje é meu aniversário, e acho que o primeiro aniversário que a gente passa longe do país da gente é interessante por si só, pois realmente é tudo (TUUUUUUUUUUUUUUDO) diferente do que você sempre passou até então, ainda mais depois de casado.

De manhã a Mirian me deu os parabéns. No trabalho, quase ninguém se pronunciou, apesar de meus esforços de colocar a informação no meu Google Talk para que todos pudessem saber. Somente o meu amigo brasileiro Flavio e o meu coordenador Marius me felicitaram, e mesmo assim o Marius só o fez via GTalk, e nada além disso. No Brasil a gente tá acostumado a abraçar metade dos colegas de trabalho, e a dar beijinhos na outra metade, mas aqui, INFELIZMENTE, as coisas não são bem assim. Ou seja, a primeira coisa que você sente forte no seu aniversário é a distância que você vai ter de todos os que te cercam, pro resto da sua vida por aqui. Mas é claro que a gente, brasileiro que não desiste nunca, supera isso.

Em casa a Mirian me deu um presentinho muito chuchuzinho (esses da foto ao lado): uma blusa de frio lindona, e que parece que aquece mesmo, porque é grossa pra caramba (ainda preciso experimentar). Ganhei também uma caixa de bombons muito gostosos (preciso agüentar firme para não acabar com a caixinha toda de uma vez só) e mais um cartãozinho, que foi o que me deixou mais feliz, porque AMO os cartões da minha esposinha :)

Saldo do aniversário: bom, porque moro onde eu quero morar, trabalhando no que eu quero trabalhar, casado com a mulher que eu amo e habilitado a viver uma boa vida para mim e para minha família. Fora a saudade ANIMAL que a gente sente de quem ficoou no Brasil, não há motivos para reclamar daqui, mesmo que de vez em quando apareça algumas coisinhas ruins.

Espero poder desfrutar mais aniversários aqui no Quebec, e de preferência com ainda mais queridos ao meu redor. Que Deus nos abençoe sempre, a todos nós.

Salut tout le monde!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 - por Thiago

Nem tudo são flores

Eu postei aqui sobre as biclicletas em Montreal. A coisa funciona bem e eu fiquei tão animado que resolvi testar eu mesmo.

Hoje fui trabalhar de bicicleta. Saí da minha casa às 7:35 e cheguei no trabalho às 8:10, ou seja, 35 minutos pedalando com um ventinho mais ou menos gelado batendo no rosto. Nada mal mesmo.

Chegando no trabalho, acorrentei a minha magrela nos porta-bicicletas que ficam na frente do meu edifício e fui trabalhar. Tudo chupetinha... beleza pura.

A surpresa foi quando eu voltei. ELA NÃO ESTAVA MAIS LÁ. Foi roubada, furtada mesmo por algum larápio ladrão de galinhas bicicletas. No meu post sobre as bikes eu falei que o pessoal aqui roubava banquinhos indefesos, mas acabei descobrindo que, se você não comprar uma corrente realmente descente para garantir a integridade física do seu veículo, ele vai realmente sumir de onde você o deixou.

Agora é tocar a bola pra frente. Eu sabia que o meu negócio era patinação mesmo, e agora tenho só meus fieis pares de patins para me socorrer, até resolver comprar outra bike.

Não vou me delongar muito, porque como esse é um blog para se falar bem do Québec, não vou dar muito Ibope para notícias ruins, mas fica o recado pra todos, pois a verdade precisa ser dita, sempre.

Salut!

ps - agora temos um botão bem grandão aqui do lado direito do blog, lá no cantinho inferior, que leva para o nosso Feed RSS. Aproveitem! Foi feito para vocês.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008 - por Mirian

Université de Montréal

Minha primeira visita à faculdade não foi muito útil. O campus é imenso e como eu não sabia exatamente como chegar ao endereço que devia ir cheguei meia hora atrasada no encontro dos estudantes internacionais. Pra ajudar mais ainda não entendi quase nada que foi falado e tive que conversar com a palestrante no final. Ainda bem que ela mesma começou a falar em inglês pra me ajudar e me deu algumas informações importantes.

Na semana seguinte fui num encontro em inglês mas infelizmente as informações dadas não foram exatamente o que eu precisava, mas pelo menos conheci outros estudantes internacionais muito legais com os quais visitei o Mont Royal.

Aí estão: Luigi, Filip, Reiner, Hayley, Cassandre, Mirian, Thiago e Rafael.

Achei a UdeM meio desorganizada e burocrática. Não tive autorização para fazer matrícula pela internet por ser aluna de intercâmbio e até descobrir onde ir e com quem falar demorou muito.

Em primeiro lugar fiquei neurótica ao descobrir que a única matéria que eu tinha que fazer de verdade pra tentar equivalência na USP não tinha mais vagas. A saber, Shakespeare. Mandei emails, fiz ligações e falei pessoalmente com a pessoa responsável pelo departamento, que foi muito educada e tranquilamente disse que ia ver se tinha vaga e dez segundos depois me matriculou. Fácil, né? Por que, então, dizer que não tem mais vagas? Ainda mais numa turma que descobri que tem menos de 15 alunos. Vai entender.

Em seguida fui me inscrever no curso intensivo de francês. Andei até o prédio do departamento só pra descobrir que não precisava ter ido lá. Enfim, depois de falar em francês macarrônico com meio mundo, consegui finalemente me matricular nas matérias que precisava.

Outro parto foi conseguir fazer a carteirinha da Universidade, depois de umas três tentativas, andar pra cá, andar pra lá e falar mais francês ainda, finalmente consegui fazer a carteirinha.

Tudo isso para duas matérias. A de Shakespeare, que começou na semana passada e o curso intensivo de francês que começou esta semana.

Em Shakespeare o professor Irving Wolfe entra e sai sem dizer boa noite, mas a aula é muito boa. Estamos lendo The Taming of the Shrew, depois leremos Henry IV e depois Romeo and Juliet, que também iremos assistir no teatro. Comecei a ler sozinha, mas não entendi muito, lendo na aula com ele é bem mais fácil.

O curso de francês também é bom, mas super cansativo. Temos duas professoras, ambas boas, mas com certos defeitos que só professores bem treinados conseguem nomear enquanto alunos fora da área às vezes nem notam.

Esta é a porta da administração da escola de francês.













Ache meu nome na lista!


















Metade da classe é de chineses e o restante é cada um de um lugar diferente. Fico imaginando como meu sotaque soa para quem é francófono. Tem gente que só consegue fazer o R vibrante (como no Sul do Brasil), outros só fazem o R retroflexo (como o nosso R caipira) e eu dou risada, mas vou é cuidar da minha vida pois tenho problemas graves a resolver com meu próprio francês.

Outra coisa desorganizada na UdeM é eles ficarem me enviando boletos para pagar quando não deveriam nem falar no assunto dinheiro comigo. Alunos em intercâmbio pelo CREPUQ só devem pagar a própria faculdade e não a faculdade do intercâmbio. No começo eu me cansava e ficava irritada com esses boletos, mas resolvi desencanar. Não vou pagar nada e no máximo eles levarão mais tempo para descobrir os erros administrativos.

Uma coisa interessante de se notar é a sujeira dos banheiros. Dêem só uma olhada:

E eu que achei que banheiro pichado reclamando de política só existia na FFLCH. Tenho umas fotos do banheiro da FFLCH antes da reforma, dêem uma fuçada no meu flickr aqui.

"Com certeza não é escrevendo no banheiro que alguma coisa vai mudar."









Essa eu não sei legendar direito, mas com certeza é um palavrão ao primeiro ministro do Canadá, Stephen Harper. A foto anterior se refere a esta.











"Ajudem-nos a manter este local limpo."

O mesmo bla bla bla de todo banheiro sujo.











"Favor não jogar o papel marrom na privada."

A qualidade do papel para enxugar a mão é tão ruim que eles têm medo de entupir a privada. Um detalhe bom de saber é que aqui é comum jogar papel na privada e geralmente não entope.














Mais uma bela imagem do chão molhado de água suja e do tal papel marrom.

















Com todos os defeitos de burocracia, falta de comunicação entre departamentos e sujeira nos banheiros o que importa é que estou aprendendo muito de Shakespeare e muito francês. O plano é mergulhar na língua agora durante o outono para poder escolher matérias mais interessantes em francês no período do inverno. A primeira semana foi um pouco difícil e cansativa, mas espero me acostumar logo com o ritmo.

Premier Monde

Sempre no intuito de fazer propaganda e dar um apoio aos imigrantes-blogueiros-brasileiros-do-Quebec, segue para vocês mais um blog.
Esse blog é do meu novo companheiro de trabalho aqui na Momentis, Flavio Francisco, e ele conta como se virar sozinho em Montreal logo na chegada aqui e de como se divertir e viajar pelo Canada com pouca companhia, e no caso dele é pouca companhia mesmo, pois a noiva dele ainda está no Brasil (tadinho deles... snif... snif...).
Tá dado o recado, pessoal.
Salut!


quarta-feira, 10 de setembro de 2008 - por Thiago

Montreal e as bicicletas

São muitas mesmo, e pela cidade inteira. A foto aqui ao lado foi tirada hoje em frente ao prédio onde eu trabalho. Vocês estão achando que eu trabalho na China? Não mesmo! Montreal é uma cidade que respeita muito a natureza, e andar de bicicleta é muita saudável tanto para o ciclista, quanto para o planeta Terra.

A cidade possui muitos espaços reservados para ciclistas, patinadores e afins. Em português chama-se ciclovia, mas aqui, em francês, chama-se piste cyclable, o que no final dá no mesmo, não fosse pelo fato de que aqui as ciclovias realmente existem.

Todas as grandes avenidas da cidade possuem uma ciclovia nela ou próxima a ela. Grande parte das vias secundárias estão no mesmo esquema e algumas ruas pequenas também acompanham o ritmo. Isso dá no final das contas muitos e muitos quilômetros de pista reservada aos ciclistas e patinadores, e o povo aproveita mesmo indo pro trabalho, pra escola e para os centros de lazer, tudo na base da pedalada "literal". Os estabelecimentos também estão preparados para as bikes, deixando bibicletários para que todos possam estacionar suas magrelas. E se mesmo assim não tiver espaço, o povo sai acorrentando as bikes em postes, árvores e grades.

Um revés: quem já andou de bicicleta sabe como o banquinho machuca as partes baixas, e quanto mais você anda com com a bike, pior vai ficando. Para contornar isso o povo aqui investe em banquinhos anatômicos e agradáveis de se sentar. Legal né? Bastante, não fosse o fato de que isso desperta a cobiça dos que não tem bancos tão legais assim, o que causa a modalidade de roubo mais comum em Montreal, que é o roubo de banquinhos de bicicleta. Isso mesmo minha gente, o que mais se rouba aqui não são nem carros nem motos, nem sequer bicicletas, mas só os banquinhos das bikes. Loucura né? O pessoal se protege levando o banquinho da bike consigo depois de estacioná-la, mais ou menos como fazemos com as frentes do som de nossos carros aí no Brasil.

Termino contando que também entramos na dança e compramos as nossas bikes, e logo logo vocês vão ver fotos delas aqui no Blog.

Você pode encontrar um mapa das ciclovias de Montreal aqui. O mapa é um pouco antigo, e por incrível que pareça a ciclovia hoje é pelo menos 10% maior do que o que está aparecendo aí no link.

Salut!


segunda-feira, 8 de setembro de 2008 - por Thiago

O primeiro dia de trabalho

Pronto, comecei. Faz tempo que eu não trabalho regularmente e remuneradamente (o meu último dia como trabalhador de fato foi em 20 de maio desse ano) e eu já estava começando a perder o ritmo, ainda mais com essa loucura toda de casamento, imigração, apartamento para arrumar e tudo o mais. Vocês acham que fiquei descançando esse tempo todo? Que nada! Só tinha desascotumado com roupas de trabalho e horários.

Cheguei na Momentis às 8:20 da manhã e esperei um pouquinho até que alguma alma vida chegasse para me receber. Aqui em Montreal o pessoal não é maluco por trabalho igual a uns e outros que vemos no Brasil, e acho que é por isso que gosto tanto daqui. Umas 8:40 chegou a Karen Meehan, que foi a minha recrutadora durante todo o processo. Ela me apresentou para todo mundo e eu já descobri que tem mais dois brasileiros trabalhando lá também, o Fabio e o Flávio. Ainda bem que não estou sozinho nessa.

Hoje também foi o primeiro dia de uma chinesa, que vai trabalhar mais ou menos na mesma equipe que eu. Eu digo 'mais ou menos' porque ainda não sei exatamente no que vou trabalhar, mas acho que vou fazer implementações/correções nos sistemas que a Momentis possui. O nome da chinesa é Lin Quiao e eu fico impressionado com o fato de todos os chineses e japoneses daqui de Montreal possuirem uma cara de assustado de dar pena em qualquer um. Quem sabe um dia eles criam coragem para levar uma vida diferente da chinesada do Brasil, porque aqui eles podem.

Passamos a manhã conhecendo a galera e os sistemas da empresa, e tenho que admitir que essa segunda parte me deu um sono danado, mas agüentei firme para não dar bandeira logo no primeiro dia, mas POW, o cara fala mó baixo e ainda fica com aquele assunto chatíssimo de nomes de servidores e tudo o mais? Tem que ser muito corajoso para não dormir.

Almocei na Deli que tem no andar térreo do prédio, e descobri que o melhor mesmo vai ser levar a marmitinha todo dia e esquentar no refereitório, que é o que quase todo mundo faz. O refeitório tem forno de micro-ondas para esquentar a marmita e ainda máquinas de refrigerante e salgadinhos, mas essas você tem que pagar para usar. Além do micro-ondas, o café e o leite também são de graça, e eu ganhei até uma canequinha para tomar também,  mas ainda tenho que descobrir o que eu vou colocar dentro dessa caneca.

Findado as palestras, apresentações e descobertas culturais do dia, passei o restante da tarde fuçando nos sistemas que eu tinha aprendido durante a manhã, e também fiz testes com meu email, meu ramal e meu computador. Como era de se esperar, a mesa estava beeeeem suja e eu vou precisar dar uma bela limpada nela para ficar minimamente aceitável, mas só de pensar que eu tenho um monitorzinho de 21 polegadas, já fico mais sossegado.

Bem, amanhã espero começar a colocar mais a mão na massa, e estou achando que vou aprender muito nessa empresa, pois eles utilizam a fundo a tecnologia que está disponível para utilização geral, e eu acho que nunca estive em uma empresa que realmente pratica isso. Muito bom né? Lá vem coisas para estudar e aumentar o currículo, mas isso é ótimo!

Espero poder contar mais novidades em breve, porque agora eu estou precisando dormir e nem que eu tivesse mais coisas para contar, acho que não lembraria.

Um abraço a todos!
Salut!

ps - a foto lá em cima é da minha mesa mesmo. Tirei hoje, mas ela vai mudar bastante depois que eu limpar e colocar minhas tralhas... aí quem sabe mando outra foto ;)


quarta-feira, 3 de setembro de 2008 - por Thiago

Apresentando Montreal - Parte 1

Mes amis,

Vou tentar começar uma série aqui no blog que se chama Apresentando Montreal, e essa série vai tentar mostrar como é a nossa vida em Montreal, pelos meus olhos, é claro. Acredito que nem de perto vou conseguir dispor tudo o que essa cidade tem, mas quem sabe eu consiga dar uma idéia para quem nunca esteve aqui, beleza? Vamos lá:

Este predinho da esquerda é onde nós (eu e Mirian) moramos. Os Fabis e o Nellyr também moram nestes predinhos e é muito legal ser vizinho deles, pois amigo brasileiro por perto sempre é uma mão na roda.

O nosso apartamento mesmo você não está vendo, pois ele fica na parte de trás do edifício, o que é uma pena, pois a avenida que moramos é bem simpática e fica de frente com o Estádio Olímpico de Montreal, que por si só já é um arraso, com toda a sua estrutura aberta ao público todos os dias do ano.

Para vocês terem uma idéia do que estou falando, dá uma olhada no nosso pequeno 'quintal' que possuímos na frente de casa, nesta foto na direita.

Eu moro aqui mas ainda me impressiono com a grandiosidade do estádio e de como ele pode ser um patrimônio tão limpo e bem cuidado por todos, para o benefício de nós mesmos. Acreditem em mim quando eu digo que não tem preço possuir um quintalzão como esse.

Só para finalizar essa babação de ovo da minha casa, o Estádio Olímpico vem acompanhado do Biodome - que é um museu de vida natural - um cinema, um centro esportivo e duas estações do metrô (Pie IX e Viau). É mole ou quer mais? Pois é gente... a coisa aqui é legal hehehe.

Continuando, vou mostrar para todos que vivem me dizendo que aqui no Canadá eu devo enfrentar neve até verão, que a coisa não é nem assim.

Esta foto minha e da Mirian numa super PISCINA, foi tirada na casa da Nichole e do Michel, um casal de amigos quebecois amigos que conhecemos na igreja, e que nos convidaram para uma tarde agradável na piscina que eles possuem no fundo da casa deles. Neste dia o calor estava perto dos 35 graus Celsius e esse mergulho foi muito mais que bem-vindo. Espero receber mais convites como esse até o verão acabar. O pessoal do Centre Il Est Écrit de Montreal são muito agradáveis é é sempre um prazer poder passar uma tarde com eles, e essas tardes quase sempre se transformam e noitadas pelas badalações SADIAS da cidade.

Um exemplo de como esse povo é gente fina foi o último almoço do sábado, onde os homens foram os totais responsáveis pelo almoço da galera. E vocês estão achando que rolou um pão-com-ovo para todo mundo? De jeito nenhum! Rolou um crêpe genuinamente francês, mas com alguns quitutes brasileiros inclusos, e posso falar a verdade? Ficou muito bom! Até a mulherada elogiou o nosso repas que ainda teve direito a crêpre doce... muito bom! A foto ao lado é da galera que se reuniu para fazer o crêpe acontecer. Da esquerda para a direita, Johnny, Jerry, Eu, Steve e Silvio (agachado).

Agora, se formos falar de risadas, tenho que contar do Nellyr e da Turma do Rena em Quebec. Esse pessoal é muito legal e eu e Mirian devemos muito do nosso atual conforto a eles. São sempre muito prestativos e nos ajudaram em tudo, T-U-D-O que precisamos até agora.

Há dois domingos atrás foi o aniversário do Nellyr, na casa do Luiz Claudio e da Dani. Muita comida e bebida e sempre o Nellyr aprontando alguma. E dessa vez foi o dente postiço que ele comprou na Dollarama, que rendeu muitas, mas muitas risadas em todo mundo que se atrevia a olhar para aquela cara assustadora. Para um imigrante, ter amigos não tem preço, e estamos muito gratos por termos arrumados amigos tão bons assim aqui.

Para terminar por hoje (porque está cansando já), preciso contar que as nossas experiências culinárias estão indo realmente longe, e mesmo sem saber muito o bem o que fazer com a comida que temos na geladeira, não é que o rango está saindo aqui em casa?

A foto da esquerda é do nosso café da manhã de hoje, especial pois hoje completamos 1 mês de casadinhos, e a foto da direita é da nosso jantar especial, que foi composto basicamente de massa ao molho sugo (molho este feito por nós) e uma saladinha.

Querem saber? Eu e Mirian juntos conseguimos fazer acontecer na cozinha, e isso é um grande alívio pra gente. É claro que ainda falta aprendermos muita coisas, como por exemplo tirar um melhor proveito dos legumes e verduras que temos na geladeira, mas só de sentir que não estamos precisando comer pão com manteiga todos os dias nas refeições, já consigo dormir mais sossegado.

Bem gente, vou ficando por aqui, e espero voltar logo para contar como foi o meu primeiro dia de trabalho, na segunda-feira que vem.

Um abraço a todos!
À là prochaine!


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